Bangu leva a Copa de Futebol Amador com retorno triunfal de artilheiro

O capitão Ricardo ergue a Copa de Futebol Amador da Capital: título veio em vitória com dez em campo e retorno de artilheiro

O Bangu conquistou pela primeira vez a Copa de Futebol Amador da Capital neste sábado (1.º) ao bater o Nova Orleans por 2 a 0 no Maurício Fruet. O título coroou uma campanha que começou bastante irregular, com algumas atuações irreconhecíveis, e culminou em uma arrancada nas rodadas finais com um futebol envolvente e de muita velocidade. Com cinco times podendo ser campeões na rodada final – o próprio Bangu, Uberlândia, Nova Orleans, Palmeirinha e Capão Raso – a taça teve apenas dois donos durante a tarde, com um período de aproximadamente uma hora entre o primeiro gol de Dinda sobre o Grêmio Ipiranga, que daria o título ao Uberlândia, vice pelo segundo ano consecutivo, e o primeiro gol de Luizinho para o Bangu.

Luizinho foi o herói da tarde. O atacante esteve de saída para o Operário Pilarzinho, chegando a treinar na equipe, deixando o time do Bangu sem sua presença nas últimas cinco partidas, ironicamente coincidindo com a reação da equipe na tabela. No entanto, voltou, ficou no banco e entrou no segundo tempo para mudar a partida com os dois gols, selando uma impressionante artilharia da competição com 11 gols em apenas cinco jogos disputados. No entanto, o reencontro com a camisa rubro-negra e as redes, no caso dele quase um sinônimo, pode ter sido uma despedida ou de repente um novo recomeço. “Nós vamos conversar com o presidente neste fim de semana e isso deve definir meu destino”, disse Luizinho após o jogo. “Eu tenho a felicidade com a camisa do Bangu. Joguei em 2013 e fui artilheiro da Série A com 19 gols, voltei em 2016 e fui vice-artilheiro da Série B com 21 gols e agora fui artilheiro desta competição com 11 gols sem jogar cinco jogos. Eu me sinto bem no Bangu, é o que dizem mesmo, chuto de qualquer jeito e a bola entra. Eu me sinto muito bem aqui e me sinto em casa e é o que importa”, afirmou. O avante terá de decidir entre disputar a Série A ou tentar mais uma vez o acesso pelo Rubro-Negro da Zona Oeste.

O título coloca o Bangu, única equipe de Série B da Suburbana que ficou na parte de cima da tabela da competição, como um dos favoritos ao acesso. “Na verdade, nosso objetivo era formar time forte pra a Suburbana. Todos aqui estão no time e temos mais um meia e um zagueiro por vir que não iremos revelar ainda porque tem outros clubes querendo. Nunca digo que somos os favoritos, mas é um bom time para subir. Sabemos que Série B precisa sempre de algo mais. Fizemos um bom elenco e vamos respeitando as outras equipes, pois cada jogo uma história diferente”, disse o técnico Jefferson.

O Bangu fechou a competição com 22 pontos, um a mais que o vice-campeão Uberlândia. O Palmeirinha terminou em terceiro com 20 pontos e 11 gols de saldo, seguido pelo Capão Raso, mesma pontuação e saldo 6. O Nova Orleans fechou em quinto com 17 pontos.

O jogo

Em campo por pouco mais de meia hora, Luizinho resolveu a partida com dois gols

A partida começou com um Nova Orleans ansioso, pois precisava vencer e ainda secar o Uberlândia, errando muitos passes no meio de campo e o Bangu, cuja vitória simples bastava, mas um empate ainda poderia dar o título caso o Uberlândia não vencesse, aproveitando muito bem o corredor esquerdo do ataque. Joãozinho foi o principal nome na criação do meio-campo e o time forçava jogo com o ala Binho Chuchu e o atacante Zanka, dando muito trabalho à defensiva do Orleans. No entanto, faltava alguma contundência para vazar a meta defendida por Yuri.

Nas poucas vezes que o penúltimo passe dava certo, o Nova Orleans esbarrava num trio de zaga bem postado com Diogo, Paulo Sérgio e Samuca, prontos para anular as tentativas de duplo-pivô de Igor e Éderson, um dos pontos fortes do time alviverde.

Numa altura que o Uberlândia já estava na frente do placar no Elba de Pádua Lima, as coisas pareciam se complicar para o Bangu. O empate já não bastava e o zagueiro Diogo foi expulso aos 41 minutos da etapa inicial após segunda falta para cartão amarelo. Com isso, a sobra na zaga do time rubro-negro acabou e os laterais, que faziam bom trabalho ofensivo, tiveram de se retrair, diminuindo o sufoco do Nova Orleans nos flancos de sua defesa.

Pouco mais de 6 km entre os dois estádios em que algum momento a taça teria de ir durante a tarde (Reprodução Google)

O técnico Jefferson colocou Romarinho na segunda etapa. O atacante passou a incomodar o miolo da zaga do Nova Orleans. No entanto, o time alviverde dominou o início da segunda etapa, dando trabalho para o goleiro Ricardo. Porém, a disputa por rebotes na meia-cancha parecia igual, não parecia um duelo de onze contra dez.

Aos 17 minutos, o treinador banguense colocou Luizinho em campo. A primeira bola que o artilheiro pegou foi um sempulo que obrigou o goleiro Yuri a se esticar todo no canto esquerdo para fazer importante defesa.

A segunda bola que Luizinho pegou balançou as redes. Aos 24 minutos, o avante recebeu passe, furou a defesa na velocidade e tocou mansamente com categoria na saída de Yuri. A taça estava voltando para o Bangu no Maurício Fruet.

Enquanto o Nova Orleans corria atrás do empate e desperdiçava muito, especialmente na bola parada, o trio de jogadores com nomes no diminutivo formado pelos velozes Joãozinho, Romarinho e Luizinho causava transtornos à retaguarda num jogo que ficou bastante aberto.

O segundo gol saiu em mais uma das investidas do Bangu em velocidade pelo miolo da zaga do Nova Orleans. Aos 37 minutos, Luizinho arrancou e parou em pênalti cometido pelo goleiro Yuri. O camisa 20 bateu forte e ampliou o placar ao mesmo tempo que chegavam notícias de que Dinda fazia o segundo gol do Uberlândia sobre o Grêmio Ipiranga.

Mesmo com alguma pressão no fim da partida, o Nova Orleans não conseguiu chegar ao gol de honra. Restou o apito final e a festa do Bangu, primeiro time fora do bairro do Novo Mundo a vencer a competição (Capão Raso duas vezes e Novo Mundo já haviam erguido a taça).

Em comum, mas de saída

Entre aquela partida final em dezembro que o Bangu venceu a Suburbana Juvenil Série B e a partida que o time adulto conquistou a Copa de Futebol Amador um personagem em comum. O atacante Neguinho, que naquela partida fez três gols, atuou na primeira etapa da partida deste sábado, sendo substituído no intervalo. O jovem jogador está de saída para o futebol profissional: irá defender as equipes sub-19 e sub-23 do Rio Branco de Paranaguá, devendo disputar a Copa FPF, competição sub-23 que vale vaga na Série D do Brasileirão 2018 e que será disputada neste segundo semestre.

Ficha Técnica:

Nova Orleans 0 x 2 Bangu

Estádio Maurício Fruet, Santa Quitéria, Curitiba

Nova Orleans: Yuri; Leonardo, Du, Márcio e Victor Tilly; Erick (Ricardinho), Wescley (Fininho), Thiago Oliveira e Leomar; Igor e Éderson. Técnico: Alexandre Oliveira.

Bangu: Ricardo; Diogo, Paulo Sérgio e Samuca; Diego, Valdir (Elton), Juninho (Thiago), Joãozinho e Binho Chuchu; Neguinho (Romarinho) e Zanka (Luizinho). Técnico: Jefferson.

Arbitragem: José Mendonça da Silva Jr., Diego Grubba Schitkovski e Eduardo Luis Teixeira Furiatti.

Gols: Luizinho (BAN, aos 24’/2.º, aos 37’/2.º).

Cartões Amarelos: Leonardo, Leomar (UNO); Diego, Diogo, Valdir (BAN).

Cartão Vermelho: Diogo (BAN, aos 41’/1.º, dupla advertência).

Confira as imagens da partida:

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Filed under Futebol Alternativo, Metrópole adentro

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