Category Archives: Direto do baú

Carta aos leitores

Repetindo frase de um ano atrás: como percebem, este blog é tocado por uma pessoa apenas. Desta vez, esta pessoa passou por uma pneumonia e ficou cinco dias internado em um hospital, o primeiro deles na UTI. Já restabelecendo-se a normalidade, este blog volta aos poucos ao normal.

Nosso último post foi um vídeo que deu para notar até a dificuldade de falar. Saiu no dia da internação e foi gravado e editado na véspera. Sendo assim, perdemos a cobertura in loco da decisão da Série A da Suburbana – Adultos. Nos próximos posts, recuperaremos algumas informações com Placar da Rodada. Na quarta-feira, teremos um presente para o torcedor do Iguaçu. Esta semana teremos novo vídeo, mas não faremos o #BrasileirãoFreak.

Seguimos então em frente aqui no Futebol Metrópole, prometendo uma boa cobertura das decisões que ainda restam no Futebol Amador curitibano nesta temporada. Muito obrigado!

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Carta aos leitores

Como percebem, este blog é tocado por uma pessoa apenas. Esta única pessoa teve um problema de saúde no último dia 16 de novembro, em que ficou pelo menos seis dias sem andar direito e agora segue em recuperação. Por isso, estamos nos manifestando agora para ao menos tranquilizar nossos leitores e que tenham ciência do que se passa.

O autor do site segue se recuperando, fazendo exames  e consultas e retomando a vida aos poucos. Tão logo tenha condições e liberação média, retomará este espaço e continuará com a cobertura que vinha fazendo.

Peçamos desculpas pelos transtornos e pela interrupção repentina de nosso trabalho. E pedimos a torcida de todos para que voltemos logo a campo e em perfeitas condições de saúde. Obrigado!

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Relembre a 1.ª Fase da Série A da Suburbana em 11 ESCENARIOS

Esta imagem é real!!??

Esta imagem é real!!??

Para os leitores que não conhecem, um dos clássicos do futebol no videogame nos anos 90 foi a franquia International Superstar Soccer, da Konami, que deu origem ao atual Pro Evolution Soccer. As versões mais famosas, o ISSS e o ISSS Deluxe tinham Scenarios, em que era possível jogar desafios de partidas já iniciadas. Essas duas versões ganharam releituras digamos não-oficiais de um grupo peruano, ganhando narração e textos num indefectível portuñol. Eram Campeonato Brasileiro 96 e 97 e Ronaldinho Soccer. Aí nasceram os ESCENARIOS, que décadas depois deram origem a uma página do Facebook e até a um gerador de ESCENARIOS.

Foi aí que resolvemos homenagear o jogo em que há uma manha para transformar a arbitragem em cachorros, algo completamente genial. Sendo assim, relembraremos como foi a 1.ª Fase da Suburbana em 11 ESCENARIOS, um por rodada! SU-BUR-BA-NA DOS MILE Y QUINZE!!! VIVA SENNA!

Rodada 01

Esta história acabou da seguinte maneira do link ali na frase seguinte. Saca só como contamos a partida.

Rodada 02

Este jogo acabou assim mesmo. No dia desta rodada, fomos cobrir a abertura da Série B. E, de quebra, contamos na semana seguinte a história que nos mais deu leitura até hoje.

Rodada 03

Esta partida foi realizada fora da data original porque o gramado do Manecão alagou. Na semana seguinte, não houve rodada devido a chuvas nos dias que precederam. Foram 10 dias sem partidas, mas a bola voltou. Saiba aqui o que Flavinho fez com o pênalti cobrado.

Rodada 04

Um grande jogo na Arena Vermelha. Relembre aqui o que aconteceu neste lance.

Rodada 05

Neste jogo no Maurício Fruet, Ricardo do Bangu brilhou. Neste dia, estávamos na Série B conferindo O Clássico dos Milhares.

Rodada 06

Lá na Vila Fanny, um lance foi capaz de mudar a história e o ânimo do jogo. Confira aqui.

Rodada 07

Algumas vezes, as pessoas se excedem um pouco (ou bastante) e o quiproquó se arma. Dá material para o Cenas Lamentáveis.

Rodada 08

Não foi uma 1.ª Fase boa para o Vila Fanny em seus domínios. Se quiser almejar algo mais na próxima fase, terá de ir além disso aqui.

Rodada 09

O Bôrtolo Gava foi um lugar de ânimos exaltados nesta Suburbana. Veja só o que aconteceu em mais uma incursão nossa lá no Pilarzinho.

Rodada 10

Jogo que foi uma disputa direta contra o rebaixamento. Quer saber o que aconteceu neste lance? #descubra

Rodada 11

A 1.ª Fase acabou com calor e um jogo interessante entre um time classificado e outro desesperado contra o rebaixamento. Confira o que aconteceu.

É isso aí! Seguimos por aí na próxima fase! BOA SSEGADA! ATIRÓ! FORTE GOMBA!

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Seleção em Curitiba virou lenda urbana

Arena da Baixada em Honduras x Equador pela Copa de 2014: estádio fica em Curitiba, cidade que não recebe a seleção desde 2003

Arena da Baixada em Honduras x Equador pela Copa de 2014: estádio fica em Curitiba, cidade que não recebe a seleção desde 2003

O mais recente escândalo da CBF, a revelação de um contrato que terceiriza a organização de amistosos, inclusive submetendo convocações ao crivos de patrocinadores, devia servir para uma reflexão do quanto a seleção brasileira está distante do país. A terceirização imposta por um contrato com uma empresa ligada a um grupo do Oriente Médio pode até não ser ilegal, mas é extremamente imoral e alija várias cidades de receber o time nacional em amistosos, jogando a agenda da equipe que representa o país a interesses comerciais que nem sempre coincidem com os objetivos técnicos.

Caso bem notório é o de Curitiba. A última das oito vezes que a capital paranaense, oitava maior cidade do país, com dois times na Série A, dois times que venceram o Brasileiro, dois que chegaram à decisão da Copa do Brasil, três que jogaram Libertadores nos últimos dez anos, viu a seleção jogando em seus domínios foi em 2003. De lá para cá, por exemplo, a seleção jogou doze amistosos em Londres, mais que a Cidade Sorriso em sua história. Enquanto isso só promessas. Se não houvesse o contrato, este jogo já teria acontecido algumas vezes? O mesmo vale para várias cidades que agora têm estádios de  bom nível, mesmo as fora da Copa, mas que ainda vislumbram a seleção “playing in foreign fields”, diriam os ingleses.

Desde os tempos de Ricardo Teixeira à frente da CBF há uma promessa de que a seleção jogue ao menos um jogo em Curitiba. A última passagem da equipe foi para treinamento antes da Copa de 2010, mas sem amistoso algum. O tal amistoso prometido várias vezes, ainda mais como maneira da CBF dar aval à Federação Paranaense, que havia passado por um longo e desastroso domínio de Onaireves Moura, foi sendo protelado seguidamente, até Teixeira pedir renúncia após envolvimento em denúncias de pagamento de propinas na Suíça dentro da Fifa. Depois, não se falou mais nisso e o tal amistoso, pois a seleção só fez jogos oficiais nas Copas América, das Confederações e do Mundo, virou uma lenda urbana do padrão do metrô de Curitiba e da conclusão da Linha Verde. Não será surpresa se ficar de fora de um dos nove jogos do país como mandante nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 que será disputada entre outubro de 2015 e outubro de 2017.

Algumas causas para isso, além da ingerência da empresa que a CBF terceirizou a seleção, estão na pouca força política do estado, se comparado a outros de mesmo peso esportivo e econômico. Isso fruto de um estado com cidades relativamente jovens no interior e com uma capital que olhava muito pouco para lá.

Estádio não é problema. Foram três estádios no Século XXI que receberam a seleção: Pinheirão, Couto Pereira e Arena da Baixada, sendo que apenas o primeiro não teria condições de receber futebol novamente. Os outros dois passaram por melhorias nestes 12 anos de ausência. Estrutura para treinamento não é problema também, pois os clubes locais têm instalações bem acima da média nacional, sem falar que a cidade abrigou a Espanha na Copa além de quatro partidas. Será que agora vai ou teremos um novo item, um jogo da seleção, na anedota curitibana de que o avesso escritor Dalton Trevisan irá dar uma entrevista coletiva na inauguração do metrô?

As oito vezes em Curitiba

21/06/1984 – Amistoso – Couto Pereira – Brasil 1 x 0 Uruguai – Gol: Arhurzinho (BRA).

07/05/1986 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 1 x 1 Chile. Gols: Mariano Puyol (CHI), Casagrande (BRA)

27/06/1991 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 1 x 1 Argentina. Gols: Claudio Caniggia (ARG), Neto (BRA)

13/11/1996 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 2 x 0 Camarões: Gols: Giovanni (BRA), Djalminha (BRA)

26/06/1999 – Amistoso – Arena da Baixada – Brasil 3 x 0 Letônia. Gols: Alex (BRA), Roberto Carlos (BRA), Ronaldo (BRA)

09/08/2001 – Amistoso – Arena da Baixada – Brasil 5 x 0 Panamá. Gols: Edílson (BRA), Alex (BRA), Euller (BRA), Juninho Paulista (BRA), Roberto Carlos (BRA).

07/10/2001 – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 – Couto Pereira – Brasil 2 x 0 Chile. Gols: Rivaldo (BRA), Edílson (BRA).

19/11/2003 – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 – Pinheirão – Brasil 3 x 3 Uruguai. Gols: Kaká (BRA), Ronaldo (BRA), Diego Forlán (URU), Diego Forlán (URU), Gilberto Silva (contra pró-URU), Ronaldo (BRA).

Por onde andam os personagens da última vez?

Pinheirão (estádio) – Projeto megalômano da FPF que ajudou a causar a ruína financeira da entidade, foi fechado em 2007 por falta de condições de segurança, sendo lacrado pela Justiça. Devido às dívidas da FPF, foi leiloado em 2012 por R$ 57.2 milhões. O dono, João Destro, empresário atacadista, ainda não deu um destino ao local.

Horácio Elizondo (árbitro) – atingiu seu auge logo em 2006, apitando abertura e final da Copa. Mundial este marcado pela cabeçada de Zidane em Materazzi na decisão. Trabalha como comentarista de arbitragem na televisão argentina. Tem 51 anos.

Dida – Goleiro do Brasil defendia o Milan e foi titular da seleção em 2006. Depois da saída do time italiano, em 2010, ficou quase dois anos parado até assinar com a Portuguesa. Depois defendeu o Grêmio e atualmente é reserva do Internacional. Tem 41 anos e é também um dos líderes do Bom Senso FC.

Cafu – O capitão da seleção atuou até 2008 no Milan, encerrando a carreira. Tem 44 anos.

Lúcio – O zagueiro tem 37 anos e tenta encontrar um novo clube após rescindir em janeiro com o Palmeiras, onde teve passagem apagada.

Roque Júnior – O zagueiro se aposentou em 2010 no Ituano e tentou primeiro carreira como dirigente, primeiro do Primeira Camisa, time que fundou, depois do Ituano, sendo gerente de futebol do Paraná. Seu último trabalho foi como técnico do XV de Piracicaba, durando seis jogos no Paulistão 2015. Tem 38 anos.

Júnior – O lateral-esquerdo encerrou a carreira em 2010 no Goiás. Tem 41 anos.

Gilberto Silva – O volante ainda está na ativa, porém se recupera de grave lesão. Está no América-MG, clube que o revelou, e tem 38 anos.

Renato – O meio-campista é um dos veteranos do time do Santos, justamente o clube onde teve mais destaque no Brasil. Tem 36 anos.

Juninho Pernambucano – O meia se aposentou no começo de 2014 no Vasco, depois de lesões seguidas. Tem 40 anos e é comentarista esportivo de rádio e televisão.

Kaká – O meia de 33 anos está na ativa, inclusive fazendo parte da lista de espera da seleção na Copa América. Atua pelo Orlando City da MLS.

Alex – Após longa passagem pelo futebol turco, o meia paranaense jogou suas duas últimas temporadas como profissional no time de coração, o Coritiba, parando no fim de 2014. É um dos líderes do Bom Senso FC e aos 37 anos é comentarista de televisão.

Zé Roberto – O meia e lateral-esquerdo tem 40 anos e ainda joga. Defende atualmente o Palmeiras.

Ronaldo – O Fenômeno encerrou a carreira em 2011 no Corinthians, com problemas para manter o peso e sucessivas lesões. Atualmente é dono do Fort Lauderdale Strikers, da NASL, e está inscrito para jogar pela equipe com o número 9. Tem 38 anos.

Rivaldo – O meia-atacante tem 43 anos e é presidente do Mogi-Mirim, clube em que fez suas últimas partidas como profissional em 2014.

Luís Fabiano – O centroavante de 34 anos defende o São Paulo, clube em que viveu os melhores momentos da carreira no Brasil.

Carlos Alberto Parreira – O técnico do Tetra em 1994 esteve como coordenador técnico da seleção na Copa de 2014 e ficou marcado nesta campanha pelas frases extremamente otimistas, até arrogantes, e pelo ridículo episódio da Carta da Dona Lúcia após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha.

Gustavo Munúa – O goleiro uruguaio tem 37 anos e defende o Nacional de Montevidéu.

Adrián Romero – O defensor uruguaio tem também 37 anos e se aposentou no fim da última temporada jogando pelo Miramar Missiones.

Álvaro Recoba – El Chino, uma lenda do futebol uruguaio, tem 39 anos e vive seus últimos lances como jogador do Nacional. Para nesta  temporada.

Joe Bizera – O zagueiro de 35 anos defende atualmente o Peñarol.

Diego López – O defensor de 40 anos é hoje treinador.Foi demitido recentemente do Bologna, da Série B Italiana.

Alejandro Lago – O defensor de 35 anos atua pelo Cerro do Urtuguai.

Marcelo “Pato” Sosa – O meia de 36 anos encerrou carreira em 2013 no Danúbio.

Nelson Abeijón – O meia parou de jogar em 2008 pelo River Plate-URU. Tem 41 anos.

Richard Núñez – O ponteiro de 39 anos defende o Rampla Juniors.

Martín Ligüera – O meia de 34 anos veio morar em Curitiba anos depois. Jogou no Atlético Paranaense em 2012 e 2013 e depois foi um pouco mais a o sul defender o Joinville. Atualmente joga no Fénix.

Germán Hornos – O centroavante teve uma carreira complicada nos anos que seguiram, com acidente automobilístico no Natal de 2004 o deixando parado por um ano. Tem apenas 32 anos e sua última passagem como jogador foi em 2012 pelo Ñublense do Chile.

Ernesto Javier Chevantón – O atacante de 34 anos está sem clube após o rebaixamento do Liverpool no Campeonato Uruguaio. Cogita aposentadoria.

Marcelo Zalayeta – O atacante de 36 anos defende o Peñarol.

Diego Forlán – O atacante brilhou no Pinheirão e anos depois foi eleito o melhor jogador da Copa de 2010. Atualmente, aos 36 anos, defende o Cerezo Osaka do Japão.

Juan Ramón Carrasco – O técnico teve uma passagem pelo Atlético Paranaense em 2012, sendo marcado pelas improvisações pouco ortodoxas de jogadores e um estilo extremamente ofensivo, beirando às vezes o irresponsável. Está sem clube desde 2012, quando treinou o Danúbio.

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Dionísio e a experiência com Telê

Dionísio Filho morreu na manhã desta terça-feira, aos 58 anos (Foto: Reprodução / Facebook)

Dionísio Filho morreu na manhã desta terça-feira, aos 58 anos (Foto: Reprodução / Facebook)

O futebol paranaense amanheceu mais cinzento nesta manhã. Cinzento como o céu fechado desta segunda-feira (16) de carnaval. Morreu aos 58 anos o ex-lateral-esquerdo e comentarista Antônio Dionísio Filho. Nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Djonga surgiu no Botafogo local e defendeu equipes como Guarani, Internacional, Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba e Pinheiros, clube formador do Paraná Clube. No Galo, venceu o Mineiro de 1976, pelo Coxa, os Paranaenses de 1979 e 1989, e pelo Leão da Vila Guaíra os de 1984 e 1987. Trabalhava atualmente na Rádio Banda B e na TV Band Curitiba.

Dono de sorriso fácil e cheio de histórias para contar, o ex-lateral deixará muitas saudades. Uma dessas histórias remetem à passagem pelo Galo Mineiro, onde foi treinado por um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro, também de saudosa memória, Telê Santana. Não consigo precisar o ano exato, mas provavelmente foi em 2010, no fim do ano, num jantar que o Carneiro Neto geralmente organiza.

Entre um papo, uma costela borboleta, e outro, perguntei para o Djonga se quando ele jogou no Atlético-MG tinha sido treinado pelo Telê Santana e como tinha sido. Então, ele contou como treinador trabalhava. “Ele não era de táticas, mas gostava de conversar bastante com cada jogador, dizer o que cada um tinha de fazer e treinava muito fundamentos”, contou.

Fiquei com esta concepção martelando por anos e anos. Telê Santana era um tático do microcosmos, pois priorizava cada peça ao invés do macro. Queria ter escrito o texto com o Dionísio vivo e tentar mostrar que a história que me contou despretensiosamente um dia estava eternizada, como está sendo eternizada agora, mas por um motivo triste, pois se não fosse a infecção que o tirou a vida, teria mais muitos anos pela frente, ainda mais com o vigor e a energia que a levava. Talvez, um dos grandes feitos de Dionísio foi o de ter unido os três times do Trio de Ferro de Curitiba. A prova está nas notas de pesar e homenagem de Coritiba, Atlético e Paraná. Vai com Deus, Sangue Bom!

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Os números do Futebol Metrópole em 2014

O WordPress faz anualmente balanço das audiências de seus blogs. E temos de lembrar que começamos apenas no dia 26 de novembro, isto é, tivemos um pouco mais de um mês no ar. Sendo assim, agradecemos a todos e um Feliz Ano Novo. Em 2015 estaremos aí com todo o gás. Aguardem novidades:

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.300 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 55 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Direto do baú: a relação entre os times brasileiros e o MC Hammer

A música deste single trouxe muito sucesso e dinheiro para o MC Hammer

A música deste single trouxe muito sucesso e dinheiro para o MC Hammer

A temporada do futebol profissional brasileiro se encerrou e o cenário visto pelo lado financeiro é catastrófico. Boa parte das equipes enfrentam problemas financeiras e atrasam pagamentos. A situação poderia estar pelo menos amenizado se os clubes tivessem sido menos perdulários quando tiveram mais dinheiro em mãos. É sobre isso, mas de forma mais bem humorada, que abordei a situação em uma coluna rotativa de terça-feira na Gazeta do Povo em maio deste ano. A versão original, que tem um intertítulo sobre o momento dos times paranaenses que não reproduzirei aqui por estar ultrapassado, está neste endereço aqui.

*  *  *

Síndrome de MC Hammer

Publicado em 13/05/2014 | Leonardo Bonassoli

A situação financeira dos clubes brasileiros de futebol lembra muito a de um famoso rapper do começo dos anos 90 do século passado. MC Hammer, nascido Stanley Kirk Burrell, ficou famoso pelo hit U Can’t Touch This e pelas danças usando uma indefectível calça saruel.

Com o grande hit, Hammer ganhou muito dinheiro e resolveu experimentar a vida de rico. Os times brasileiros, ao negociar novos contratos de televisionamento, com o dinheiro brasileiro também forte, também resolveram viver a vida de rico.

Hammer comprou em 1991 uma mansão de US$ 30 milhões de dólares e montou uma grande equipe para cuidar de toda a manutenção. Isso chegou a consumir US$ 500 mil por mês com cerca de 200 pessoas. Os clubes começaram a contratar jogadores por valores inimagináveis, pagando salários nunca antes pagos. Leandro Damião e Alexandre Pato custaram cerca de R$ 40 milhões tanto para Santos quanto para Corinthians, não dando até o momento o retorno esperado. Pato, inclusive, foi emprestado ao São Paulo por não se adaptar ao time do Parque São Jorge.

E como isso acabou? A carreira do MC Hammer desandou, não fazendo mais nenhum hit arrasa-quarteirão que o ajudasse a sustentar o estilo de vida perdulário. Em 1996, ele tinha acumulada uma dívida de US$ 13 milhões e teve de pedir falência (a lei dos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, permite que pessoas decretem falência). Ele lançou alguns álbuns depois disso, mas sem impacto.

Em 2014, o dinheiro do futebol brasileiro foi embora, pois a maioria dos clubes adiantou as cotas de tevê e gastou como se não houvesse amanhã. Como não o futebol não é uma ciência exata, elencos caros nem sempre vencem e pior, não dão o mesmo retorno em vendas.

As equipes, em sua maioria, tinham problemas financeiros antes do crescimento de receitas e preferiram tentar ganhar campeonatos a qualquer custo a limpar a lousa das dívidas. Agora passam com o pires na mão pedindo ajuda ao governo com parcelamento ou perdão de dívidas. U Can’t Touch This.

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Direto do baú: sugestões para a Libertadores e a Sul-Americana

Atual formato da Libertadores e da Sul-Americana sobrecarrega clubes de todo o continente e joga segunda competição em segundo plano

Atual formato da Libertadores e da Sul-Americana sobrecarrega clubes de todo o continente e joga segunda competição em segundo plano

 

Este texto, a exemplo do anterior desta série, também é recente. É de abril. Eles se complementam, pois parte dos problemas do calendário brasileiro têm a ver com o caos do calendário sul-americano. O original está aqui neste endereço.

Sugestão diferente de formato para a Libertadores e a Sul-Americana

 

Publicado em 29 de abril de 2014 por Leonardo Bonassoli

 

No post anterior, eu sugeri uma mudança de formato para o Futebol Brasileiro. Muitos dos problemas que ele tem de calendário, na verdade, têm como causa o calendário Sul-Americano. A Libertadores e a Copa Sul-Americana, ambas da Conmebol, têm sérios problemas.

O mais visível é que as competições não são simultâneas, talvez porque a Conmebol ache mais fácil ganhar dinheiro de televisionamento com elas correndo separadas. Com isso, elas são socadas cada uma em um semestre. Para efeito de comparação, um time que começa na fase de grupos da Liga dos Campeões e chega à decisão disputa 13 jogos pela competição entre setembro do ano anterior e maio do ano da final, num total de 9 meses. Em 6 meses, entre fevereiro e agosto (graças à pausa para a Copa do Mundo, senão seriam 5 meses e decisão no início de julho), um time na Libertadores faria, na mesma situação, 14 jogos, contando com muitas vezes distâncias maiores e rede de transportes mais deficiente. A Sul-Americana é disputada depois disso e acaba em dezembro, em apenas 4 meses.

O efeito disso é time usando reservas em jogos de campeonatos nacionais, times usando reservas na Sul-Americana, que fica esvaziada, ainda mais com a terrível fase nacional, a coisa mais esdrúxula do futebol continental. Para piorar, com o intuito de valorizar e deixar mais longa a Copa do Brasil, a CBF conseguiu transformar a classificação para a Sula na coisa mais bizarra e ininteligível possível: participam os melhores clubes no Brasileirão anterior que forem eliminados cedo da Copa do Brasil. Efeito colateral: time largando mão da Copa do Brasil.

As mudanças

As sugestões são simples: integrar a Libertadores com a Sul-Americana. Para efeitos de tevê, podem ter dias exclusivos ou semanas alternadas entre elas. Na Europa, a Liga dos Campeões é terça e quarta e a Liga Europa é quinta. Mas como integrar?

O primeiro passo é aumentar o tempo das competições. Começariam no início de fevereiro, como praticamente é hoje e seriam estendidas até o primeiro semestre de novembro. Praticamente os mesmos 9 meses da Liga dos Campeões, com o agravante disto contar com a Fase Preliminar.

A Fase Preliminar seria como é hoje: 12 equipes fazendo mata-mata. A diferença é que os times que perdessem iriam parar na Copa Sul-Americana. A Libertadores manteria seus 26 times pré-classificados para a Fase de Grupo e a Sul-Americana teria 26 times pré-classificados para a Primeira Eliminatória. Com a Preliminar valendo para as duas, serão 32 para cada competição.

Enquanto os times da Libertadores jogam seis partidas da Fase de Grupos, os da Sul-Americana jogam duas eliminatórias, caindo de 32 para oito sobreviventes. Aí que entra mais uma vez a integração. Os terceiros colocados dos grupos da Libertadores se classificam para as Oitavas de Final da Sul-Americana o que pode servir de incentivo para equipes que pegaram grupos fortes ou de forças menores que não têm tanto punch para brigar com os grandes do continente.

Com 16 em cada competição, elas seguirão em mata-mata como são atualmente até cada uma ter seu campeão. Simples?

Concorda? Discorda? Tem uma ideia melhor? Comente!

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Direto do baú: uma sugestão para as competições do futebol brasileiro

Pela proposta, futebol brasileiro teria divisões regionalizadas nos níveis inferiores

Pela proposta, futebol brasileiro teria divisões regionalizadas nos níveis inferiores

Este texto é bastante recente. É de março deste ano no meu velho blog de generalidades que é atualizado praticamente de forma mensal. É uma sugestão de funcionamento para as competições nacionais. O original está aqui neste endereço e o fato de ter soltado alguns posts de esportes me ajudaram a convencer que era hora de abrir o Futebol Metrópole.

Sugestão diferente de formato para o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil

 

Publicado em 30 de março de 2014 por Leonardo Bonassoli

Talvez com algum atraso, pois a discussão já avançou com direito ao Bom Senso FC apresentando uma proposta que joga os estaduais para o meio do ano e com menos datas, eu apresento uma sugestão de formato para o Campeonato Brasileiro e também para a Copa do Brasil.

Como já deram ideia com o Estadual mantido, eu darei uma sem estaduais e depois falarei como seria o percurso de um time de Curitiba recém-fundado até a elite, segundo este modelo.

Primeiro, o mais simples, a Copa do Brasil. No novo formato, qualquer time que disputasse uma divisão nacional de qualquer nível homologada poderia participar. Ela começaria em fevereiro e terminaria em novembro, com os times entrando conforme a divisão que estão. Por questões de calendário, ela teria um limite pré-definido de vagas, dando preferência a quem tem maior divisão na temporada, depois seguido de quem tem menos clubes na cidade disputando, porém pelo formato, este limite seria alto. A CBF bancaria os deslocamentos e hospedagem dos times e teria sorteio puro. Nas primeiras fases, jogariam os times de divisões menores em jogo único, com mando sorteado, inclusive. Pelos cálculos que fiz um pouco de cabeça, os times da Série A só entrariam ali pela fase 32 avos de final. Ida e volta? Só a partir das quartas de final, o que significa que um time de Série A só faria sete jogos na Copa do Brasil para ser campeão, o que é um alívio para quem joga Libertadores ou Sul-Americana.

Mais necessário de explanação é o sistema de Campeonato Brasileiro, que adotaria a pirâmide, que não tem nada a ver com o Esquema Ponzi. Só que a pirâmide incluiria os times amadores e as ligas disputadas por eles. Nas divisões mais baixas, os clubes não seriam obrigados a inscrever jogadores com contratos profissionais, mas se algum clube quiser, ele pode, assim como clubes com elencos mesclando profissionais e amadores. Se um clube amador conquistar o acesso para uma divisão que o obrigue a ser profissional, ele teria duas escolhas: vira profissional ou recusa o acesso, passando a opção da vaga para o time seguinte. Caso todos os times que não caíram para a divisão logo abaixo recusarem acesso, a preferência da vaga irá para o primeiro rebaixado e assim por diante, até as vagas serem preenchidas.

Da Série C para baixo, todas as divisões seriam regionalizadas, com a regionalização aumentando a cada nível. Uma Liga de Clubes seria ideal para administrar cada conjunto de níveis, mas em caso de ausência, a CBF cuidaria até o nível em que mais de um estado é envolvido e as Federações Estaduais e Ligas Amadoras nos níveis dentro de sua jurisdição. Porém, as chancelas serão necessárias para definir para onde cada divisão dá seu acesso. Os campeonatos, por grupo, teriam entre 10 e 22 equipes, conforme logística e presença de clubes.

O lado ruim é que rivais locais poderão ficar anos sem se enfrentar por ficar em divisões diferentes e o caminho para um time chegar à elite nacional com acessos seguidos ficará mais longo. O lado bom é que o sistema evitaria alguns aventureiros e daria mais consistência aos clubes novos, que não precisariam de tanto investimento no começo. Além disso, clubes mais estruturados poderiam ter seus times B ou até C em divisões inferiores, com a devida regulamentação para que não se reforcem com jogadores do time de cima em jogos decisivos (limitar número de jogadores com jogos pelo time principal em um x tempo, por exemplo).

Simulando o caminho de um time curitibano

A divisão mais baixa para quem começa em Curitiba seria a Suburbana B, atualmente equivalendo à Segundona da Suburbana, o Amador da Capital. A divisão não obrigaria a ser profissional.

Logo acima, teria a Suburbana A, equivalente à primeira divisão do Amador da Capital, mas sem os times top, que teriam subido de divisão. Esta também não obrigaria a ser profissional.

A divisão acima poderia ser chamada de Paranaense D Leste. Seria um recorte de como era a Copa Paraná amadora de antigamente, mas só com os times principais das ligas da Capital, Região Metropolitana e Litoral. Também não obrigaria a ser profissional.

Acima desta teria uma divisão que poderia ser chamada de Paranaense C Leste. Ainda não teria obrigatoriedade de profissionalismo e teria uma mescla de times da Terceirona Estadual e tops do Amador do Leste do Estado, incluindo Campos Gerais e Sul do Paraná até União da Vitória.

A divisão que vem a seguir é a mais baixa a ter obrigatoriedade de profissionalismo, seria a Paranaense B. Seria uma mescla de Segundona com Terceirona Paranaense, pois os principais times teriam subido.

Logo acima, a Paranaense A, uma mistura de Segundona Paranaense com o Paranaense atual na composição dos times. É o último degrau antes das divisões nacionais.

A divisão nacional acima é a Série E, com um grupo regionalizado com times do Paraná, parte de Santa Catarina e parte de São Paulo e parte de Mato Grosso do Sul.

Ela dá acesso a um grupo da Série D que aí é uma mescla desta região com uma outra que pega o resto de SC que ficou de fora e o Rio Grande do Sul. Seria um total de oito grupos.

A Série C, por sua vez, teria dois grupos regionais com 20 times cada. No caso do time imaginário de Curitiba, seria a C Chave Sul, que pegaria Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.

Acima desta, teria teríamos a Série B e a Série A em seus formatos atuais. Num total de 11 níveis para um clube recém-fundado jogar.

E aí? Dúvidas? Sugestões?

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Chespirito ( *1929 – +2014) tinha forte ligação com o esporte

Roberto Gómes Bolaños, em foto publicada pela filha em maio. Ator e diretor mexicano quase foi jogador de futebol e boxeador

Roberto Gómes Bolaños, em foto publicada pela filha em maio. Ator e diretor mexicano quase foi jogador de futebol e boxeador

Morto nesta sexta-feira (28) aos 85 anos, o ator e diretor mexicano Roberto Gómes Bolaños, o Chespirito, famoso como personagens do calibre de Chaves e Chapolin, tinha forte ligação com o esporte. Torcedor do América da Cidade do México, o maior ícone pop mexicano tentou, sem sucesso, ser jogador de futebol e boxeador. As artes cênicas falaram mais alto e o levaram ao estrelato. Além disso, vários episódios têm referência ao esporte, até no que fala do Dom Quixote que se diz “Atlético” e o Sancho Pança, interpretado pelo Chespirito, diz “por isso que apanha tanto, é Atlético de Madrid”.

Exibido a 30 anos no Brasil pelo SBT, os programas do Chaves e do Chapolin alegraram pelo menos três gerações de brasileiros. Além da produção para a televisão, Chespirito, embrenhou-se pelo cinema e produziu um estrondoso sucesso no México que infelizmente nunca foi lançado no Brasil e que tem relação com o futebol: El Chanfle. Foi também a última aparição da turma do programa com a formação completa, pois Ramón Valdez (Seu Madruga) e Carlos Villagrán (Quico) já haviam deixado a atração televisiva e contracenaram neste filme pela única vez com Raúl Pardilla (Jaiminho), que chegara para compensar as baixas.

Uma curiosidade sobre este filme é que no episódio “Vamos ao cinema”, a versão dublada fala em “Deveríamos ter ido ver o filme do Pelé”. Na verdade, a versão original fala de ver o “filme de El Chanfle”. Temos aqui para vocês, como homenagem a Roberto Gómes Bolaños, uma versão completa legendada de “El Chanfle” postada no Youtube pelo Fórum Chaves. Vida eterna ao Chespirito!

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