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Guia do Paranaense 2016 – O Paraná por telefone – Parte III: 042

O DDD 42 tem uma área de abrangência impressionante. Ele começa logo depois do fim da Região Metropolitana de Curitiba, em Palmeira, Porto Amazonas e Ponta Grossa, e vai até o fim dos Campos Gerais, na região de Guarapuava, abrangendo toda região Central do Paraná, além da parte do Sul que vai de Antônio Olinto até Porto Vitória e Bituruna. De  quebra, é o código de área da cidade catarinense de Porto União, gêmea da paranaense União da Vitória, devido a um acordo entre os governos estaduais que envolveu telefonia, energia elétrica e saneamento. No futebol, é a cidade do atual campeão paranaense, o Operário, mas tem bastante sub-representarão pela ausência de cidades como a própria Guarapuava e União da Vitória nas duas principais divisões do futebol paranaense, além de Irati, cidade que foi muito presente nas últimas décadas.

Operário

Atual campeão, o Operário corre atrás de nova vaga na Série D, de onde quase conseguiu acesso na temporada passada. Para isso, tem o ex-zagueiro Pícoli como técnico e dentro de campo o lateral-direito Danilo Baia, o experiente goleiro Juninho e os atacantes Adriano Pardal e Lucas Batatinha (este último terceiro artilheiro da Suburbana de Curitiba).

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Prudentópolis

Foram dois anos na elite até a queda e o retorno à 2.ª Divisão. O Prudentópolis tem a missão de se recuperar e mostrar que tem punch para voltar à elite imediatamente, por mais que seja complicado fazer futebol profissional numa cidade com menos de 100 mil habitantes (tem pouco mais de 50 mil apenas) e longe de região metropolitana.

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Prognósticos paranaenses para o Brasileirão

O Brasileirão terá suas duas principais divisões começando no próximo fim de semana. Nelas, são três representantes paranaenses. Em mais algumas semanas, é a Série C que tem sua partida e depois, só em julho, a Série D. É um total de seis equipes representadas. Vendo o desempenho das equipes estaduais na Copa do Brasil, o panorama não é muito animador: Londrina, Paraná e Atlético já estão fora. Coritiba está em desvantagem e o Maringá, que não joga competição nacional, se salvou de ser eliminado em casa na segunda fase, mas não deverá oferecer tanta resistência no jogo de volta. Aqui iremos analisar divisão por divisão as equipes paranaenses neste pré-Brasileiro, com alguns prognósticos e diagnósticos:

 

Série A

Atlético

A situação do Atlético merece atenção. O time teve de lutar contra o rebaixamento no Estadual, situação que foi construída tão logo o time principal entrou em campo. Na Copa do Brasil, penou para passar do Remo (Série D) e caiu no gol fora para o Tupi (Série C). Já está no terceiro técnico do ano. Até o momento, mostrou um time sem alma e com sérios problemas especialmente na meia-cancha. Precisa se reforçar e pensar primeiro em fazer 45 pontos para se livrar do rebaixamento.

O atacante Walter é o principal reforço e esperança de gol do Atlético no Brasileirão (Foto: Gustavo Oliveira / Site Oficial do CAP)

O atacante Walter é o principal reforço e esperança de gol do Atlético no Brasileirão (Foto: Gustavo Oliveira / Site Oficial do CAP)

 

Coritiba

O Coxa está com seus defeitos sendo escancarados pela perda do Paranaense e pela atuação desastrosa da ida da 2.ª Fase da Copa do Brasil. Há um homem gol no time: Rafhael Lucas, prata da casa, mas a equipe ainda é dependente dele. O problema é atrás, com a defesa sendo alvo fácil em bolas aéreas e com dificuldades para ter goleiro confiável. Outro problema é o meio pouco criativo, sendo que o candidato à solução é Ruy, prata da casa, mas que há anos longe, foi destaque do Operário e foi contratado. A exemplo do arquirrival, se não resolver estes problemas, é jogar o Brasileirão na base dos 45 pontos para depois ver o que fazer.

Coritiba precisa acertar sua defesa para pensar em algo além de lutar contra a degola. (Foto: Site Oficial do Coritiba)

Coritiba precisa acertar sua defesa e a armação para pensar em algo além de lutar contra a degola. (Foto: Site Oficial do Coritiba)

 

Série B

Paraná

O Paraná está desde 2008 na Série B. Já esteve perto de subir, como em 2013. Na última quarta-feira, o presidente Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, disse que a equipe vai subir este ano com três rodadas de antecedência. Acho que é mais fanfarronice que outra coisa. Porém, se a equipe conseguir se reforçar sem ficar devendo salários, as coisas começam a se aclarar e aí pode-se pensar em algo diferente de se salvar da Série C com três rodadas de antecedência. Antes disso, nada animador ter caído na Copa do Brasil para o modesto Jacuipense. Um reforço pode render esperanças: Danilo Báia, campeão paranaense pelo Operário e eleito craque da competição por este blog.

Paraná contratou Danilo Báia, lateral do Operário, para a Série B (Foto: Site Oficial do Paraná Clube)

Paraná contratou Danilo Báia, lateral do Operário, para a Série B (Foto: Site Oficial do Paraná Clube)

Série C

Londrina

O Londrina terá de cumprir alguns jogos de portões fechados pelo arranca-rabo do jogo das semifinais da Série D no ano passado, o que torna um pouco mais desafiador este retorno à pirâmide nacional. O elenco passa por reformulação. Coisa de sair 12 jogadores e chegar cinco. Fim de um ciclo para o Tubarão, mesmo chegando mais um ano no pódio do Estadual Por isso, é de acreditar que a nova base, que quebra uma sequência de alguns anos, demore para encaixar. Quem continua é Claudio Tencati, o Ferguson Pé Vermelho, técnico há mais tempo num clube brasileiro. O importante é não passar susto na Série C e, se der, buscar classificação e depois o acesso.

Se tem Londrina, tem Claudio Tencati de técnico (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Se tem Londrina, tem Claudio Tencati de técnico (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

 

Série D

Foz do Iguaçu

O Foz subiu no susto no Paranaense e mordeu uma vaga na Série D com um time bastante cascudo em jogos importantes. O problema do inesperado ter acontecido duas vezes é que o time já teve algumas baixas. Há de se admitir que o Foz é azarão e não se espera tanto dele na Série D. Só que o Foz sabe ser azarão e tirar vantagem disso em uma competição dificílima. O que complica a montagem do elenco é que a competição só começa em julho.

Edson Bastos, que é da cidade, é cotado para seguir no Foz para a Série D, mas nada está definido (Foto: Facebook do Foz)

Edson Bastos, que é da cidade, é cotado para seguir no Foz para a Série D, mas nada está definido (Foto: Facebook do Foz)

 

Operário

Campeão Paranaense, o Operário já sofre baixas importantíssimas, como Danilo Báia (foi para o Paraná), Ruy (foi para o Coritiba) e o goleiro Jhonatan (voltou ao clube de origem, o Joinville). Os titulares que restaram, o atacante Juba tem o contrato mais longo (dezembro). Nem o técnico Itamar Schülle é garantido (contrato acaba e é pretendido pelo Sampaio Corrêa). Se quiser pretender algo de nota também na Série D, repetindo os passos do Londrina, o Fantasma terá de minimizar essas perdas e repôr à altura quem saiu. Para complicar, serão dois longos meses sem jogos, o que dificulta a busca de reforços e manutenção dos atletas atuais. A Série D é dificílima com uma primeira fase regionalizada com adversários que geralmente se equivalem e um mata-mata nacional imprevisível. Vale lembrar que a equipe preferiu não disputar a Taça FPF Sub-23, que vale vaga na Série D de 2016 e que reduz as vagas de Série D do Paranaense de 2016 a apenas uma. Logo, é uma aposta alta e arriscada.

Operário já sofreu baixas para a Série D e poderá ter cara bem diferente no Nacional (Foto: Nicoly França / Assessoria de Imprensa do Operário)

Operário já sofreu baixas para a Série D e terá ter cara bem diferente no Nacional (Foto: Nicoly França / Assessoria de Imprensa do Operário)

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Ponta Grossa

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Hoje, no Futebol Metrópole, na terceira parte do nosso Guia de Cidades do Paranense 2015, teremos Ponta Grossa, casa do Operário, clube mais antigo do interior e que aposta em um técnico com bom cartel no Rio Grande do Sul e reforços conhecidos dele.

Ponta Grossa fica no Segundo Planalto Paranaense, na região entre a Serrinha do Purunã e a Serra da Esperança, nos Campos Gerais, região conhecida por grandes pastagens naturais. Conhecida como a Princesa dos Campos, é a quarta cidade mais populosa do estado, com 334.535 habitantes segundo a projeção de 2014 do IBGE. Foi fundada em 15 de setembro de 1823, mas já era alvo de expedições desde o século XVI, primeiro por espanhois, passando em 1800, já sob domínio português, a ser parte da Vila Nova de Castro (atual Castro), antes de conseguir a independência.

A cidade cresceu inicialmente como pouso para os tropeiros, viajantes que levavam mercadorias entre Sorocaba-SP e Viamão-RS. As pastagens eram importantes para o descanso das comitivas e para a engorda do gado que ela levado. Mais tarde, recebeu colonização de russos-alemães, ao passo que virava importante entroncamento ferroviário. Atualmente, é um polo industrial e de serviços, com destaque para a indústria alimentícia, especialmente de derivados de soja, e para a indústria da cerveja. Foi em Ponta Grossa que nasceu a marca Kaiser, por meio de empresas que produziam Coca-Cola. Atualmente, a Kaiser pertence à holandesa Heineken, cuja fábrica fica na entrada do município para quem vem de Curitiba. Em breve, a fábrica da Ambev, que fica em Curitiba, passará a ser em Ponta Grossa, onde uma grande estrutura está em construção.

Estádio notável

Estádio Germano Krüger, Vila Oficinas

Estádio Germano Krüger, Vila Oficinas

Inaugurado em 12  de outubro de 1941, o Germano Krüger é a casa do Operário. Atualmente tem capacidade para 8.620 pessoas, segundo o Cadastro Nacional de Estádios da CBF. Fica no Bairro de Vila Oficinal, cuja origem é a estrada de ferro. O nome Germano Krüger é uma homenagem ao engenheiro de estradas de ferro alemão que projetou e coordenou as obras do estádio. Nos anos 80, recebeu o segundo anel, que possui apenas um pequeno trecho. É lá onde ficam as cabines de rádios e as sociais.

O time da cidade

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O Operário Ferroviário foi fundado em 1ºde maio de 1912, sendo o clube mais antigo do interior do Paraná e o segundo mais antigo em atividade no futebol do estado. Surgiu da união entre atletas do time da Rede Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC), curiosamente a mesma empresa que veio a incentivar o Ferroviário em Curitiba em 1930, e o Riachuelo. Nunca foi campeão estadual. Carrega a alcunha de Fantasma, por dar sustos nos times da capital quando joga em seu estádio.

Para esta temporada, o Fantasma contratou o técnico catarinense Itamar Schülle, que vem credenciado por uma ótima passagem pelo Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul. Lá, só não foi mais longe pelo erro da diretoria, que liberou jogador sem condições legais para atuar e fez a equipe ser eliminada no STJD. O treinador recomendou alguns jogadores com passagem pelo futebol gaúcho, como o atacante Juba. Outros vieram de outros lados, como o uruguaio Sosa do FC Cascavel, e o meia Ruy Franco, que esteve no Maringá e chegou a ser anunciado no Arapongas, antes do clube nortista desistir da competição. Curioso é o volante Léo Salino, que é irmão gêmeo do meia Leandro Salino, que joga no Olimpiacos da Grécia.

Entre as lendas do Operário está o atacante Zeca. O centroavante foi o artilheiro do Paranaense de 1959 com 26 gols, ficando para sempre no coração do torcedor do Fantasma. Mais recente, é o zagueiro Miltão do Ó, pai dos ex-zagueiros Marcelo e Milton do Ó, este último, auxiliar técnico do j. Malucelli. Ainda mais recente, temos na galeria de ídolos alvinegros o lateral-direito Lisa, prata da casa, presente em boas campanhas da equipe princesina.

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 2)

Claudio Tencatti, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Claudio Tencati, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Continuando com nossa perspectiva do futebol em 2015 com o futebol fora do Trio de Ferro da Capital. O Londrina tornou-se ao mesmo tempo exemplo e time a ser batido em 2015. A fórmula do Londrina, que rendeu em 2014 o Paranaense e o acesso para a Série C, já é aplicada há anos: base forte e garimpagem de alguns reforços emergentes ou de preço em conta. Tudo misturado com a longa manutenção de Claudio Tencati, como técnico, indo para sua quinta temporada seguida no Alviceleste. O Tubarão é um dos clubes que melhor faz a transição profissional-base no estado e tem em seu treinador alguém que já trabalhou com garotos num passado recente. Se no mínimo se mantiver na Série C do Brasileirão, tende a se fortalecer mais ainda, pois garantirá mais temporadas com calendário cheio.

Os desafiantes de fora do Trio de Ferro deste ano parecem estar mais fortes que no ano passado. Pela movimentação de mercado, o J. Malucelli, o Operário, o Rio Branco, o Foz e o estreante FC Cascavel apostaram em alguns nomes com certa grife no futebol do interior e até brasileiro.Por mais que a situação financeira do futebol brasileiro seja periclitante, a diminuição do número de times em uma década (chegamos a ter 16 times na elite estadual, mas agora temos 12) fez com que ficasse mais raro equipes sem competitividade na competição e fez com que subisse a força média das equipes além do trio Coritiba-Atlético-Paraná. Isso refletiu em quase acessos do Operário e do Cianorte e no acesso do Londrina.

Esta temporada é a última com o Paranaense valendo duas vagas para a Série D. A partir deste ano, haverá o Copa FPF, torneio de segundo semestre com equipes sub-23, valendo uma vaga para a partir de 2016. Um efeito colateral interessante serão times investindo mais em jovens e com calendário garantido. Provavelmente, os sub-23 terão contratos mais longos, servindo as clubes não apenas durante o Estadual. É algo que merece ser visto com atenção. Dará certo se os clubes sempre participarem e não esvaziarem a competição, como foram as tentativas anteriores da Copa Paraná.

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