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Seleção em Curitiba virou lenda urbana

Arena da Baixada em Honduras x Equador pela Copa de 2014: estádio fica em Curitiba, cidade que não recebe a seleção desde 2003

Arena da Baixada em Honduras x Equador pela Copa de 2014: estádio fica em Curitiba, cidade que não recebe a seleção desde 2003

O mais recente escândalo da CBF, a revelação de um contrato que terceiriza a organização de amistosos, inclusive submetendo convocações ao crivos de patrocinadores, devia servir para uma reflexão do quanto a seleção brasileira está distante do país. A terceirização imposta por um contrato com uma empresa ligada a um grupo do Oriente Médio pode até não ser ilegal, mas é extremamente imoral e alija várias cidades de receber o time nacional em amistosos, jogando a agenda da equipe que representa o país a interesses comerciais que nem sempre coincidem com os objetivos técnicos.

Caso bem notório é o de Curitiba. A última das oito vezes que a capital paranaense, oitava maior cidade do país, com dois times na Série A, dois times que venceram o Brasileiro, dois que chegaram à decisão da Copa do Brasil, três que jogaram Libertadores nos últimos dez anos, viu a seleção jogando em seus domínios foi em 2003. De lá para cá, por exemplo, a seleção jogou doze amistosos em Londres, mais que a Cidade Sorriso em sua história. Enquanto isso só promessas. Se não houvesse o contrato, este jogo já teria acontecido algumas vezes? O mesmo vale para várias cidades que agora têm estádios de  bom nível, mesmo as fora da Copa, mas que ainda vislumbram a seleção “playing in foreign fields”, diriam os ingleses.

Desde os tempos de Ricardo Teixeira à frente da CBF há uma promessa de que a seleção jogue ao menos um jogo em Curitiba. A última passagem da equipe foi para treinamento antes da Copa de 2010, mas sem amistoso algum. O tal amistoso prometido várias vezes, ainda mais como maneira da CBF dar aval à Federação Paranaense, que havia passado por um longo e desastroso domínio de Onaireves Moura, foi sendo protelado seguidamente, até Teixeira pedir renúncia após envolvimento em denúncias de pagamento de propinas na Suíça dentro da Fifa. Depois, não se falou mais nisso e o tal amistoso, pois a seleção só fez jogos oficiais nas Copas América, das Confederações e do Mundo, virou uma lenda urbana do padrão do metrô de Curitiba e da conclusão da Linha Verde. Não será surpresa se ficar de fora de um dos nove jogos do país como mandante nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 que será disputada entre outubro de 2015 e outubro de 2017.

Algumas causas para isso, além da ingerência da empresa que a CBF terceirizou a seleção, estão na pouca força política do estado, se comparado a outros de mesmo peso esportivo e econômico. Isso fruto de um estado com cidades relativamente jovens no interior e com uma capital que olhava muito pouco para lá.

Estádio não é problema. Foram três estádios no Século XXI que receberam a seleção: Pinheirão, Couto Pereira e Arena da Baixada, sendo que apenas o primeiro não teria condições de receber futebol novamente. Os outros dois passaram por melhorias nestes 12 anos de ausência. Estrutura para treinamento não é problema também, pois os clubes locais têm instalações bem acima da média nacional, sem falar que a cidade abrigou a Espanha na Copa além de quatro partidas. Será que agora vai ou teremos um novo item, um jogo da seleção, na anedota curitibana de que o avesso escritor Dalton Trevisan irá dar uma entrevista coletiva na inauguração do metrô?

As oito vezes em Curitiba

21/06/1984 – Amistoso – Couto Pereira – Brasil 1 x 0 Uruguai – Gol: Arhurzinho (BRA).

07/05/1986 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 1 x 1 Chile. Gols: Mariano Puyol (CHI), Casagrande (BRA)

27/06/1991 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 1 x 1 Argentina. Gols: Claudio Caniggia (ARG), Neto (BRA)

13/11/1996 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 2 x 0 Camarões: Gols: Giovanni (BRA), Djalminha (BRA)

26/06/1999 – Amistoso – Arena da Baixada – Brasil 3 x 0 Letônia. Gols: Alex (BRA), Roberto Carlos (BRA), Ronaldo (BRA)

09/08/2001 – Amistoso – Arena da Baixada – Brasil 5 x 0 Panamá. Gols: Edílson (BRA), Alex (BRA), Euller (BRA), Juninho Paulista (BRA), Roberto Carlos (BRA).

07/10/2001 – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 – Couto Pereira – Brasil 2 x 0 Chile. Gols: Rivaldo (BRA), Edílson (BRA).

19/11/2003 – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 – Pinheirão – Brasil 3 x 3 Uruguai. Gols: Kaká (BRA), Ronaldo (BRA), Diego Forlán (URU), Diego Forlán (URU), Gilberto Silva (contra pró-URU), Ronaldo (BRA).

Por onde andam os personagens da última vez?

Pinheirão (estádio) – Projeto megalômano da FPF que ajudou a causar a ruína financeira da entidade, foi fechado em 2007 por falta de condições de segurança, sendo lacrado pela Justiça. Devido às dívidas da FPF, foi leiloado em 2012 por R$ 57.2 milhões. O dono, João Destro, empresário atacadista, ainda não deu um destino ao local.

Horácio Elizondo (árbitro) – atingiu seu auge logo em 2006, apitando abertura e final da Copa. Mundial este marcado pela cabeçada de Zidane em Materazzi na decisão. Trabalha como comentarista de arbitragem na televisão argentina. Tem 51 anos.

Dida – Goleiro do Brasil defendia o Milan e foi titular da seleção em 2006. Depois da saída do time italiano, em 2010, ficou quase dois anos parado até assinar com a Portuguesa. Depois defendeu o Grêmio e atualmente é reserva do Internacional. Tem 41 anos e é também um dos líderes do Bom Senso FC.

Cafu – O capitão da seleção atuou até 2008 no Milan, encerrando a carreira. Tem 44 anos.

Lúcio – O zagueiro tem 37 anos e tenta encontrar um novo clube após rescindir em janeiro com o Palmeiras, onde teve passagem apagada.

Roque Júnior – O zagueiro se aposentou em 2010 no Ituano e tentou primeiro carreira como dirigente, primeiro do Primeira Camisa, time que fundou, depois do Ituano, sendo gerente de futebol do Paraná. Seu último trabalho foi como técnico do XV de Piracicaba, durando seis jogos no Paulistão 2015. Tem 38 anos.

Júnior – O lateral-esquerdo encerrou a carreira em 2010 no Goiás. Tem 41 anos.

Gilberto Silva – O volante ainda está na ativa, porém se recupera de grave lesão. Está no América-MG, clube que o revelou, e tem 38 anos.

Renato – O meio-campista é um dos veteranos do time do Santos, justamente o clube onde teve mais destaque no Brasil. Tem 36 anos.

Juninho Pernambucano – O meia se aposentou no começo de 2014 no Vasco, depois de lesões seguidas. Tem 40 anos e é comentarista esportivo de rádio e televisão.

Kaká – O meia de 33 anos está na ativa, inclusive fazendo parte da lista de espera da seleção na Copa América. Atua pelo Orlando City da MLS.

Alex – Após longa passagem pelo futebol turco, o meia paranaense jogou suas duas últimas temporadas como profissional no time de coração, o Coritiba, parando no fim de 2014. É um dos líderes do Bom Senso FC e aos 37 anos é comentarista de televisão.

Zé Roberto – O meia e lateral-esquerdo tem 40 anos e ainda joga. Defende atualmente o Palmeiras.

Ronaldo – O Fenômeno encerrou a carreira em 2011 no Corinthians, com problemas para manter o peso e sucessivas lesões. Atualmente é dono do Fort Lauderdale Strikers, da NASL, e está inscrito para jogar pela equipe com o número 9. Tem 38 anos.

Rivaldo – O meia-atacante tem 43 anos e é presidente do Mogi-Mirim, clube em que fez suas últimas partidas como profissional em 2014.

Luís Fabiano – O centroavante de 34 anos defende o São Paulo, clube em que viveu os melhores momentos da carreira no Brasil.

Carlos Alberto Parreira – O técnico do Tetra em 1994 esteve como coordenador técnico da seleção na Copa de 2014 e ficou marcado nesta campanha pelas frases extremamente otimistas, até arrogantes, e pelo ridículo episódio da Carta da Dona Lúcia após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha.

Gustavo Munúa – O goleiro uruguaio tem 37 anos e defende o Nacional de Montevidéu.

Adrián Romero – O defensor uruguaio tem também 37 anos e se aposentou no fim da última temporada jogando pelo Miramar Missiones.

Álvaro Recoba – El Chino, uma lenda do futebol uruguaio, tem 39 anos e vive seus últimos lances como jogador do Nacional. Para nesta  temporada.

Joe Bizera – O zagueiro de 35 anos defende atualmente o Peñarol.

Diego López – O defensor de 40 anos é hoje treinador.Foi demitido recentemente do Bologna, da Série B Italiana.

Alejandro Lago – O defensor de 35 anos atua pelo Cerro do Urtuguai.

Marcelo “Pato” Sosa – O meia de 36 anos encerrou carreira em 2013 no Danúbio.

Nelson Abeijón – O meia parou de jogar em 2008 pelo River Plate-URU. Tem 41 anos.

Richard Núñez – O ponteiro de 39 anos defende o Rampla Juniors.

Martín Ligüera – O meia de 34 anos veio morar em Curitiba anos depois. Jogou no Atlético Paranaense em 2012 e 2013 e depois foi um pouco mais a o sul defender o Joinville. Atualmente joga no Fénix.

Germán Hornos – O centroavante teve uma carreira complicada nos anos que seguiram, com acidente automobilístico no Natal de 2004 o deixando parado por um ano. Tem apenas 32 anos e sua última passagem como jogador foi em 2012 pelo Ñublense do Chile.

Ernesto Javier Chevantón – O atacante de 34 anos está sem clube após o rebaixamento do Liverpool no Campeonato Uruguaio. Cogita aposentadoria.

Marcelo Zalayeta – O atacante de 36 anos defende o Peñarol.

Diego Forlán – O atacante brilhou no Pinheirão e anos depois foi eleito o melhor jogador da Copa de 2010. Atualmente, aos 36 anos, defende o Cerezo Osaka do Japão.

Juan Ramón Carrasco – O técnico teve uma passagem pelo Atlético Paranaense em 2012, sendo marcado pelas improvisações pouco ortodoxas de jogadores e um estilo extremamente ofensivo, beirando às vezes o irresponsável. Está sem clube desde 2012, quando treinou o Danúbio.

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Curitiba

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Hoje, no Futebol Metrópole, na segunda parte de nosso Guia das Cidades do Paranaense 2015, teremos Curitiba, capital do estado e única cidade com mais de um time na competição, logo quatro; Coritiba, Atlético, Paraná e J. Malucelli. São três equipe que estão sempre os favoritos e outra que fez alguns investimentos interessantes para a competição que começa no dia 31.

Curitiba fica no 1.º Planalto Paranaense, região entre a Serra do Mar e a Serrinha do Purunã. Segundo dados de 2013 do IBGE, tem 1.848.946 habitantes, sendo que a Região Metropolitana possui 3.429.888 pessoas segundo a mesma projeção. É o segundo mais antigo município do Paraná, tendo sido fundado em 29 de março de 1693 com o nome de Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais de Curitiba (ninguém mais vai reclamar no nome do Jan Venegoor Of Hesselink). Mas antes, já por volta de 1660 já havia assentamentos originados da busca pelo ouro, descoberto antes em Paranaguá.

Com os anos, Curitiba foi crescendo, passando por vários ciclos econômicos. O ciclo da erva-mate, por exemplo, coincidiu com a emancipação do estado, em 1853, e fez da cidade, importante polo de processamento, capital do estado. A erva-mate propiciou a primeira industrialização da cidade, na região do Rebouças. A segunda onda veio nos anos 70, com a criação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e a terceira, a partir dos anos 90, afetou principalmente a região metropolitana. A cidade é conhecida pela atividade industrial, setor de serviços e por inovações urbanísticas como o sistema de BRT, que foi criado e implantado inicialmente na cidade. As principais atrações turísticas são os diversos parques espalhados pelo município e regiões gastronômicas como os bares do Centro Histórico e os restaurantes de Santa Felicidade. Curitiba é também a terra dos Costelões 24 Horas, onde, há qualquer hora do dia, pode-se comer costela assada com acompanhamentos.

Estádios notáveis

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Estádio Joaquim Américo Guimarães, a Arena da Baixada

 

Mais antigo e mais novo ao mesmo tempo. O Joaquim Américo Guimarães, conhecido pela alcunha de Arena da Baixada, está no atual local desde 1914. Teve várias encarnações: arquibancada de madeira, de cimento, remodelação de 1994, Arena de 1999 e a remodelação para a Copa do Mundo de 2014. É a casa do Atlético Paranaense e tem capacidade para 43 mil pessoas.

Estádio Major Antônio Couto Pereira. Note que a imagem do Google Maps não apresenta ainda o Setor Pro-Tork, na reta da Mauá, inaugurado em 2014

Estádio Major Antônio Couto Pereira. Note que a imagem do Google Maps não apresenta ainda o Setor Pro-Tork, na reta da Mauá, inaugurado em 2014

Inaugurado em 1932 ainda com o nome de Belfort Duarte, o Couto Pereira (nome do militar cearense que presidiu o Coritiba e idealizou o estádio) foi crescendo por anos, sendo por alguns dele o maior do estado, título que perdeu recentemente para a Arena da Baixada. A melhoria mais recente foi o Setor Pró-Tork, na reta da Mauá, com novos camarotes e cadeiras. é a casa do Coritiba e a capacidade está em 40.502 lugares.

VilaCapanema

Estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema

Inaugurado em 1947, a Vila Capanema foi sede de duas partidas na Copa do Mundo de 1950. A propriedade do estádio variou de acordo com as fusões dos clubes. Primeiro foi do Ferroviário, depois do Colorado e hoje do Paraná Clube. Sua última ampliação foi em 2007, quando foi construída a Curva Norte e novos camarotes na Reta do Relógio. Tem capacidade para 20.083 torcedores.

VilaOlímpica

Estádio Presidente Erton Coelho de Queiroz, a Vila Olímpica do Boqueirão

Inaugurado em 1983, era inicialmente a casa do Pinheiros, que se fundiu ao Colorado e deu origem ao Paraná Clube. Inspirado em alguns estádios argentinos, foi casa das categorias de base e mais recentemente recebeu treinamentos. Em 2013, alguns jogos foram no campo do Boqueirão. Chegou a abrigar 18 mil torcedores, foi diminuído para 16 mil e hoje comporta 8 mil em virtude do não uso do segundo anel, pois os acessos são inadequados.

Pinheirão

Centro Poliesportivo Pinheirão

 

O Pinheirão pode ser chamado de ex-estádio. Projetado para ser gigante, não saiu completamente do papel. Foi causador de muitas dívidas para a Federação e muita dor de cabeça para quem o usou. Inicialmente, teria 200 mil lugares. Foi inaugurado para 45 mil, que viraram 23 mil na última remodelação. Sem time jogando, acabou sendo lacrado em 2007 por falta de condições. Em 2013 foi leiloado para abater dívidas da FPF. O novo dono, o empresário João Destro, ainda não definiu o que fazer com esse tal Pinheirão.

Eco-Estádio Janguito Malucelli. Note que no Google Maps está ainda com as arquibancadas temporárias que aumentaram a capacidade do local entre 2012 e 2013

Eco-Estádio Janguito Malucelli. Note que no Google Maps está ainda com as arquibancadas temporárias que aumentaram a capacidade do local entre 2012 e 2013

Talvez o mais inusitado estádio do país. inaugurado em 2007 tem assentos colocados sobre a encosta de um morro. Tem capacidade para 4.200 torcedores e é a casa do J. Malucelli. Teve ampliação temporária entre 2012 e 2013 para sediar jogos do Atlético, que não tinha outras opções de estádio durante as reformas da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.

Times da cidade (em ordem de fundação)

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O Coritiba foi fundado em 12 de outubro de 1909, inicialmente como clube da colônia alemã e depois se tornando um clube popular. Mais antigo time de futebol da cidade, é o único que participou de todos os campeonatos paranaenses desde o início, 1915. E junto com o Rio Branco é o único remanescente da primeira edição. Tem como principais títulos o Brasileiro de 1985, as Séries B de 2007 e 2010 e 37 campeonatos paranaenses, o último em 2013.

Até o momento, a contratação de maior valor sentimental para o torcedor coxa-branca é o retorno do meia Pedro Ken, que é prata da casa e estava no Cruzeiro. É a oportunidade de tentar recolocar a carreira nos eixos no clube que o revelou. Olho também em outro jogador que quer recuperar a carreira, o veloz atacante Negueba. Marquinhos Santos é o técnico.

O Coritiba lidou recentemente com a despedida de duas lendas suas. Alex, encerrou a carreira de jogador, como capitão e camisa 10 do clube que torce e o revelou. Outra lenda, o zagueiro Aroldo Fedatto, defendeu o clube nos anos 40 e 50, tornando-se sinônimo de Coritiba. Ídolo que mereceu todas as referências, inclusive de Alex, morreu aos 88 anos em setembro de 2013.

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Fundado em 26 de março de 1924, o Atlético tem raízes que remontam a 1912, quando foi fundado o Internacional, primeiro campeão paranaense, em 1915. O Internacional teve uma dissidência esportiva, o América, de onde saiu uma rivalidade. Com o domínio do Britânia entre 1918 e 1923, os rivais se fundiram e deram origem ao Rubro-Negro da Baixada. Os maiores feitos atleticanos são o Brasileirão de 2001, a Série B de 1995 e 22 títulos paranaenses, o último em 2009.

Pela terceira temporada consecutiva, o Atlético não usará a equipe principal no Paranaense. O time Sub-23 vestirá a camisa e entrará em campo. Como o nome sugere, é um time formado principalmente por jovens (alguns extrapolam os 23 anos, mas são exceções). Do grupo que se apresentou para a disputa dois destaques. O primeiro é o lateral-esquerdo Héracles, que retorna após grave lesão que quase custou o fim da carreira. Outro é o atacante Gustavo Marmentini, que esteve emprestado à Liga Indiana e chamou a atenção ao fazer um golaço com fila pelo Delhi Dynamos. Enquanto a equipe principal é treinada por Claudinei Oliveira, é de Marcelo Vilhena a responsabilidade pelo Sub-23.

Nos dois últimos anos, o Atlético perdeu duas de suas lendas, que são lendas do futebol brasileiro também: Djalma Santos e Bellini, que encerraram a carreira na Baixada com status de ídolos. O Furacão segue com duas lendas vivas. O mais velho é Jackson, o grande craque do Furacão de 1949, que está com 90 anos e bastante lúcido. Outra lenda é Sicupira, maior artilheiro da história do clube, com 157 gols, e que aos 70 anos é comentarista de rádio.

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O Paraná Clube é relativamente jovem, sendo fundado em 19 de dezembro de 1989. Porém, a história do Tricolor tem suas raízes a partir de 1912, quando foram fundados seus primeiros antecessores. Vamos usar um organograma para entender a história das fusões que deram origem ao Paraná (incluindo clubes que foram mudando de nome):

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Os principais títulos do Paraná são as Séries B de 1992 e 2000 (Módulo Amarelo da João Havelange), além de sete estaduais, o último em 2006.

Para o Paranaense, o Paraná está contendo gastos, mas uma contratação chama a atenção: o volante Marcos Paulo, ex-Coritiba. Com o retorno de Ricardo Conceição, tem tudo para ser uma dupla qualificada de volantes.

Por ser um clube jovem, o Paraná tem duas lendas na ativa: o goleiro Marcos e o meia Lúcio Flávio. Além deles, vale destacar o ex-meia Ricardinho, que deixou de ser recentemente o técnico da equipe, e o ex-atacante Saulo, maior artilheiro da história do clube com 104 gols.

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O J. Malucelli é outro clube jovem. Foi fundado em 20 de dezembro de 1994 sob o nome de Malutrom. O nome atual veio em 2005. Entre 2009 e 2012, fez parceria com o Corinthians, virando Corinthians Paranaense, voltando ao nome anterior após o fim da parceria. Tem como maior título, ainda sob o nome de Malutrom, a Série C de 2000 (a decisão dos Módulos Verde/Branco da João Havelange).

O time para 2015 tem algumas aquisições interessantes como o meia Netinho (ex-Atlético), o lateral-direito Cristovam (ex-Arapongas) e o atacante Reis (ex-Ponte Preta). O técnico da equipe é Ari Marques.

A juventude do clube permite que suas lendas estejam por aí. O meia Tcheco foi o capitão do time que levantou o Módulo da João Havelange. É atualmente membro da comissão técnica do Coritiba. O volante Jucilei está na ativa no Mundo Árabe e foi a maior venda da história da equipe. Bruno Batata é o centroavante da atual equipe e é sinônimo de J. Malucelli no Campeonato Paranaense.

 

 

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Pequeno guia do 1.º jogo da final da Suburbana

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Sábado (6) tem futebol em Curitiba e é o primeiro ato da decisão de quem será o novo campeão da Suburbana, o Campeonato de Futebol Amador da Capital, organizado diretamente pela Federação Paranaense de Futebol. De um lado, o Nova Orleans, que volta a uma final após ser campeão em 1994. De outro, o Operário Pilarzinho, que já fez história ao chegar pela primeira vez à decisão e agora quer aumentar o feito ao levantar a taça. São dois outsiders em busca do título do campeonato considerado o melhor amador do Brasil e o Futebol Metrópole acompanha este duelo.

A colaboração de entrada para o jogo é de R$ 10, o mesmo preço para usar uma das 150 vagas do estacionamento do clube.

A competição

A Suburbana deste ano começou em 19 de julho com as seguintes equipes em campo: Trieste, Novo Mundo, Uberlândia, Operário Pilarzinho, Combate Barreirinha, Renovicente, Iguaçu, Bangu, Urano, Nova Orleans, Santa Quitéria e Vila Hauer. Após 11 rodadas, Uberlândia e Combate Barreirinha foram rebaixados e os primeiros oito colocados foram para a segunda fase. Santa Quitéria, Operário Pilarzinho, Bangu e Renovicente ficaram no Grupo B. Iguaçu, Nova Orleans, Trieste e Vila Hauer ficaram no Grupo C. De um lado, Santa Quitéria e Operário Pilarzinho se classificaram e de outro Iguaçu e Nova Orleans. As semifinais foram disputadas com os segundos colocados surpreendendo e se classificando para a decisão. Por ter melhor campanha na soma das fases, o Operário Pilarzinho decidirá em casa.

Os finalistas

NovaOrleans

Bairro: Orleans, zona oeste.

Campanha

1.ª Fase

Urano 2 x 6 Nova Orleans

Nova Orleans 0 x 1 Iguaçu

Nova Orleans 0 x 1 Bangu

Novo Mundo 2 x 3 Nova Orleans

Nova Orleans 1 x 2 Operário Pilarzinho

Vila Hauer 1 x 0 Nova Orleans

Nova Orleans 0 x 1 Trieste

Nova Orleans 4 x 0 Renovicente

Combate Barreirinha 0 x 2 Nova Orleans

Nova Orleans 4 x 0 Uberlândia

Santa Quitéria 1 x 1 Nova Orleans

Classificação final da 1.ª fase: 4.º colocado com 16 pontos.

2.ª Fase

Nova Orleans 3 x 0 Vila Hauer

Trieste 1 x 3 Nova Orleans

Iguaçu 4 x 1 Nova Orleans

Nova Orleans 0 x 3 Iguaçu

Vila Hauer 1 x 3 Nova Orleans

Nova Orleans 2 x 2 Trieste

Classificação final da 2.ª Fase: 2.º colocado com 10 pontos.

Semifinais

Nova Orleans 2 x 1 Santa Quitéria

Santa Quitéria 0 x 2 Nova Orleans

OperarioPilarzinho

Bairro: Pilarzinho, zona norte.

Campanha

1.ª Fase

Uberlândia 2 x 1 Operário Pilarzinho

Operário Pilarzinho 0 x 1 Santa Quitéria

Renovicente 3 x 2 Operário Pilarzinho

Operário Pilarzinho 3 x 0 Vila Hauer

Nova Orleans 1 x 2 Operário Pilarzinho

Operário Pilarzinho 3 x 0 Novo Mundo

Operário Pilarzinho 3 x 2 Combate Barreirinha

Bangu 1 x 0 Operário Pilarzinho

Operário Pilarzinho 3 x 4 Iguaçu

Operário Pilarzinho 1 x 1 Urano

Trieste 1 x 1 Operário Pilarzinho

Classificação final da 1.ª fase: 5.º colocado com 16 pontos.

2.ª Fase

Bangu 0 x 1 Operário Pilarzinho

Operário Pilarzinho 2 x 1 Santa Quitéria

Renovicente 2 x 3 Operário Pilarzinho

Operário Pilarzinho 4 x 0 Renovicente

Operário Pilarzinho 5 x 0 Bangu

Santa Quitéria 3 x 1 Operário Pilarzinho

Classificação final da 2.ª Fase: 2.º colocado com 15 pontos.

Semifinais

Operário Pilarzinho 2 x 1 Iguaçu

Iguaçu 1 x 1 Operário Pilarzinho

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Pequeno guia da final da Terceirona Paranaense

FinalAndrPato

A Terceirona do Paranaense terá seu novo campeão no domingo. Como somos adeptos do Futebol Alternativo, o Futebol Metrópole apresenta um guia (nem tão) conciso para você, que está em Curitiba e região poder ir ao jogo e desfrutar deste espetáculo.

Em primeiro lugar, o jogo é no Janguito Malucelli, no Mossunguê, em Curitiba, ao lado do Parque Barigui. A entrada custa R$ 10 para torcida local e R$ 20 para visitantes. É um retorno a pelo menos 10 anos atrás, quando se praticavam estes preços de maneira contumaz.

Na ida, no Estádio Os Pioneiros, Jonathan e James marcaram para o Pato Branco, dando vantagem de 2 a 0 para o time do Sudoeste. O Pato Branco poderá perder por até um gol de diferença que levanta a taça. Vitória do Andraus por dois gols leva a decisão para os pênaltis. Vitória do Gigante da Pedreira por três ou mais gols leva a taça para Campo Largo.

A Terceirona

Enquanto o Campeonato Paranaense da 1ª Divisão teve sua centésima edição, vencida pelo Londrina, neste ano, a Terceirona tem cartel bem mais modesto: esta é a 15.ª edição, sendo a sétima vez consecutiva (é jogada desde 2008), igualando o recorde do período entre 1997 e 2003. A primeira vez que foi jogada foi em 1991. Só em uma oportunidade não foi a última divisão profissional do Campeonato Paranaense, 2001, quando uma inusitada 4.ª Divisão foi jogada por impressionantes 14 clubes, sendo o Internacional de Campo Largo, conterrâneo do Andraus e atualmente no amadorismo, o campeão.

Galeria de campeões

1991 – Ubiratã

1997- Prudentópolis EC

1998- Nacional de Rolândia

1999- Telêmaco Borba

2000- Renove (Fazenda Rio Grande)

2001- Águia de Mandaguari

2002- Dois Vizinhos

2003- Sport Paraná (Formosa do Oeste)

2008- Serrano Centro-Sul (atual Prudentópolis FC)

2009- Pato Branco

2010- Metropolitano (atual Maringá FC)

2011- Junior Team (Londrina)

2012- Francisco Beltrão

2013- FC Cascavel

A atual competição

A atual edição começou com sete equipes: além de Andraus, que é de Campo Largo, e do Pato Branco, Batel de Guarapuava, Portuguesa Londrinense, Sport Campo Mourão, Cascavel CR e Grecal, este último também de Campo Largo, disputaram o certame. Destes, apenas os dois campolarguenses nunca estiveram na elite estadual. O saldo de gols deixou o Andraus e Pato Branco na decisão, enquanto que o Batel ficou em terceiro. Os três times empataram em pontos e vitórias. Porém, com a desistência do Arapongas na 1.ª Divisão, o Batel também deve ser promovido à Segundona, devendo ocupar o lugar do Foz, que foi promovido pela desistência do time alviverde do Norte.

Os finalistas

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O Andraus é um clube relativamente jovem, com apenas 10 anos de fundação (20/08/2004), sendo que antes existia como escolinha de futebol. A cidade da equipe é Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Com 112 mil habitantes, é conhecida como “A Capital da Louça” por sediar empresas tradicionais do ramo de cerâmica e porcelanas. É próxima à Serrinha do Purunã, fazendo com que tenha diversas pedreiras, originando a alcunha da equipe, o “Gigante da Pedreira”.

Ídolo do Atlético-MG, Diego Tardelli passou pela base do Andraus (Bruno Cantini / Clube Atlético Mineiro)

Ídolo do Atlético-MG, Diego Tardelli passou pela base do Andraus (Bruno Cantini / Clube Atlético Mineiro)

Maior orgulho do Andraus é o atual camisa 9 da seleção, Diego Tardelli, que no Paraná também é conhecido por ser filho do ex-meia Tadeu, multicampeão estadual primeiro pelo Londrina e depois pelo Paraná. Tardelli esteve nas escolinha do Andraus em 2001. O Gigante da Pedreira tem como principal missão revelar jogadores e atualmente tem parceria com o Atlético-PR. Um jogador vindo desta parceria é titular do Furacão: o zagueiro Cléberson.

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O Pato Branco foi fundado em 5/11/1979, portanto tem 35 anos. É resultado de uma fusão entre o Palmeiras e o Internacional, clubes que cederam o verde e o vermelho, respectivamente ao Pato. Pato Branco fica no Sudoeste do Paraná e tem pouco mais de 78 mil habitantes, sendo uma das cidades principais da região. A localidade possui um pólo econômico baseado em eletrônicos e eletrodomésticos. O Tricolor do Sudoeste já esteve por 11 vezes na elite estadual e tem como grande arquirrival o Francisco Beltrão, o Marreco. As duas cidades, inclusive, possuem uma rivalidade acalorada pela liderança da região Sudoeste.

Rogério Ceni, ídolo do São Paulo e pentacampeão com a seleção, nasceu em Pato Branco (Wander Roberto / Vipcomm)

Rogério Ceni, ídolo do São Paulo e pentacampeão com a seleção, nasceu em Pato Branco (Wander Roberto / Vipcomm)

A cidade de Pato Branco tem entre seus orgulhos dois jogadores que estão atualmente no São Paulo. Ambos saíram jovens da cidade e não defenderam o clube. Rogério Ceni atuou no futsal da cidade antes de se mudar para Sinop e lá fazer a transição para o campo. Alexandre Pato foi outra revelação das quadras da cidade, sendo descoberto pelo Internacional durante um torneio realizado em Palmas, cidade próxima.

O estádio

(Site oficial do J. Malucelli Futebol)

(Site oficial do J. Malucelli Futebol)

Palco do jogo de domingo, o Ecoestádio Janguito Malucelli é único. As arquibancadas são de grama, em um barranco e usa estrutura de dormentes de estrada de ferro e antigos postes de madeira. Foi inaugurado em 2007 e pertence ao J. Malucelli. Tem iluminação desde 2013. Seu recorde de público foi o clássico entre Atlético x Paraná, na rodada final da Série B de 2012, quando 6.609 pessoas pagaram ingresso. Naquela oportunidade, o estádio tinha capacidade ampliada por arquibancadas tubulares.

O estádio fica na BR-277, que o separa do Parque Barigui. Desde 2012 há uma passarela no local. Curiosamente, o Andraus tem sede na mesma BR-277, só que em Campo Largo, alguns quilômetros à frente. Logo, é da mesma rua do dono do campo. Curiosamente, uma das rotas de ônibus de viagem entre Curitiba e Pato Branco passa em frente do estádio.

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