PIZZA! TJD-PR dá prescrição em caso de fraude do Capão Raso

Mesmo com provas contundentes de que atletas atuaram sob identidade de outros, Capão Raso saiu impune frente às acusações

Acabou em pizza o escândalo em que o Capão Raso utilizou ao menos três atletas sob identidade de outros na estreia da Copa de Futebol Amador da Capital no último mês de abril. Na noite de quarta-feira (12), o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR), por meio de sua Terceira Comissão Disciplinar declarou que a acusação foi prescrita (processo 265/2017 neste link).

O constrangimento poderia ter sido maior, pois a equipe que apresentou a irregularidade liderou boa parte da competição e chegou à última rodada com chances de título, que seria manchado pelo episódio. O Tricolor de Aço terminou na quarta posição, dois pontos atrás do campeão Bangu.

A equipe foi denunciada no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que inclui a escalação irregular de atletas sem condição de jogo. A pena prevista, além de multa, era de perda de quatro pontos.

Entenda o caso

No empate por 3 a 3 frente ao Uberlândia, o Capão Raso usou pelo menos três jogadores irregulares. O atleta Kairo alinhou sob o nome de Carlos Eduardo, enquanto que dois atletas usaram as identidades do goleiro Higor Salles jogando na linha e do meia Sabonete, marcando inclusive dois gols e tendo influência direta no resultado da partida. Naquele duelo no Parque Linear, o delegado da partida, Francis Bacon, suspeitou de dois atletas em condições irregulares.

Pouco mais de um mês depois, com todas as provas cuidadosamente apuradas, o Futebol Metrópole apresentou uma reportagem revelando que as suspeitas eram verdadeiras e que havia um terceiro elemento. Infelizmente, demorou mais de um mês e meio para que fosse a julgamento na corte esportiva, gerando a prescrição por unanimidade da Terceira Turma Disciplinar, formada, segundo o site do TJD-PR,  pelos procuradores Samuel Torquato, Humberto Ciccarino Filho, Irineu Tominello, José Alvacir Guimarães e Mauro Ribeiro Borges.

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