Monthly Archives: dezembro 2014

Os números do Futebol Metrópole em 2014

O WordPress faz anualmente balanço das audiências de seus blogs. E temos de lembrar que começamos apenas no dia 26 de novembro, isto é, tivemos um pouco mais de um mês no ar. Sendo assim, agradecemos a todos e um Feliz Ano Novo. Em 2015 estaremos aí com todo o gás. Aguardem novidades:

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.300 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 55 viagens para as transportar.

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 4)

Jean Azevedo será um dos representantes do Brasil no Dakar, uma das primeiras competições do ano (Foto: Divulgação / Vipcomm)

Jean Azevedo será um dos representantes do Brasil no Dakar, uma das primeiras competições do ano (Foto: Divulgação / Vipcomm)

O ano de 2015 será bastante intenso para os demais esportes. É véspera de ano olímpico e várias modalidades usarão os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho, para ser prepararem ou ainda conseguirem vagas para o Rio 2016.

Bem antes disso, a velocidade começa a rolar na América do Sul mesmo, com o Rally Dakar, que há alguns anos saiu da África em busca de mais segurança e estabilidade política. Atravessando paisagens diferentes desde os Pampas aos Andes, é o rali mais desafiador do mundo.

Ainda na velocidade, a Fórmula 1 terá uma temporada fundamental para sua sobrevivência. Com equipes com dificuldades financeiras, a categoria precisará se reinventar para os próximos anos. O caminho a se tomar é diminuir custos para tornar mais viável a participação de novas equipes e tornar as existentes menos dependentes dos paydrivers. O grid de 2015 corre para ter 18 carros apenas, torcendo para que alguém compre a Caterham e garantir ao menos 20 largando. Uma nova equipe, a Haas, só estreará em 2016. Para o Brasil, uma Williams que se tornou competitiva e promete ficar ainda mais é a esperança de Felipe Massa. O estreante Felipe Nasr, da Sauber, terá um ano de aprendizado e de ter se mostrar mais rápido dentro de sua equipe para poder sobreviver e, quem sabe, galgar lugares em equipes maiores nos próximos anos. No geral, é todos perseguindo a Mercedes, que dominou a temporada 2014, com destaque para a McLaren, que terá os motores Honda de volta à F-1 após hiato de algumas temporadas.

No surfe, uma temporada interessante se avizinha. Campeão mundial, Gabriel Medina terá agora o peso de defender seu título. E isso significa maior responsabilidade e também ser mais visado. O jovem de Maresias poderá inclusive provocar um Efeito Guga, aumentando a prática do esporte no país, que é bastante praticado, mas nem sempre levado a sério pelos seus praticantes.

O tênis deverá apresentar um início de transição de ídolos no masculino. Com Djokovic e Nadal perto do auge e Federer já se aproximando no fim da carreira, olho nos jovens bem rankeados que podem emendar bons torneios e crescer mais ainda no ranking. São os seguintes sub-23: Grigor Dimitrov (Bulgária -11.º), Dominic Thiem (Áustria – 39.º), Jack Sock (EUA – 42.º), Pablo Carreno Busta (Espanha – 51.º), Nick Kyrgios (Austrália – 52.º, apenas 19 anos) e Bernard Tomic (Austrália – 56.º).

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 3)

Nova Orleans e Operário Pilarzinho decidiram a Suburbana em 2014 e viraram exemplo para times de orçamentos menores na competição

Nova Orleans e Operário Pilarzinho decidiram a Suburbana em 2014 e viraram exemplo para times de orçamentos menores na competição

O ano de 2015 promete no futebol amador de Curitiba. Após um ano atípico, 2014, em que duas equipes tidas como outsiders chegaram à final da Suburbana, com o Nova Orleans ganhando a decisão do Operário Pilarzinho nos pênaltis do terceiro jogo, deveremos ter uma acomodação de forças.

Muita água rolará antes do segundo semestre, quando o Amador da Capital é realizado. Antes disso teremos a Taça Paraná e a Copa Amadora. Quando estas competições acabarem, veremos o Sul da cidade mais representado. Na temporada que se encerrou, caíram o Uberlândia (Sul) e o Combate Barreirinha (Norte). Subiram o Nacional do Boqueirão (Sul) e o tradicional Vila Fanny (Sul).

Em temporadas anteriores, fez muita diferença o poderio financeiro em atrair ex-atletas com grife. Em 2014, ter base a muito tempo, mesmo com orçamento mais modesto, fez a diferença. Resta saber como os clubes farão, se seguirá o reinado do bom e barato ou se algum time galáctico assumirá o trono do amador da cidade. Para os com menos recursos, os exemplos estiveram na final.

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 2)

Claudio Tencatti, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Claudio Tencati, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Continuando com nossa perspectiva do futebol em 2015 com o futebol fora do Trio de Ferro da Capital. O Londrina tornou-se ao mesmo tempo exemplo e time a ser batido em 2015. A fórmula do Londrina, que rendeu em 2014 o Paranaense e o acesso para a Série C, já é aplicada há anos: base forte e garimpagem de alguns reforços emergentes ou de preço em conta. Tudo misturado com a longa manutenção de Claudio Tencati, como técnico, indo para sua quinta temporada seguida no Alviceleste. O Tubarão é um dos clubes que melhor faz a transição profissional-base no estado e tem em seu treinador alguém que já trabalhou com garotos num passado recente. Se no mínimo se mantiver na Série C do Brasileirão, tende a se fortalecer mais ainda, pois garantirá mais temporadas com calendário cheio.

Os desafiantes de fora do Trio de Ferro deste ano parecem estar mais fortes que no ano passado. Pela movimentação de mercado, o J. Malucelli, o Operário, o Rio Branco, o Foz e o estreante FC Cascavel apostaram em alguns nomes com certa grife no futebol do interior e até brasileiro.Por mais que a situação financeira do futebol brasileiro seja periclitante, a diminuição do número de times em uma década (chegamos a ter 16 times na elite estadual, mas agora temos 12) fez com que ficasse mais raro equipes sem competitividade na competição e fez com que subisse a força média das equipes além do trio Coritiba-Atlético-Paraná. Isso refletiu em quase acessos do Operário e do Cianorte e no acesso do Londrina.

Esta temporada é a última com o Paranaense valendo duas vagas para a Série D. A partir deste ano, haverá o Copa FPF, torneio de segundo semestre com equipes sub-23, valendo uma vaga para a partir de 2016. Um efeito colateral interessante serão times investindo mais em jovens e com calendário garantido. Provavelmente, os sub-23 terão contratos mais longos, servindo as clubes não apenas durante o Estadual. É algo que merece ser visto com atenção. Dará certo se os clubes sempre participarem e não esvaziarem a competição, como foram as tentativas anteriores da Copa Paraná.

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 1)

Claudinei Oliveira, Marquinhos Santos e Luciano Gusso (Sites oficiais de Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná, respectivamente)

Claudinei Oliveira, Marquinhos Santos e Luciano Gusso (Sites oficiais de Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná, respectivamente)

O futebol de 2014 no Brasil acabou e os clubes profissionais já estão de olho em 2015. O Trio de Ferro de Curitiba começou, no meu ver, bem sua transição de temporada, dentro de suas possibilidades e ambições. Com isso, todo o percurso até a virada de janeiro para fevereiro, quando o Paranaense começa, parece estar traçado.

Quem mudou menos, a princípio, foi o Atlético. Mesma diretoria, mesmo treinador, Claudinei Oliveira. O desafio do técnico é sobreviver À rotatividade do cargo — pelo menos desde 1992, nunca um mesmo treinador começa e encerra a temporada no clube sem ser demitido. Para isso, precisa de material humano para encarar a temporada. O bom fim de Brasileirão serve como ponto de partida, quando o time arrancou para uma oitava posição ligeiramente acima das expectativas criadas para um time extremamente jovem e em processo de amadurecimento. Resta apenas repor algumas saídas, reforçar laterais, especialmente a direita, a zaga, e adicionar profundidade ao elenco, podendo ser com jovens que se destacarem no Estadual pelo sub-23. Aliás, algo bastante positivo tem sido a transição base-profissional do Furacão, que encurtou o caminho dos garotos para o time principal, dando um pouco de cancha, permitindo encontrar caras novas e mais baratas já dentro do CT do Caju.

O Coritiba mudou de diretoria após eleições movimentadas. Saiu Vilson Ribeiro de Andrade e entrou Rogério Bacellar. Uma medida bastante acertada foi manter Marquinhos Santos, que salvou a equipe do rebaixamento e esteve perto de ir para o Vasco. O clube tem uma dívida de mais de R$ 200 milhões, segundo os novos comandantes, e isso deve influenciar na montagem do grupo. O ideal é montar uma equipe mais em conta, sem salários inflacionados, principalmente de jogadores que acabaram encostados. Um desafio da reforma da equipe é achar formas de suprir a liderança técnica e de vestiário do agora aposentado Alex. Além disso, urge reforços especialmente para o ataque, até porque o melhor atacante do segundo semestre, Joel, que pertencia ao Londrina, foi para o Cruzeiro, e sem ele o Coxa penou para encontrar alternativas confiáveis dentro do elenco. Outra urgência é melhorar a transição base-profissionais num clube com bons resultados recentes entre os jovens, mas que tem dificuldades de aproveitá-los com mais eficiência no time principal.

Sem Ricardinho, que não entrou em acordo com a diretoria e saiu para o Santa Cruz, o Paraná tomou a medida mais sensata ao efetivar o auxiliar Luciano Gusso. Por conhecer a base e o elenco principal, torna-se um atalho para que não se contrate além das necessidades, um problema que apareceu principalmente no começo da temporada passada, com pacotão de jogadores chegando e apenas alguns se criando na Vila Capanema. Vale lembrar que a situação financeira paranista não é das melhores e isso tem sim influenciado o clube em campo, por mais que o jogador consiga se desvincular dos atrasos quando a bola rola, por isso Gusso é uma alternativa também mais em conta que buscar professores no mercado, que redunda em apostas que no passado não deram certo, como Milton Mendes. A exemplo das últimas temporadas, é salutar aproveitar alguns bons jovens da base, assim como tentar a continuidade de Lúcio Flávio e Marcos, os dois jogadores mais experientes do elenco, líderes do vestiário, identificados com o clube, e que podem dar atalhos para os garotos. O Paranaense tem de ser novamente um laboratório, mas desta vez com mais sensatez na hora de ir ao mercado e de olho em alguns destaques que devem surgir num Campeonato Paranaense que se aproxima com alguns nomes interessantes.

 

Na segunda parte desta análise perspectiva, daremos uma olhada no interior do Paraná.

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Recomendo por aí: melhores momentos da decisão da Suburbana

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A Suburbana acabou na última quarta-feira e até o dia de hoje repercutimos sua emocionante decisão em três atos. Como ato final, temos os melhores momentos da decisão, filmados pelo Rafael Buiar do Do Rico ao Pobre e narrados pelo Eduardo Nobre, que tem este canal aqui no Youtube. Aproveitem:

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Os números da campanha do Nova Orleans, campeão da Suburbana

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A campanha completa do Nova Orleans

1.ª Fase

Urano 2 x 6 Nova Orleans

Nova Orleans 0 x 1 Iguaçu

Nova Orleans 0 x 1 Bangu

Novo Mundo 2 x 3 Nova Orleans

Nova Orleans 1 x 2 Operário Pilarzinho

Vila Hauer 1 x 0 Nova Orleans

Nova Orleans 0 x 1 Trieste

Nova Orleans 4 x 0 Renovicente

Combate Barreirinha 0 x 2 Nova Orleans

Nova Orleans 4 x 0 Uberlândia

Santa Quitéria 1 x 1 Nova Orleans

Classificação final da 1.ª fase: 4.º colocado com 16 pontos.

2.ª Fase

Nova Orleans 3 x 0 Vila Hauer

Trieste 1 x 3 Nova Orleans

Iguaçu 4 x 1 Nova Orleans

Nova Orleans 0 x 3 Iguaçu

Vila Hauer 1 x 3 Nova Orleans

Nova Orleans 2 x 2 Trieste

Classificação final da 2.ª Fase: 2.º colocado com 10 pontos.

Semifinais

Nova Orleans 2 x 1 Santa Quitéria

Santa Quitéria 0 x 2 Nova Orleans

Finais

Nova Orleans 0 x 1 Operário Pilarzinho

Operário Pilarzinho 0 x 3 Nova Orleans

Nova Orleans (4) 1 x 1 (3) Operário Pilarzinho (jogo disputado em campo neutro)

Dados da campanha

22 jogos

11 vitórias

3 empates

8 derrotas

41 gols marcados

25 gols sofridos

Saldo de gols: +16

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Jura confia em manutenção de trabalho para Operário Pilarzinho chegar novamente

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No que pese a derrota nos pênaltis e o consequente vice-campeonato, a chegada à decisão da Suburbana pela primeira vez por parte do Operário Pilarzinho parece ter motivado a equipe a tentar novamente na próxima temporada. Espelho disso é o capitão e goleiro da equipe, Jura, que foi um dos destaques da equipe ao também defender duas cobranças na decisão.

“Vamos manter o trabalho. A presidência mantem também. Vamos continuar com este foco para ano que vem chegar de novo”, afirmou o camisa 12, que chegou a desmaiar no primeiro jogo da decisão ao se chocar com o atacante Éder, do Nova Orleans. Passado o susto, foi um dos destaques daquela partida.

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Após vice-campeonato, técnico avisa que Operário Pilarzinho veio para ficar

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Se o título da Suburbana não veio para o Operário Pilarzinho na última quarta-feira (17), pelo menos a campanha histórica serve de consolo. Foi a primeira vez que o time do bairro das antenas de rádio e televisão chegou à decisão da competição que disputa desde 1953, depois de ter sido oficialmente fundado em 1951. Após a derrota nos pênaltis, o time, de investimento modesto para os padrões dos times que vinham chegando nos últimos anos e estava longe de ser considerado favorito antes da competição, tem o sentimento de que virão outras decisões e que veio para ficar, como afirmou o técnico Peterson.

“A gente fez uma grande campanha, mas queria sair com o título, porém sabe que ficou em boas mãos. O Nova Orleans tem um grande presidente, uma diretoria competente e fez por merecer este título. Estamos entre os melhores e decidiram as duas equipes que mereciam decidir. A gente veio para ficar sim”, afirmou o comandante da equipe tricolor.

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Pé quente do Nova Orleans faz apelo para que profissionais olhem mais para a Suburbana

Giovani: gol na final e apelo para que olhem para a Suburbana

Giovani: gol na final e apelo para que olhem para a Suburbana

Autor do gol do Nova Orleans que levou a decisão da Suburbana de quarta-feira (17) na Vila Capanema para os pênaltis, o meia Giovani fez um desabafo para que o futebol amador seja mais olhado pelos clubes profissionais. O time do camisa 10 bateu o Operário Pilarzinho na decisão e voltou a ser campeão após 20 anos.

“Quero dar um recado para o pessoal que reclama tanto que o futebol paranaense está sem dinheiro: olha para o futebol amador. Vai que sai daqui um craque que vá ajudar os cofres dos clubes aqui do Paraná”, afirmou o meio-campista de 29 anos.

Não foi a primeira vez que Giovani fez um gol decisivo em jogo decisivo da Suburbana. “Eu falei anteriormente que sou iluminado. Quando joguei pelo Urano [em 2009] na segunda partida tive oportunidade de fazer o gol que foi da virada sobre o Trieste [resultado que levou para o terceiro jogo]. Aqui, no terceiro jogo, o gol de empate. Depois, infelizmente, eu me machuquei no gol e não consegui render mais. Confiei muito nestes meninos. São merecedores de tudo que está acontecendo. Sou apenas um instrumento para ajudá-los a chegar onde querem”, disse Giovani, que usou a tarja de capitão enquanto esteve em campo na decisão.

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