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Guia do Paranaense 2016 – O Paraná pelo telefone – Parte VI: 045

O DDD 45 atende a Região Oeste do Paraná. As principais cidades da região são Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, justamente as que têm três times na elite do futebol paranaense. Cascavel tem ainda um segundo time na Segundona. É uma região bem representada numericamente, mas com apenas um título na elite, dividido, no caso o Cascavel de 1980, que não é nenhum dos dois Cascavel que temos por aqui.

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Toledo

Vice-campeão da Segundona e da Taça FPF, o Toledo manteve o técnico Rodrigo Cascca e promete uma mescla dos bons jovens da competição Sub-23 com alguns nomes mais tarimbados, caso dos experientes  zagueiros Anelka (ex-Remo, Marcílio Dias e Crac) e Asprilla ( ex-Goiás, Botafogo, Figueirense, Náutico). Estreia dia 31/01, às 17 horas, contra o Foz do Iguaçu, no 14 de Dezembro.

FC Cascavel

O FC Cascavel tem sua grande atração fora das quatro linhas: o técnico Charles Gbeke, nascido em Gana e naturalizado canadense. Há anos no Brasil, Gbeke terá uma chance de ouro na primeira divisão paranaense. Para ajudá-lo, o FC Cascavel trouxe o experiente Léo Maringá e manteve bons nomes da temporada passada como o atacante Everton e o volante Sorbara. Estreia no dia 30/01, às 19h30, contra o Coritiba em Curitiba.

Foz do Iguaçu

Campeonato Paranaense não é Campeonato Paranaense sem o meia Anderson Safira e ele está no Foz do Iguaçu. O técnico Ivan Alves terá 14 jogadores da base, como o atacante Alisson Safira (outro Safira na área). Dos mais experientes, temos o volante Roberto, ex-Palmeiras, o atacante Pequi, o lateral Carlão e um jovem com mais rodagem, o centroavante Arthur, vindo da base do Paraná. Estreia no dia 31/01, às 17 horas, contra o Toledo, em Toledo.

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Cascavel CR

Vinda da Terceirona, a outra equipe de Cascavel é mais antiga que a que está na elite. Luta para voltar e, quem sabe, termos duas equipe da cidade do Oeste na principal competição estadual. Estreia no dia 28/02, às 15h30, no Theodoro Colombelli, o famoso Ninho da Cobra.

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Cascavel

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Hoje, no Futebol Metrópole, na penúltima parte do nosso Guia das Cidades do Paranaense 2015, Cascavel, cidade bastante jovem e que tem o único estreante na elite paranaense neste ano, o FC Cascavel, o quarto time diferente da cidade ao levar o nome dela.

Cascavel se emancipou de Foz do Iguaçu em 14 de novembro de 1951, mas a ocupação da cidade faz parte de vários momentos: a missão de Ciudad Real del Guayrá, o tropeirismo e quando, já no século XX, uma área no atual bairro de Cascavel Velho foi arrendada para colonização e lá foi construído um armazem. A vila foi oficializada em 1936 pela Prefeitura de Foz do Iguaçu já com o nome de Cascavel, vindo da história de que colonizadores haviam encontrado um ninho cheio de cobras próximo à vila. Depois virou distrito em 1938, tornando-se município em 1951. É hoje a quinta maior cidade do Paraná, com 309.259 habitantes, segundo a projeção de 2014 do IBGE.

A principal atividade econômica de Cascavel é o agronegócio, com destaque para a soja e a suinocultura. No setor de indústria e serviços, destaque para a metalurgia, confecções e atacado.

Estádios notáveis

Estádio Municipal Amadores Theodoro Colombelli (Ninho da Cobra)

Estádio Municipal Amadores Theodoro Colombelli (Ninho da Cobra)

Era no Ninho da Cobra onde os times de Cascavel mandavam seus jogos antes da construção do Olímpico Regional. Foi ali, pelo Paranaense de 1980, que depois veio a acabar em cai-cai do Cascavel EC, que o goleiro Zico, um dos maiores ídolos do futebol local, fez um gol de goleiro sobre Joel Mendes, na ida daquela decisão. Passou a ser casa do futebol amador após a construção do novo estádio, em 1982, mas chegou a ser usado algumas vezes pelo FC Cascavel nas divisões de baixo do Paranaense.

Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto

Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto

Inaugurado em 10 de novembro de 1982 é um dos últimos estádios gigantes dos anos 60, 70 e 80. Chegou a receber 45 mil pessoas, mas a capacidade atual é de 28.125 torcedores. Foi casa de: Cascavel EC, Cascavel FC, Cascavel EC (outro) e Sorec (Sociedade Operária Recreativa Esportiva Cascavel). Atualmente recebe jogos do Cascavel CR (que está na Terceirona e foi o último representante da cidade na elite) e do estreante FC Cascavel. Notem que todos os times se chamam Cascavel de alguma forma.

O time da cidade

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O FC Cascavel foi fundado em 23 de janeiro de 2008 pelo pentacampeão Juliano Belletti, que é natural da cidade. Profissionalizado em 2009, conseguiu ser promovido à Segundona ao ser vice-campeão da Segundona. Seguiu buscando o acesso, mas sem sucesso. Em 2012, o clube se licenciou e Belletti, alegando falta de apoio, deixou a equipe. Reorganizada em 2013, com novas cores, diretoria e escudo, o FC Cascavel venceu a Terceirona. Em 2014, foi a vez de vencer a Segundona e finalmente se credenciar á estreia na elite.

Para o Paranaense, chegaram dois reforços com passagens pela capital. O primeiro é o lateral-direito Márcio Gabriel, ex-Coritiba, e que estava no Pelotas. O segundo é o atacante Henrique Dias (jogou a Libertadores de 2007 pelo Paraná e fez gols do título da Série B de 2007 e do Paranaense de 2008 pelo Coritiba), que estava no CRB. De peças bem conhecidas, o time manteve o atacante Jorge Preá (ex-Palmeiras e Atlético e que jogou o último paranaense pelo Operário). O técnico do time é Paulo Foiani, ex-volante do Coritiba.

Por ser um clube jovem, o FC Cascavel tem dois jogadores que podem carregar o status de lenda que têm a mesma idade, 37 anos, ligação com a cidade e estão no time. Lá atrás, o zagueiro Cristiano Ávalos, que esteve no time do acesso, nasceu na cidade, e tem times como Paraná e Santos no currículo. Outro é o meia Irineu, que nasceu em Céu Azul, é o capitão da equipe, e teve passagem pelo outro time atual da cidade, o Cascavel CR, com sucesso.

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Dois bons filhos em suas casas

Edson Bastos em sua apresentação ao Foz: experiente goleiro jogará pela primeira vez em clube de sua cidade natal (Foto: Foz do Iguaçu FC)

Édson Bastos em sua apresentação ao Foz: experiente goleiro jogará pela primeira vez em clube de sua cidade natal (Foto: Foz do Iguaçu FC)

Você gira o mundo por causa de sua profissão, fica famoso, conhece lugares, mas a saudade da terra bate e aí vem a volta à terra de onde saiu. Pelo menos dois veteranos terão a oportunidade de defender um time da cidade em que nasceram no Paranaense que começa no fim do mês. Pelo FC Cascavel, clube jovem, o zagueiro Cristiano Ávalos, de 37 anos recém-completados, que rodou por Paraná, Santos, São Caetano e vários outros times, seguirá defendendo a equipe após o acesso (chegou lá em 2014). Pelo Foz do Iguaçu, a novidade é o goleiro Édson Bastos, 35 anos, que ficou conhecido no Figueirense e no Coritiba e é o reforço de maior impacto da equipe, empatado com o dirigente Negreiros despendurando as chuteiras para ser o camisa 9.

Aí você pensa. É mais fácil jogar na sua cidade natal? Tem gente que pensa o contrário, o que é o caso do próprio Édson Bastos. Está certo que nem Foz e nem Cascavel são cidades pequenas. Foz tem mais de 250 mil habitantes e Cascavel passa dos 260 mil. São pólos regionais. Mas as pessoas se conhecem mesmo assim e conhecem as famílias, o que pode virar alvo dela, a indefectível corneta. “Sou um jogador campeão, independente do clube que defenda, sempre busco o meu melhor. Defendendo a equipe de minha cidade, junto a minha família, amigos, é claro que a pressão é maior, mas estamos preparados”, disse o goleiro durante sua apresentação em dezembro, após defender a Ponte Preta.

Por outro lado, pense se o time conquistar um objetivo, ainda mais com os filhos pródigos. A casa dos parentes virará local de peregrinação e, quem sabe, uma praça, uma rua ou uma escola tenha no futuro os nomes de Cristiano Ávalos ou de Édson Bastos, que venceram também pelos times das terras que os projetaram.

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 2)

Claudio Tencatti, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Claudio Tencati, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Continuando com nossa perspectiva do futebol em 2015 com o futebol fora do Trio de Ferro da Capital. O Londrina tornou-se ao mesmo tempo exemplo e time a ser batido em 2015. A fórmula do Londrina, que rendeu em 2014 o Paranaense e o acesso para a Série C, já é aplicada há anos: base forte e garimpagem de alguns reforços emergentes ou de preço em conta. Tudo misturado com a longa manutenção de Claudio Tencati, como técnico, indo para sua quinta temporada seguida no Alviceleste. O Tubarão é um dos clubes que melhor faz a transição profissional-base no estado e tem em seu treinador alguém que já trabalhou com garotos num passado recente. Se no mínimo se mantiver na Série C do Brasileirão, tende a se fortalecer mais ainda, pois garantirá mais temporadas com calendário cheio.

Os desafiantes de fora do Trio de Ferro deste ano parecem estar mais fortes que no ano passado. Pela movimentação de mercado, o J. Malucelli, o Operário, o Rio Branco, o Foz e o estreante FC Cascavel apostaram em alguns nomes com certa grife no futebol do interior e até brasileiro.Por mais que a situação financeira do futebol brasileiro seja periclitante, a diminuição do número de times em uma década (chegamos a ter 16 times na elite estadual, mas agora temos 12) fez com que ficasse mais raro equipes sem competitividade na competição e fez com que subisse a força média das equipes além do trio Coritiba-Atlético-Paraná. Isso refletiu em quase acessos do Operário e do Cianorte e no acesso do Londrina.

Esta temporada é a última com o Paranaense valendo duas vagas para a Série D. A partir deste ano, haverá o Copa FPF, torneio de segundo semestre com equipes sub-23, valendo uma vaga para a partir de 2016. Um efeito colateral interessante serão times investindo mais em jovens e com calendário garantido. Provavelmente, os sub-23 terão contratos mais longos, servindo as clubes não apenas durante o Estadual. É algo que merece ser visto com atenção. Dará certo se os clubes sempre participarem e não esvaziarem a competição, como foram as tentativas anteriores da Copa Paraná.

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