Dionísio e a experiência com Telê

Dionísio Filho morreu na manhã desta terça-feira, aos 58 anos (Foto: Reprodução / Facebook)
Dionísio Filho morreu na manhã desta terça-feira, aos 58 anos (Foto: Reprodução / Facebook)

O futebol paranaense amanheceu mais cinzento nesta manhã. Cinzento como o céu fechado desta segunda-feira (16) de carnaval. Morreu aos 58 anos o ex-lateral-esquerdo e comentarista Antônio Dionísio Filho. Nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Djonga surgiu no Botafogo local e defendeu equipes como Guarani, Internacional, Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba e Pinheiros, clube formador do Paraná Clube. No Galo, venceu o Mineiro de 1976, pelo Coxa, os Paranaenses de 1979 e 1989, e pelo Leão da Vila Guaíra os de 1984 e 1987. Trabalhava atualmente na Rádio Banda B e na TV Band Curitiba.

Dono de sorriso fácil e cheio de histórias para contar, o ex-lateral deixará muitas saudades. Uma dessas histórias remetem à passagem pelo Galo Mineiro, onde foi treinado por um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro, também de saudosa memória, Telê Santana. Não consigo precisar o ano exato, mas provavelmente foi em 2010, no fim do ano, num jantar que o Carneiro Neto geralmente organiza.

Entre um papo, uma costela borboleta, e outro, perguntei para o Djonga se quando ele jogou no Atlético-MG tinha sido treinado pelo Telê Santana e como tinha sido. Então, ele contou como treinador trabalhava. “Ele não era de táticas, mas gostava de conversar bastante com cada jogador, dizer o que cada um tinha de fazer e treinava muito fundamentos”, contou.

Fiquei com esta concepção martelando por anos e anos. Telê Santana era um tático do microcosmos, pois priorizava cada peça ao invés do macro. Queria ter escrito o texto com o Dionísio vivo e tentar mostrar que a história que me contou despretensiosamente um dia estava eternizada, como está sendo eternizada agora, mas por um motivo triste, pois se não fosse a infecção que o tirou a vida, teria mais muitos anos pela frente, ainda mais com o vigor e a energia que a levava. Talvez, um dos grandes feitos de Dionísio foi o de ter unido os três times do Trio de Ferro de Curitiba. A prova está nas notas de pesar e homenagem de Coritiba, Atlético e Paraná. Vai com Deus, Sangue Bom!

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