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Decisão da Série B juvenil é finalmente marcada

A decisão da Série B Juvenil da Suburbana finalmente irá iniciar. Nacional e Caxias fazem um derby do Boqueirão na decisão da competição a partir deste sábado (9), às 15h30, no João Santana da Silva, casa do Caxias. A confirmação do jogo, com arbitragem definida e tudo, põe fim a um impasse que atrasou a decisão em cerca de um mês.

O Urano, que conquistou a classificação em campo, acabou eliminado por usar um jogador suspenso em uma das partidas da semifinal contra o Caxias. A equipe do Xaxim alegou falta de legibilidade na punição de cartão amarelo em uma partida da primeira fase, o que teria induzido o clube ao erro quando o atleta recebeu o verdadeiro terceiro amarelo e acabou jogando no jogo da semifinal. O argumento acabou recusado pelo TJD. Com isso, o Caxias entrou no lugar do Azulão e jogará a decisão contra o Nacional. O time alvianil terá a vantagem de jogar o jogo de volta, inicialmente marcado para dia 16, às 14h30, em seus domínios.

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Bangu, Grêmio Ipiranga, Nacional e União Ahu promovem festival de empates no Boqueirão

Tudo igual no XV de Agosto nos duelos Bangu x Grêmio Ipiranga (esq) e Nacional x União Ahu (dir)

Todas as honras foram repartidas na tarde de sábado (13) no Estádio XV de Agosto pela Copa de Futebol Amador da Capital. Os duelos diretos entre Bangu e Grêmio Ipiranga e entre Nacional e União Ahu acabaram rigorosamente empatados sob o mesmo placar, 2 a 2.

Nacional, União Ahu e Bangu terminaram a rodada formando “o Bonde dos Quatro Pontos”, separados na tabela por critérios de desempate. O alviceleste tem saldo de gols zero, o aurirubronegro tem saldo -1 com sete gols marcados, e o time rubronegro tem saldo -1 com seis gols marcados. As equipe ocupam respectivamente o sexto, o sétimo e o oitavo postos na tabela. Já o Grêmio Ipiranga pontuou pela primeira vez e manteve a décima posição que possuía antes da bola rolar.

Os quatro times voltam a jogar no próximo sábado (20). União Ahu e Bangu jogam no Parque Linear, com o União Ahu encarando o Capão Raso às 13h30 e o Bangu visitando o Santíssima Trindade às 15h30. Nacional e Grêmio Ipiranga também dividirão vestiários na próxima rodada, mas no Elba de Pádua Lima, com o Nacional encarando o Shabureya às 13h30 e o Grêmio Ipiranga fazendo duelo caseiro às 15h30 contra o Palmeirinha.

Primeiro tempo pró-Bangu

O primeiro tempo da preliminar terminou com vantagem no placar para o Bangu. O time do Santo Inácio, no entanto, saiu atrás no placar, com Juliano marcando aos 10 minutos para o Grêmio Ipiranga.

O empate veio em ótima conclusão de Fumaça aos 26 minutos da etapa inicial. A virada do Bangu veio por meio do matador Luizinho, aos 35 minutos.

Antes tarde do que nunca

O lateral Moura chegou mais tarde ao campo e entrou no intervalo. Foi o suficiente para, junto com Lucas e Moraes, alterações promovidas pelo técnico Marcio Victor, mudar o panorama da partida.

Bastante rápido, o experiente baixinho da camisa 16 costurou a defesa banguense pelo lado direito até ser parado com falta dentro da área. Pênalti que o jovem Moraes converteu com frieza aos 24 minutos da etapa final.

Ainda deu tempo para o Bangu ficar com um a menos em campo, pois Joãozinho foi expulso ao receber o segundo amarelo por reclamação aos 34 da etapa final. Placar final de 2 a 2.

“Foi um jogo difícil. Equipe começando a entrosar, com jogadores novos. Perdemos um pouco de pegada com alterações, perdemos jogador expulso e agora é recuperar e entrosar a equipe”, afirmou o atacante Luizinho após o jogo.

“Estava no trabalho, larguei um pouco tarde, teve trânsito, mas deu para jogar no segundo tempo e ter oportunidade de ajudar a equipe”, disse Moura.

Empate com gol de Puskas e momentos de UFC

O empate entre Nacional e União Ahu por 2 a 2 teve momentos belos e muitas expulsões e nervosismo no jogo de fundo.

O jovem time do Nacional, com uma formação ligeiramente mais experiente que na rodada passada saiu na frente com um gol de Nícolas, aproveitando rebote de fora da área aos 15 minutos.

A resposta do União Ahu foi rápida com Son acionando Dadinho, que bateu para empatar aos 19 minutos.

Aos 23 minutos, um gol que poderia ser indicado tranquilamente ao Prêmio Puskas de Gol do Ano. Son recebeu, deu um chapéu no zagueiro e bateu com muita força para o gol. A bola chegou a tocar o travessão antes de morrer nas redes do goleiro Ricardo.

Na segunda etapa, o Nacional chegou rapidamente ao empate. Em pênalti bastante reclamado sobre Luís Matheus, aos dois minutos, Guilherme cobrou deslocando o goleiro Maurício.

Depois disso, o jogo começou a tomar contornos de UFC com entradas fortes como a de Son em Douglas sem a bola, desencadeando em seguida uma série de desinteligências na lateral do gramado perto do banco do União Ahu. Nesta confusão, o árbitro Diego Henrique Bueno Paschoal expulsou um de cada lado: Guilherme do Nacional e Fábio do União Ahu.

O Nacional acabou terminando a partida com apenas oito jogadores em campo. Luciano recebeu cartão vermelho direto aos 36 minutos após entrada desastrada em Romildo. E Baraka recebeu o segundo amarelo aos 41 minutos em lance em que houve uma entrada dura na linha lateral na disputa entre Marconi e Romildo.

“Foi um jogo pegado com duas equipes correndo bastante, muita falta, difícil manter a bola no chão. Vamos para a próxima partida para tentarmos seguir no campeonato”, disse Nícolas do Nacional.

“Realmente foi jogo pegado, time deles mais leve e o nosso mais pesado com veteraninhos, conseguimos botar a bola no chão. O pênalti deles foi uma vergonha,mas valeu pela garra e pela determinação”, analisou Son do União Ahu.

É pau

Cercado de árvores, o campo do XV de Agosto é bastante agradável em dias mais quentes. No entanto, como efeito colateral, duas bolas foram parar no alto da vegetação. Uma delas sofreu uma inusitada tentativa de recuperação no intervalo com uma vara de uns sete metros de comprimento que acabou se quebrando ao meio, mas foi utilizada por uma pessoas que subiu na copa para retirar o objeto do alto.

Ficha Técnica das Partidas:

Rodada dupla no Estádio XV de Agosto, Boqueirão, Curitiba

Bangu 2 x 2 Grêmio Ipiranga

Bangu: Ricardo; Johninho (Ronan), Diego, Samuca e Neguinho (Marcelo); Fumaça (Thiago), Elton (Juninho), Baresi e Joãozinho; Luizinho e Zanca (Bruno). Técnico: Jefferson.

Grêmio Ipiranga: Osni; Luís (Moura), Cafu, Gamarra, Luan (David); Marcelinho, Carlinhos, Gustavo e Alex (Moraes); Juliano e Felipe (Lucas). Técnico: Márcio Victor.

Arbitragem: Jhonathan Fossa da Cruz, Roberto Rivelino dos Santos Junior, Alisson Alceu Bernardi Lovato.

Gols: Juliano (GRI, aos 10’/1.º), Fumaça (BAN, aos 26’/1.º), Luizinho (BAN, aos 35’/1.º), Moraes (GRI, aos 24’/2.º).

Cartões Amarelos: Ricardo, Baresi, Joãozinho, Ronan (BAN); Juliano, Moura (GRI).

Cartão Vermelho: Joãozinho (BAN, aos 34’/2.º, dupla advertência)

Nacional 2 x 2 União Ahu

Nacional: Ricardo; Bruninho, Barney (Gustavo, depois Erick), Luciano e Evandro; Baraka, Douglas (Jefferson), Guilherme e Fernandinho; Luís Matheus (Luquinhas) e Nícolas. Técnico: Alemão.

União Ahu: Maurício; Pedro, Fred (Fábio), Beto e Vivi (Matheus); Thiago, Luciano, Son e Guilherme (Stanley); Dadinho e Clé (Romildo). Técnico: Marcelo Leôncio.

Arbitragem: Diego Henrique Bueno Paschoal, Andrei Valenga Guimarães, André Assunção Estevam.

Gols: Nícolas (NAC, aos 15’/1.º), Dadinho (AHU, aos 19’/1º), Son (AHU, aos 23’/1.º), Guilherme  (NAC, aos 2’/2.º).

Cartões Amarelos: Baraka (NAC); Pedro, Vivi, Son, Romildo (AHU).

Cartões Vermelhos: Guilherme (NAC, aos 17’/2.º, após empurra-empurra generalizado), Fábio (AHU, aos 17’/2.º, após empurra-empurra generalizado), Luciano (NAC, aos 36’/2.º, após entrada dura), Baraka (NAC, aos 41’/2.º, dupla advertência).

Confira Imagens das Partidas:

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Palmeirinha e Nacional vencem em tarde de viradas no Elba de Pádua Lima

À esquerda: Palmeirinha em campo é certeza de muitos gols, como na vitória sobre o Shabureya; À direita: jogadores do Nacional comemoram o terceiro gol sobre o Grêmio Ipiranga, que tirou a equipe do zero na tabela

A tarde de sábado (6) no Elba de Pádua Lima foi cruel para quem fez gol nos primeiros dez minutos de jogo. Foi assim que Shabureya e Grêmio Ipiranga tomaram viradas de Palmeirinha e Nacional, respectivamente, em jogos válidos pela terceira rodada da Copa de Futebol Amador da Capital.

O placar de 5  a 2 fez o Palmeirinha subir na tabela, é o terceiro com seis pontos, e manteve o Shabureya na lanterna, zerado com saldo negativo de seis. O Nacional, após vencer por 3 a 1, subiu para a sexta colocação com três pontos e saldo zerado, enquanto o Grêmio Ipiranga é o vice-lanterna também zerado nos pontos e com saldo negativo de quatro gols.

Na próxima rodada, próximo sábado (13), Grêmio Ipiranga e Nacional voltam a jogar no XV de Agosto. O time canarinho enfrenta o oitavo colocado Bangu às 13h30, enquanto que o Alvianil encara o sétimo colocado União Ahu às 15h30. O Shabureya enfrenta o quarto colocado Uberlândia no José Drulla Sobrinho, às 13h30. O Palmeirinha faz confronto direto contra o vice-líder Capão Raso no José Carlos de Oliveira Sobrinho às 15h30.

Três gols relâmpago, sete no total

Uma certeza em jogo do Palmeirinha é: muitos gols. Foi assim na derrota por 5 a 2 na estreia e na vitória por 5 a 0 na segunda rodada. Na terceira, o time do Tatuquara fez 5 a 2 no Shabureya, mas precisou tomar um susto no começo do jogo para construir o placar principalmente na primeira etapa.

O Shabureya saiu na frente com três minutos de jogo. O lateral-direito Bolinha acertou um belo chute cruzado, no seu melhor estilo, pois havia feito um gol parecido na estreia contra o Santíssima Trindade.

O empate do Palmeirinha e a virada foram fulminantes. Marquinhos marcou aos 14 minutos e Dolinha aproveitou erro da defesa aos 16. Com a dianteira, o time verde ampliou duas vezes com Nico, aos 34 e aos 43 do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Shabureya voltou a mostrar que tem vivido de lampejos, apesar de só ter colecionado derrotas. O time citroalvinegro melhorou de produção e deu trabalho ao goleiro Rafinha. Mucilon foi expulso e deu mais espaço para que o Shabu pudesse atacar no acanhado gramado do Elba de Pádua Lima.

Ironicamente, quem marcou foi o Palmeirinha. A bola veio cruzada da esquerda e Harisson acabou empurrando contra as próprias redes os 30 minutos do segundo tempo.

Após muito martelar, o Shabureya conseguiu diminuir numa forte finalização de Gibson, aos 34 minutos. Ainda deu tempo para o árbitro Thiago Coltre Oliveira expulsar o técnico Pepe do Shabureya por reclamação, mesmo motivo do segundo cartão amarelo, e consequentemente vermelho, de Mazinho, do Palmeirinha, na marca dos 44 minutos do segundo tempo.

“Nosso demorou um pouco para encaixar, mas encaixou e eu pude fazer dois gols para ajudar o Palmeirinha”, disse Nico do Palmeirinha após a partida. “Novamente perdemos por erros individuais. Nosso time é forte do meio para frente, mas tá errando muito atrás. Precisamos focar e treinar para pararmos de  cometer esses erros”, completou Gibson do Shabureya.

Nacional sai do zero

Num duelo entre equipes que estavam sem pontuar, no jogo de fundo, melhor para o Nacional, que bateu o Grêmio Ipiranga por 3 a 1.

O time da casa saiu na frente em cobrança de pênalti convertida pelo jovem Moraes aos nove minutos de jogo.

Juventude, aliás, muito vista em campo. O Grêmio Ipiranga tinha alguns poucos jogadores experientes, mas estava recheado de garotos. Mais jovem ainda foi o time do Nacional, tendo como exceção o veterano goleiro Ricardo, com idade para ser pai dos demais alguns companheiros de time.

Com 23 minutos de jogo, o técnico do Nacional, Alemão, mudou sua equipe tirando o lateral-esquerdo Victor, que machucou o pulso, e colocou o ponteira Luquinhas, uma das apostas do time para o futuro.

A alteração deu resultado aos 36 minutos do 1.º tempo quando o baixinho da camisa 17 apareceu no segundo pau para empurrar para dentro a bola cruzada à meia altura por Bruninho.

No segundo tempo, o Nacional mostrou estar melhor adaptado ao piso duro e com reduzidas dimensões do Elba de Pádua Lima, que dificulta o domínio de bola e favorece muito o jogo de contato, mas permite arrancadas mais explosivas pelos flancos.

Foi numa boa arrancada de Luquinhas pela esquerda que saiu o segundo gol. A jogada, aos 25 minutos, foi completada por Luís.

Sofrendo pressão no fim do jogo, o Nacional partiu em um contra-ataque e conseguiu um pênalti em uma saída desastrada do goleiro Osni. Guilherme converteu com relativa frieza e deu números finais ao placar aos 39 minutos.

“Não foi a partida que queríamos. Saímos na frente e recuamos. Não podemos sair de cabeça baixa, pois o campeonato é longo e ainda podemos nos recuperar e lutar pelo título”, afirmou Moraes do Grêmio Ipiranga. “Foi uma partida difícil, pois eles têm um ataque muito forte e conseguimos vencer fora de casa”, analisou Luquinhas do Nacional.

Visita da casa

O ex-técnico do Grêmio Ipiranga, Giancarlo Balaban, acompanhou a partida de sua antiga equipe. Atualmente vivendo entre Guaratuba, onde vive com mulher e filha pequena, e Garuva, onde é professor de educação física da rede municipal, ele irá treinar uma equipe de Guaratuba na Copa Litoral a partir do meio de ano. Balaban aproveita a Copinha para procurar alguns reforços para sua nova equipe.

Ficha Técnica das partidas

Rodada dupla no Estádio Elba de Pádua Lima, Vila Ipiranga, Capão Raso, Curitiba

Palmeirinha 5 x 2 Shabureya

Palmeirinha: Rafinha; Rafa (Dul), Lincoln, Thiago Cabeção e Valdecir; Mucilon, Mazinho e Nico (Guilherme); Dolinha, Marquinhos, Cezinho (Célio). Técnico: Vagner Primo (interino, o técnico Daniel Jorge não pôde estar presente)

Shabureya: Homero; Bolinha, Gabba, Cléber (Harisson) e China; Vermelho, Murian, Mateus e Gibson; Wesley e Felipe (Guto). Técnico: Pepe.

Arbitragem: Thiago Coltre Oliveira, Marco Aurélio dos Santos, Reube Dobrychlop dos Reis.

Gols: Bolinha (SHA, aos 3’/1.º), Marquinhos (PGG, aos 14’/1.º), Dolinha (PGG, aos 16’/1.º), Nico (PGG, aos 34’/1.º, aos 43’/1.º), Harisson (contra, pró-PGG, aos 30’/2.º), Gibson (SHA, aos 34’/2.º).

Cartões Amarelos: Rafa, Mucilon, Mazinho, Dul, Célio (PGG); Bolinha, Gabba, Murian, Felipe (SHA).

Cartões Vermelhos: Mucilon (PGG, aos 26’/2.º, dupla advertência), Mazinho (PGG, aos 44’/2, dupla advertência).

Grêmio Ipiranga 1 x 3 Nacional

Grêmio Ipiranga: Osni; Giovani (Luís), Gamarra, Maranhão e Moura; Marcelinho (Eduardo Laguna), Gustavo, Carlinhos (Felipe) e Juliano; Moraes e Lucas (Alex). Técnico: Márcio Victor.

Nacional: Ricardo; Bruninho, Gustavo, Evandro e Vitor (Luquinhas); Baraka, Carlinhos, Fernandinho (Marconi) e Guilherme; Luís e Nícolas (Douglas). Técnico: Alemão.

Arbitragem: Julio Cesar Tessaro, Reube Dobrychlop dos Reis, Marco Aurélio dos Santos.

Gols: Moraes (GRI, aos 9’/1.º), Luquinhas (NAC, aos 36’/1.º), Luís (NAC, aos 25’/2.º), Guilherme (NAC, aos 39’/2).

Cartões Amarelos: Osni, Marcelinho (GRI); Baraka, Douglas (NAC).

Confira imagens das partidas:

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Operário Pilarzinho marca nos acréscimos e frustra primeira vitória do Nacional

Jogo no XV de Agosto teve dois tempos distintos e terminou com enorme frustração da torcida local, que saiu de campo sem a vitória e ainda com a lanterna

Jogo no XV de Agosto teve dois tempos distintos e terminou com enorme frustração da torcida local, que saiu de campo sem a vitória e ainda com a lanterna

A tarde ensolarada de sábado (10) no Estádio XV de Agosto parecia o cenário perfeito para a primeira vitória do Nacional na Suburbana e tudo pareceu caminhar assim por cerca de uma hora de partida. Mas um gol do Operário Pilarzinho aos 46 minutos do segundo tempo tirou dois pontos do time local, estragou a festa e transformou o gramado em um lugar de choro e lamentações do time da casa. O 3 a 3, placar final do duelo, deixou o Nacional ainda como lanterna, agora com um ponto e segurou o Operário Pilarzinho na oitava colocação, agora com oito pontos, restando mais quatro pontos para disputar.

Bruno, Guilherme Barney e Jefinho fizeram os gols do Nacional. Robson Baroni, Cainan e Joãozinho Madureira, este nos acréscimos, marcaram para o Operário Pilarzinho.

“Infelizmente, é essa a palavra que reflete o jogo. A gente deu bobeira e tomou o gol no final. A gente vem jogando bem a maioria dos jogos. Neste, saímos na frente, abrimos vantagem e deixamos a vitória escapar. Na maioria dos jogos, a gente erra e o adversário faz gol, o adversário erra e a gente não faz. Enquanto não aproveitarmos nossas chances, não vamos vencer”, disse o lateral-direito Bruno, autor do primeiro gol da partida.

 

“Agora eles pontuaram, mas sabíamos que era um time organizado e jogar aqui é sempre difícil. Jogamos com desfalques. Nosso time está de parabéns e o futebol é interessante por causa disso, pois semana passada tomamos virada do Novo Mundo e agora saímos atrás e buscamos o empate. Temos dois jogos em casa, onde somos fortes, mas temos de trabalhar e tomar cuidado, pois no futebol tem de respeitar. Não respeitamos no começo e tomamos os gols”, afirmou Joãozinho Madureira, autor do gol decisivo do jogo.

Os dois times voltam a campo no próximo sábado, dia 17, com juvenis entrando em campo às 13h30 e adultos às 15h30. O Nacional recebe o Novo mundo no XV de Agosto. O Operário Pilarzinho recebe o Renovicente no Bôrtolo Gava.

O jogo

O jogo começou com certo equilíbrio no primeiro tempo, com os goleiros trabalhando bem e fazendo defesas importantes. Precisando desesperadamente do resultado e com um time leve, o Nacional começou a tomar conta das ações e saiu na frente aos 31 minutos com o lateral-direito Bruno fazendo uma bela jogada individual botando a zaga para dançar e batendo cruzado na saída de Evandro.

O segundo gol do Nacional saiu logo depois em uma bomba de longe de Guilherme Barney, aos 35 minutos. E o terceiro, que parecia ser o caminho para uma goleada foi logo aos 38 minutos por meio de Jefinho.

Em uma bola parada cruzada na área, Robson Baroni descontou para o Operário Pilarzinho aos 41 minutos, mas a sorte parecia ainda estar do lado do Nacional, pois Ricardo, aos 46 minutos, defendeu um pênalti batido por Erlon, pênalti cometido em uma trapalhada da defesa que quase virou gol, mas acabou saindo de um toque de mão.

Na segunda etapa, com a vantagem nas mãos, o Nacional recuou, passando a investir no contra-ataque, enquanto que o Operário tratou de povoar a meia-ofensiva e o ataque. A melhor chance do time alviceleste foi aos 20 minutos quando Vinícius, que acabara de entrar, bateu cruzado e Evandro operou um milagre com a ponta dos dedos. Este pode ter sido o momento que a sorte do jogo virou.

Sem conseguir encaixar contra-ataques como queria para marcar o jogo e acuado em seu campo defensivo, o Nacional viu a maioria dos rebotes caírem nos pés dos jogadores do Operário Pilarzinho. Aos 38 minutos, Cainan arriscou de longe, a bola pegou no morrinho artilheiro e provocou a falha de Ricardo, fazendo o Operário encostar no marcador, já anunciando que seriam longos minutos com um time buscando o empate e outro se defendendo como se fosse uma final de Copa do Mundo.

A cada bola afastada, o time do Nacional via o tempo passar a seu favor. Porém, foi uma única vez, quando o relógio ultrapassava os 46 minutos, com a certeza que a partida ia até os 48, que o experiente meia Joãozinho Madureira apareceu livre na entrada da área, avançou e bateu cruzado para silenciar a agora incrédula torcida do Nacional e fazer a festa da torcida visitante, presente com uma bandeira e cerca de dezena e meia de aficcionados. E o apito final caiu para o time do Nacional, cada vez mais ameaçado pelo rebaixamento, como uma derrota em prorrogação de Copa do Mundo. Para o Operário, foi como renascer após parecer que ia tomar uma goleada histórica.

Nos juvenis, Operário vence em jogo com lance discutido

Na preliminar de juvenis, o Operário Pilarzinho venceu o Nacional de virada por 3 a 1. Os gols do jogo foram no segundo tempo, mas um lance no final da primeira etapa causou discussão: um gol anulado do time do Nacional em bola que saiu da linha de fundo e que o árbitro alegou interferência do atacante que fez corta-luz na jogada. As reclamações duraram até o fim do jogo.

Depois do início da polêmica e do intervalo, Eduardo abriu o placar para o time da casa aos 13 minutos. Usando bem as alterações e neutralizando as jogadas do Nacional pela ponta-esquerda, o Operário começou a sobrar fisicamente em campo e virou o marcador, primeiro com gol de Vítor aos 27 minutos e logo depois de Léo aos 29.

O terceiro gol da partida acabou sendo fruto da pressa do Nacional em buscar o empate. O goleiro da equipe da casa saiu jogando errado ao querer ter velocidade na cobrança de impedimento. A bola acabou caindo nos pés de Ramires, o principal armador do Operário Pilarzinho e que vinha sendo o melhor em campo na segunda etapa. O camisa dez não perdoou e fechou o marcador aos 41 minutos, isto é, nos acréscimos (lembramos os não iniciados que os jogos juvenis da Suburbana são disputados em dois tempos de 40 minutos).

O resultado fez o Operário Pilarzinho se manter na sexta colocação, agora com 11 pontos. O Nacional caiu para a oitava posição com oito pontos, ambos na zona de classificação.

Ficha Técnica:

Nacional 3 x 3 Operário Pilarzinho

Nacional: Ricardo; Bruno, Evandro, Luciano e Thiago Coutinho (Vinícius); Luiz Fernando, Jefinho (Flavinho), Guilherme Barney e Juninho (Bruno Antunes); Pablo (Carlos Eduardo) e Diego Oliveira. Técnico: Alemão.

Operário Pilarzinho: Evandro; Cadu (Wá), William Maluco (Bruno), Rodrigão e Cristian Neguinho (Cainan); Kelvin, Robson Baroni, Joãozinho Madureira e Rodriguinho (Braian); Erlon e Adriano Sagui. Técnico: Peterson Freitas.

Arbitragem: Cristiano Antônio Teixeira, Eduardo Luis Teixeira Furiatti e Alisson Alceu Lovato.

Gols: Bruno (NAC, aos 33’/1.º), Guilherme Barney (NAC, aos 35’/1.°), Jefinho (NAC, aos 38’/1.º), Robson Baroni (OPP, aos 41’/1.º), Cainan (OPP, aos 38’/2.º), Joãozinho Madureira (OPP, aos 48’/2.º).

Cartões Amarelos: Thiago Coutinho, Carlos Eduardo, Flavinho (NAC); William Maluco, Erlon, Bruno e Wá (OPP).

Confira imagens das partidas

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 3)

Nova Orleans e Operário Pilarzinho decidiram a Suburbana em 2014 e viraram exemplo para times de orçamentos menores na competição

Nova Orleans e Operário Pilarzinho decidiram a Suburbana em 2014 e viraram exemplo para times de orçamentos menores na competição

O ano de 2015 promete no futebol amador de Curitiba. Após um ano atípico, 2014, em que duas equipes tidas como outsiders chegaram à final da Suburbana, com o Nova Orleans ganhando a decisão do Operário Pilarzinho nos pênaltis do terceiro jogo, deveremos ter uma acomodação de forças.

Muita água rolará antes do segundo semestre, quando o Amador da Capital é realizado. Antes disso teremos a Taça Paraná e a Copa Amadora. Quando estas competições acabarem, veremos o Sul da cidade mais representado. Na temporada que se encerrou, caíram o Uberlândia (Sul) e o Combate Barreirinha (Norte). Subiram o Nacional do Boqueirão (Sul) e o tradicional Vila Fanny (Sul).

Em temporadas anteriores, fez muita diferença o poderio financeiro em atrair ex-atletas com grife. Em 2014, ter base a muito tempo, mesmo com orçamento mais modesto, fez a diferença. Resta saber como os clubes farão, se seguirá o reinado do bom e barato ou se algum time galáctico assumirá o trono do amador da cidade. Para os com menos recursos, os exemplos estiveram na final.

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