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Ex-paranista busca recomeço no Novo Mundo

Jociel Henrique em ação pelo Novo Mundo: vida entre os canteiros de obras e a esperança de uma nova chance no profissional

Jociel Henrique em ação pelo Novo Mundo: vida entre os canteiros de obras e a esperança de uma nova chance no profissional

Quando subiu para o profissional do Paraná em um dos piores momentos da história do clube, em 2011, na campanha do rebaixamento no Campeonato Paranaense, com apenas 19 anos, o goleiro Jociel Henrique era elogiado como pegador de pênaltis e disputava posição com Thiago Rodrigues, hoje no Figueirense, e Luís Carlos, hoje na Portuguesa, ambos mais velhos. Parecia a história de um goleiro que estava fadado a logo assumir a camisa 1 do Paraná quando ficasse mais experiente, mas cinco anos e duas graves lesões depois, aos 24 anos, a vida do goleiro de 1,92 metro de altura deu uma reviravolta. Sem contrato profissional desde a metade de 2015, Jociel Henrique defende a meta do Novo Mundo, time que disputa a Copa de Futebol Amador da Capital e a Suburbana.

Goleiro, que ficou sem contrato com o Paraná na metade de 2015, é um dos principais nomes do Novo Mundo nesta temporada

Goleiro, que ficou sem contrato com o Paraná na metade de 2015, é um dos principais nomes do Novo Mundo nesta temporada

 

Em 2012, o goleiro que estava disputando posição, sofreu uma fratura no pulso esquerdo, que o tirou de combate por cinco meses. Em 2014, teve de operar menisco do joelho. “Sem dúvida, acredito que me atrapalhou muito. Em 2012, estava disputando posição com dois grandes goleiros e aí você é obrigado a parar e acaba regredindo e perdendo bastante tempo para poder voltar ao nível anterior. Depois, voltei e estava bem recuperado”, contou Jociel Henrique após a vitória do Novo Mundo sobre o Vila Fanny por 6 a 1 no último sábado, em que foi vazado apenas uma vez em cobrança de pênalti batida pelo atacante Dinda. “Ele me lembrou a frieza do Paulo Baier na hora de cobrar o pênalti”, analisou o camisa 1, que enfrentou durante sua passagem pelo Tricolor alguns dos mais tarimbados jogadores do futebol brasileiro dos últimos anos.

Em junho de 2015, com o fim do contrato e a não renovação após sete anos na Vila Capanema, as coisas mudaram bastante para o goleiro, que mora em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. Para sobreviver, passou a trabalhar como servente de obras, até que recebeu um chamado no começo deste ano para defender o Novo Mundo e recomeçar debaixo dos três paus no futebol amador. “Eu estava em casa trabalhando quando tive o convite do ‘seu’ Ivo [Petry, treinador do Novo Mundo] e vim para cá. Primeiramente, estou feliz pelo recebimento aqui e sou grato a ele ao Décio, ao Mazza e todos da comissão técnica”, contou Jociel.

 

Jociel Henrique busca bola no canto: equipe do goleiro fez a melhor campanha da fase inicial da Copa de Futebol Amador

Jociel Henrique busca bola no canto: equipe do goleiro fez a melhor campanha da fase inicial da Copa de Futebol Amador

 

O camisa 1 da equipe que tem até agora a melhor campanha da competição e encara o surpreendente União Ahu nas semifinais tem como sonho voltar a atuar profissionalmente. “Eu pretendo sim [voltar a ter chances no profissional], mas entrego nas mãos de Deus. Se for da vontade dele voltar. Se não fosse aquelas duas lesões, talvez as coisas poderiam ter sido diferentes e mudado minha história”, explicou Jociel Henrique.

O Novo Mundo volta a campo sábado (14), às 15h30, no Ricardo Halick, contra o União Ahu. Confira aqui a rodada completa.

 

Time do Novo Mundo tem além de Jociel, o camisa 9 Marquinhos Cambalhota (ex-Guarani, Chapecoense, Cianorte e J. Malucelli)

Time do Novo Mundo tem além de Jociel, o camisa 9 Marquinhos Cambalhota (ex-Guarani, Chapecoense, Cianorte e J. Malucelli)

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Guia do Paranaense 2016 – O Paraná por telefone – Parte II: 041

O DDD 41 abrange Curitiba, Região Metropolitana, Vale do Ribeira, Litoral e restante do 1.º Planalto, exceto a cidade de Rio Negro (tem o 47 por causa da geminação com Mafra-SC, que gerou acordo entre os estados e suas então companhias telefônicas). É a região mais populosa e industrializada do estado e isso e isso reflete também na quantidade de times presentes. São cinco times na 1.ª Divisão e um na 2.ª Divisão. Total de seis dos 21 times abordados, quase um terço. Se na elite, é uma região com alguns dos favoritos, na Segundona é a região de um azarão, um clube de desempenho imprevisível, ainda mais numa divisão equilibrada. É também a região de ocupação mais antiga, tanto que Paranaguá, cidade do Rio Branco, é a cidade mais antiga do estado, que foi sendo colonizado do litoral para o interior. Por ser um estado com o interior ocupado tardiamente, temos nesta região os dois únicos remanescentes do primeiro Paranaense, o de 1915: Coritiba e Rio Branco. Vamos às equipes e como elas estão no momento:

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Rio Branco

O time de Paranaguá quer ir além de testar a imortalidade, como fez temporada passada ao se salvar na última rodada do Torneio da Morte.  Para isso, aposta em uma mescla de jogadores da base com alguns atletas mais rodados, como o volante Marcos Paulo (ex-Coritiba, Avaí e Paraná) e o retorno do ídolo Ratinho, que estava no Remo. O técnico é velho conhecido do clube, o ex-zagueiro Allan Aal. Estreia dia 31/01, às 17 horas, contra o Maringá em Maringá.

Coritiba

O Coritiba, atual vice-campeão, aposta na experiência do técnico Gilson Kleina. Para a temporada, além de um pacote com Leandro CNH, Amaral e Vinícius, do Palmeiras, repatriou o lateral-direito Ceará, que estava no Cruzeiro e havia vestido a camisa coxa-branca em 2002 e 2003, tendo sido campeão paranaense em 2003 e participado da ótima campanha que levou o clube à Libertadores. Estreia dia 30/01, às 19h30, contra o FC Cascavel no Couto Pereira.

Atlético

Pela primeira vez em muitos anos, o Atlético deve começar o Paranaense com uma equipe próxima da principal. Para isso, até o momento, além da manutenção do técnico Cristóvão Borges, trouxe Thiago Heleno e Paulo André (este um retorno) para a zaga, Vinícius para o meio e André Lima para o ataque. O Furacão não vence o Estadual desde 2009. Estreia dia 31/01, às 17 horas, contra o Operário em Ponta Grossa.

Paraná

O Paraná tem um tabu um tanto maior que seus rivais: não vence desde 2006. O Tricolor passa por uma transição com nova diretoria. O técnico é Claudinei de Oliveira que já tem ao seu dispor o retorno do zagueiro Alisson de empréstimo ao Botafogo e as contratações de Tony, Paulinho Guerreiro e Valber. O Tricolor agora tenta também trazer o atacante Keirrison, que rescindiu com o Coritiba e busca um novo clube. Será que consegue? Estreia dia 31/01, às 19h30, contra o J. Malucelli, na Vila Capanema.

J. Malucelli

O J. Malucelli vem para 2016 com o mesmo técnico de 2015: Ary Marques. A grande atração da equipe do Barigui é o meia Dinelson, ex-Corinthians. Junta-se a ele bons valores como o lateral-direito Cristovam, o zagueiro Leandro Silva, o meia Tomas e o atacante Edu Amparo. Estreia dia 31/01, às 19h30, contra o Paraná, na Vila Capanema.

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Andraus

O time de Campo Largo, cidade da Região Metropolitana de Curitiba, tem uma espécie de temporada de afirmação. Resta saber se a equipe brigará para não voltar à Terceirona, para se manter e se enraizar na Segundona ou seguir o exemplo do PSTC e bancar um assalto ao céu que se chama 1.ª Divisão. Estreia no dia 28/02, às 15h30, contra o Grêmio Maringá, no Atílio Gionédis.

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Prognósticos paranaenses para o Brasileirão

O Brasileirão terá suas duas principais divisões começando no próximo fim de semana. Nelas, são três representantes paranaenses. Em mais algumas semanas, é a Série C que tem sua partida e depois, só em julho, a Série D. É um total de seis equipes representadas. Vendo o desempenho das equipes estaduais na Copa do Brasil, o panorama não é muito animador: Londrina, Paraná e Atlético já estão fora. Coritiba está em desvantagem e o Maringá, que não joga competição nacional, se salvou de ser eliminado em casa na segunda fase, mas não deverá oferecer tanta resistência no jogo de volta. Aqui iremos analisar divisão por divisão as equipes paranaenses neste pré-Brasileiro, com alguns prognósticos e diagnósticos:

 

Série A

Atlético

A situação do Atlético merece atenção. O time teve de lutar contra o rebaixamento no Estadual, situação que foi construída tão logo o time principal entrou em campo. Na Copa do Brasil, penou para passar do Remo (Série D) e caiu no gol fora para o Tupi (Série C). Já está no terceiro técnico do ano. Até o momento, mostrou um time sem alma e com sérios problemas especialmente na meia-cancha. Precisa se reforçar e pensar primeiro em fazer 45 pontos para se livrar do rebaixamento.

O atacante Walter é o principal reforço e esperança de gol do Atlético no Brasileirão (Foto: Gustavo Oliveira / Site Oficial do CAP)

O atacante Walter é o principal reforço e esperança de gol do Atlético no Brasileirão (Foto: Gustavo Oliveira / Site Oficial do CAP)

 

Coritiba

O Coxa está com seus defeitos sendo escancarados pela perda do Paranaense e pela atuação desastrosa da ida da 2.ª Fase da Copa do Brasil. Há um homem gol no time: Rafhael Lucas, prata da casa, mas a equipe ainda é dependente dele. O problema é atrás, com a defesa sendo alvo fácil em bolas aéreas e com dificuldades para ter goleiro confiável. Outro problema é o meio pouco criativo, sendo que o candidato à solução é Ruy, prata da casa, mas que há anos longe, foi destaque do Operário e foi contratado. A exemplo do arquirrival, se não resolver estes problemas, é jogar o Brasileirão na base dos 45 pontos para depois ver o que fazer.

Coritiba precisa acertar sua defesa para pensar em algo além de lutar contra a degola. (Foto: Site Oficial do Coritiba)

Coritiba precisa acertar sua defesa e a armação para pensar em algo além de lutar contra a degola. (Foto: Site Oficial do Coritiba)

 

Série B

Paraná

O Paraná está desde 2008 na Série B. Já esteve perto de subir, como em 2013. Na última quarta-feira, o presidente Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, disse que a equipe vai subir este ano com três rodadas de antecedência. Acho que é mais fanfarronice que outra coisa. Porém, se a equipe conseguir se reforçar sem ficar devendo salários, as coisas começam a se aclarar e aí pode-se pensar em algo diferente de se salvar da Série C com três rodadas de antecedência. Antes disso, nada animador ter caído na Copa do Brasil para o modesto Jacuipense. Um reforço pode render esperanças: Danilo Báia, campeão paranaense pelo Operário e eleito craque da competição por este blog.

Paraná contratou Danilo Báia, lateral do Operário, para a Série B (Foto: Site Oficial do Paraná Clube)

Paraná contratou Danilo Báia, lateral do Operário, para a Série B (Foto: Site Oficial do Paraná Clube)

Série C

Londrina

O Londrina terá de cumprir alguns jogos de portões fechados pelo arranca-rabo do jogo das semifinais da Série D no ano passado, o que torna um pouco mais desafiador este retorno à pirâmide nacional. O elenco passa por reformulação. Coisa de sair 12 jogadores e chegar cinco. Fim de um ciclo para o Tubarão, mesmo chegando mais um ano no pódio do Estadual Por isso, é de acreditar que a nova base, que quebra uma sequência de alguns anos, demore para encaixar. Quem continua é Claudio Tencati, o Ferguson Pé Vermelho, técnico há mais tempo num clube brasileiro. O importante é não passar susto na Série C e, se der, buscar classificação e depois o acesso.

Se tem Londrina, tem Claudio Tencati de técnico (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Se tem Londrina, tem Claudio Tencati de técnico (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

 

Série D

Foz do Iguaçu

O Foz subiu no susto no Paranaense e mordeu uma vaga na Série D com um time bastante cascudo em jogos importantes. O problema do inesperado ter acontecido duas vezes é que o time já teve algumas baixas. Há de se admitir que o Foz é azarão e não se espera tanto dele na Série D. Só que o Foz sabe ser azarão e tirar vantagem disso em uma competição dificílima. O que complica a montagem do elenco é que a competição só começa em julho.

Edson Bastos, que é da cidade, é cotado para seguir no Foz para a Série D, mas nada está definido (Foto: Facebook do Foz)

Edson Bastos, que é da cidade, é cotado para seguir no Foz para a Série D, mas nada está definido (Foto: Facebook do Foz)

 

Operário

Campeão Paranaense, o Operário já sofre baixas importantíssimas, como Danilo Báia (foi para o Paraná), Ruy (foi para o Coritiba) e o goleiro Jhonatan (voltou ao clube de origem, o Joinville). Os titulares que restaram, o atacante Juba tem o contrato mais longo (dezembro). Nem o técnico Itamar Schülle é garantido (contrato acaba e é pretendido pelo Sampaio Corrêa). Se quiser pretender algo de nota também na Série D, repetindo os passos do Londrina, o Fantasma terá de minimizar essas perdas e repôr à altura quem saiu. Para complicar, serão dois longos meses sem jogos, o que dificulta a busca de reforços e manutenção dos atletas atuais. A Série D é dificílima com uma primeira fase regionalizada com adversários que geralmente se equivalem e um mata-mata nacional imprevisível. Vale lembrar que a equipe preferiu não disputar a Taça FPF Sub-23, que vale vaga na Série D de 2016 e que reduz as vagas de Série D do Paranaense de 2016 a apenas uma. Logo, é uma aposta alta e arriscada.

Operário já sofreu baixas para a Série D e poderá ter cara bem diferente no Nacional (Foto: Nicoly França / Assessoria de Imprensa do Operário)

Operário já sofreu baixas para a Série D e terá ter cara bem diferente no Nacional (Foto: Nicoly França / Assessoria de Imprensa do Operário)

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Em longa decisão por pênaltis, Paraná perde para Grêmio e dá adeus à Copinha

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Numa decisão épica de pênaltis, com dez batidas para cada time, o Paraná acabou sendo eliminado nos pênaltis da Copa São Paulo. Em partida realizada na noite de terça-feira (13) no Teixeirão, em São José do Rio Preto, o Tricolor Paranaense foi batido pelo Grêmio nas penalidades máximas por 10 a 9, após empate no tempo normal por 1 a 1. Com isso, o Imortal se classificou para as oitavas de final, em que enfrentará o Goiânia, que mais cedo bateu o Linense por 3 a 2.

GrupoB

No primeiro tempo de jogo, o Grêmio mostrou mais capacidade de armar jogadas e com isso chegou à frente aos 34 minutos, quando o centroavante Luiz Felipe aproveitou cruzamento vindo da direita e cabeceou para abrir o marcador.

O Paraná voltou melhor no segundo tempo e em trama pela direita chegou ao empate, com Alex Brilhante recebendo na área, dominando e chutando para o gol aos 12 minutos.

Aos 23 minutos, o Grêmio ficou com um jogador a menos em campo. O zagueiro Lucas Dias deu um carrinho por trás em Yan e levou o vermelho direto. Com isso, o time gaúcho ficou mais vulnerável às estocadas paranistas, muitas delas parando no goleiro Gritti.

Com o empate, a decisão foi para os pênaltis. Todos os jogadores foram acertando as cobranças, que acabaram indo para as alternadas. Quando chegou a hora dos goleiros, Lucão do Paraná bateu fraco e viu Gritti fazer a defesa. Na sequência, o goleiro gremista converteu a sua cobrança e garantiu a classificação do time para as oitavas de final.

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Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Curitiba

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Hoje, no Futebol Metrópole, na segunda parte de nosso Guia das Cidades do Paranaense 2015, teremos Curitiba, capital do estado e única cidade com mais de um time na competição, logo quatro; Coritiba, Atlético, Paraná e J. Malucelli. São três equipe que estão sempre os favoritos e outra que fez alguns investimentos interessantes para a competição que começa no dia 31.

Curitiba fica no 1.º Planalto Paranaense, região entre a Serra do Mar e a Serrinha do Purunã. Segundo dados de 2013 do IBGE, tem 1.848.946 habitantes, sendo que a Região Metropolitana possui 3.429.888 pessoas segundo a mesma projeção. É o segundo mais antigo município do Paraná, tendo sido fundado em 29 de março de 1693 com o nome de Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais de Curitiba (ninguém mais vai reclamar no nome do Jan Venegoor Of Hesselink). Mas antes, já por volta de 1660 já havia assentamentos originados da busca pelo ouro, descoberto antes em Paranaguá.

Com os anos, Curitiba foi crescendo, passando por vários ciclos econômicos. O ciclo da erva-mate, por exemplo, coincidiu com a emancipação do estado, em 1853, e fez da cidade, importante polo de processamento, capital do estado. A erva-mate propiciou a primeira industrialização da cidade, na região do Rebouças. A segunda onda veio nos anos 70, com a criação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e a terceira, a partir dos anos 90, afetou principalmente a região metropolitana. A cidade é conhecida pela atividade industrial, setor de serviços e por inovações urbanísticas como o sistema de BRT, que foi criado e implantado inicialmente na cidade. As principais atrações turísticas são os diversos parques espalhados pelo município e regiões gastronômicas como os bares do Centro Histórico e os restaurantes de Santa Felicidade. Curitiba é também a terra dos Costelões 24 Horas, onde, há qualquer hora do dia, pode-se comer costela assada com acompanhamentos.

Estádios notáveis

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Estádio Joaquim Américo Guimarães, a Arena da Baixada

 

Mais antigo e mais novo ao mesmo tempo. O Joaquim Américo Guimarães, conhecido pela alcunha de Arena da Baixada, está no atual local desde 1914. Teve várias encarnações: arquibancada de madeira, de cimento, remodelação de 1994, Arena de 1999 e a remodelação para a Copa do Mundo de 2014. É a casa do Atlético Paranaense e tem capacidade para 43 mil pessoas.

Estádio Major Antônio Couto Pereira. Note que a imagem do Google Maps não apresenta ainda o Setor Pro-Tork, na reta da Mauá, inaugurado em 2014

Estádio Major Antônio Couto Pereira. Note que a imagem do Google Maps não apresenta ainda o Setor Pro-Tork, na reta da Mauá, inaugurado em 2014

Inaugurado em 1932 ainda com o nome de Belfort Duarte, o Couto Pereira (nome do militar cearense que presidiu o Coritiba e idealizou o estádio) foi crescendo por anos, sendo por alguns dele o maior do estado, título que perdeu recentemente para a Arena da Baixada. A melhoria mais recente foi o Setor Pró-Tork, na reta da Mauá, com novos camarotes e cadeiras. é a casa do Coritiba e a capacidade está em 40.502 lugares.

VilaCapanema

Estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema

Inaugurado em 1947, a Vila Capanema foi sede de duas partidas na Copa do Mundo de 1950. A propriedade do estádio variou de acordo com as fusões dos clubes. Primeiro foi do Ferroviário, depois do Colorado e hoje do Paraná Clube. Sua última ampliação foi em 2007, quando foi construída a Curva Norte e novos camarotes na Reta do Relógio. Tem capacidade para 20.083 torcedores.

VilaOlímpica

Estádio Presidente Erton Coelho de Queiroz, a Vila Olímpica do Boqueirão

Inaugurado em 1983, era inicialmente a casa do Pinheiros, que se fundiu ao Colorado e deu origem ao Paraná Clube. Inspirado em alguns estádios argentinos, foi casa das categorias de base e mais recentemente recebeu treinamentos. Em 2013, alguns jogos foram no campo do Boqueirão. Chegou a abrigar 18 mil torcedores, foi diminuído para 16 mil e hoje comporta 8 mil em virtude do não uso do segundo anel, pois os acessos são inadequados.

Pinheirão

Centro Poliesportivo Pinheirão

 

O Pinheirão pode ser chamado de ex-estádio. Projetado para ser gigante, não saiu completamente do papel. Foi causador de muitas dívidas para a Federação e muita dor de cabeça para quem o usou. Inicialmente, teria 200 mil lugares. Foi inaugurado para 45 mil, que viraram 23 mil na última remodelação. Sem time jogando, acabou sendo lacrado em 2007 por falta de condições. Em 2013 foi leiloado para abater dívidas da FPF. O novo dono, o empresário João Destro, ainda não definiu o que fazer com esse tal Pinheirão.

Eco-Estádio Janguito Malucelli. Note que no Google Maps está ainda com as arquibancadas temporárias que aumentaram a capacidade do local entre 2012 e 2013

Eco-Estádio Janguito Malucelli. Note que no Google Maps está ainda com as arquibancadas temporárias que aumentaram a capacidade do local entre 2012 e 2013

Talvez o mais inusitado estádio do país. inaugurado em 2007 tem assentos colocados sobre a encosta de um morro. Tem capacidade para 4.200 torcedores e é a casa do J. Malucelli. Teve ampliação temporária entre 2012 e 2013 para sediar jogos do Atlético, que não tinha outras opções de estádio durante as reformas da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.

Times da cidade (em ordem de fundação)

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O Coritiba foi fundado em 12 de outubro de 1909, inicialmente como clube da colônia alemã e depois se tornando um clube popular. Mais antigo time de futebol da cidade, é o único que participou de todos os campeonatos paranaenses desde o início, 1915. E junto com o Rio Branco é o único remanescente da primeira edição. Tem como principais títulos o Brasileiro de 1985, as Séries B de 2007 e 2010 e 37 campeonatos paranaenses, o último em 2013.

Até o momento, a contratação de maior valor sentimental para o torcedor coxa-branca é o retorno do meia Pedro Ken, que é prata da casa e estava no Cruzeiro. É a oportunidade de tentar recolocar a carreira nos eixos no clube que o revelou. Olho também em outro jogador que quer recuperar a carreira, o veloz atacante Negueba. Marquinhos Santos é o técnico.

O Coritiba lidou recentemente com a despedida de duas lendas suas. Alex, encerrou a carreira de jogador, como capitão e camisa 10 do clube que torce e o revelou. Outra lenda, o zagueiro Aroldo Fedatto, defendeu o clube nos anos 40 e 50, tornando-se sinônimo de Coritiba. Ídolo que mereceu todas as referências, inclusive de Alex, morreu aos 88 anos em setembro de 2013.

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Fundado em 26 de março de 1924, o Atlético tem raízes que remontam a 1912, quando foi fundado o Internacional, primeiro campeão paranaense, em 1915. O Internacional teve uma dissidência esportiva, o América, de onde saiu uma rivalidade. Com o domínio do Britânia entre 1918 e 1923, os rivais se fundiram e deram origem ao Rubro-Negro da Baixada. Os maiores feitos atleticanos são o Brasileirão de 2001, a Série B de 1995 e 22 títulos paranaenses, o último em 2009.

Pela terceira temporada consecutiva, o Atlético não usará a equipe principal no Paranaense. O time Sub-23 vestirá a camisa e entrará em campo. Como o nome sugere, é um time formado principalmente por jovens (alguns extrapolam os 23 anos, mas são exceções). Do grupo que se apresentou para a disputa dois destaques. O primeiro é o lateral-esquerdo Héracles, que retorna após grave lesão que quase custou o fim da carreira. Outro é o atacante Gustavo Marmentini, que esteve emprestado à Liga Indiana e chamou a atenção ao fazer um golaço com fila pelo Delhi Dynamos. Enquanto a equipe principal é treinada por Claudinei Oliveira, é de Marcelo Vilhena a responsabilidade pelo Sub-23.

Nos dois últimos anos, o Atlético perdeu duas de suas lendas, que são lendas do futebol brasileiro também: Djalma Santos e Bellini, que encerraram a carreira na Baixada com status de ídolos. O Furacão segue com duas lendas vivas. O mais velho é Jackson, o grande craque do Furacão de 1949, que está com 90 anos e bastante lúcido. Outra lenda é Sicupira, maior artilheiro da história do clube, com 157 gols, e que aos 70 anos é comentarista de rádio.

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O Paraná Clube é relativamente jovem, sendo fundado em 19 de dezembro de 1989. Porém, a história do Tricolor tem suas raízes a partir de 1912, quando foram fundados seus primeiros antecessores. Vamos usar um organograma para entender a história das fusões que deram origem ao Paraná (incluindo clubes que foram mudando de nome):

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Os principais títulos do Paraná são as Séries B de 1992 e 2000 (Módulo Amarelo da João Havelange), além de sete estaduais, o último em 2006.

Para o Paranaense, o Paraná está contendo gastos, mas uma contratação chama a atenção: o volante Marcos Paulo, ex-Coritiba. Com o retorno de Ricardo Conceição, tem tudo para ser uma dupla qualificada de volantes.

Por ser um clube jovem, o Paraná tem duas lendas na ativa: o goleiro Marcos e o meia Lúcio Flávio. Além deles, vale destacar o ex-meia Ricardinho, que deixou de ser recentemente o técnico da equipe, e o ex-atacante Saulo, maior artilheiro da história do clube com 104 gols.

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O J. Malucelli é outro clube jovem. Foi fundado em 20 de dezembro de 1994 sob o nome de Malutrom. O nome atual veio em 2005. Entre 2009 e 2012, fez parceria com o Corinthians, virando Corinthians Paranaense, voltando ao nome anterior após o fim da parceria. Tem como maior título, ainda sob o nome de Malutrom, a Série C de 2000 (a decisão dos Módulos Verde/Branco da João Havelange).

O time para 2015 tem algumas aquisições interessantes como o meia Netinho (ex-Atlético), o lateral-direito Cristovam (ex-Arapongas) e o atacante Reis (ex-Ponte Preta). O técnico da equipe é Ari Marques.

A juventude do clube permite que suas lendas estejam por aí. O meia Tcheco foi o capitão do time que levantou o Módulo da João Havelange. É atualmente membro da comissão técnica do Coritiba. O volante Jucilei está na ativa no Mundo Árabe e foi a maior venda da história da equipe. Bruno Batata é o centroavante da atual equipe e é sinônimo de J. Malucelli no Campeonato Paranaense.

 

 

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Paraná e Coritiba se classificam para mata-mata da Copinha

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Paraná e Coritiba venceram na rodada deste sábado (10) e garantiram classificação para a próxima fase da Copa São Paulo de Futebol Junior 2015, a 32 Avos de Final. Enquanto o Coxa bateu o Paulínia por 1 a 0 e manteve os 100% de aproveitamento, o Tricolor precisou fazer vantagem no segundo tempo para bater o Tanabi por 3 a 0 e passar para o mata-mata pelo critério de saldo de gols. O outro representante paranaense, o Atlético, decide sua sorte no domingo (11), às 11 horas, contra o Flamengo-SP. Se passar, o futebol paranaense terá 100% de seus times iniciais no mata-mata da competição.

No saldo e na coragem

Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo, Tanabi. Sede do Grupo A

Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo, Tanabi. Sede do Grupo A

Com a vitória do Mirassol sobre o Atlético Itapemirim na preliminar por 3 a 2, o Paraná precisava fazer dois gols de saldo para ser o primeiro do Grupo A, pois o Mirassol tinha mais gols marcados. O jogo contra o Tanabi parecia encaminhado para uma decisão dramática após o primeiro tempo terminar sem gols. Porém, o Tricolor fez os gols que precisava na segunda etapa. Gabriel Santos abriu o placar de falta aos 17 minutos. Os gols da classificação da Gralha Azul saíram em sequência com Elivélton aos 29 e Diego aos 30.

Na próxima fase, o Paraná enfrentará o campeão do Grupo B, o Grêmio, que sedimentou sua posição ao bater o América-SP por 3 a 0.

Coxa 100%

Estádio Municipal Luiz Perissinotto, em Paulínia. Sede do Grupo M

Estádio Municipal Luiz Perissinotto, em Paulínia. Sede do Grupo M

O Coritiba entrou em campo dependendo e apenas um empate para ser o primeiro colocado do Grupo M. E fez um pouco mais, batendo o Paulínia, único time que poderia ameaçar a classificação, por 1 a 0. O único gol da partida foi marcado aos 24 minutos do 1.º tempo com o centroavante Douglas aproveitando cruzamento com uma cabeçada. Na outra partida da chave, cumprindo tabela,  o Red Bull Brasil bateu o São José-AP por 3 a 2.

O adversário do Coritiba na próxima fase é o Vitória, que bateu o Atibaia por 3 a 1 e garantiu a primeira posição do Grupo N. A partida será em Paulínia.

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Quarta vitoriosa com duas goleadas deixa paranaenses com chances de avançar na Copinha

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A rodada de quarta-feira (8) foi excelente para o futebol paranaense na Copa São Paulo de Futebol Junior. Os três representantes do estado saíram com importantes vitórias e chegam à terceira e última rodada com chances concretas de classificação como primeiros colocados de seus grupos para a fase de mata-mata. Duas destas vitórias foram goleadas, com o Coritiba fazendo 8 a 0 no São José-AP e o Atlético fazendo 6 a 2 no Palmeira-RN. O Paraná, que está numa chave que se mostrou equilibrada, bateu o Atlético Itapemirim por 1 a 0.

Completamente aberto

Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo, Tanabi. Sede do Grupo A

Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo, Tanabi. Sede do Grupo A

Foi do atacante Yan Mello, logo aos 5 minutos de jogo o gol que deu a vitória do Paraná sobre o Atlético Itapemirim em Tanabi. Como o Mirassol venceu o Tanabi por 2 a 1 na preliminar, o Grupo A segue em aberto com o time auriverde liderando pelo critério de gols marcados e o Tricolor em segundo, ambos com quatro pontos.

Para selar a classificação, o Paraná precisará vencer o Tanabi e superar o saldo do Mirassol caso este vença o Atlético Itapemirim. Um empate entre Mirassol e Itapemirim faz o Tricolor depender de vitória simples. Vitória dos capixabas, deixa o time da Vila Capanema dependente apenas de um empate. Os dois jogos serão no sábado (10), com a preliminar às 14 horas entre Mirassol e Atlético Itapemirim e o jogo de fundo às 16 horas entre Paraná e Tanabi.

C8ritiba

Estádio Municipal Luiz Perissinotto, em Paulínia. Sede do Grupo M

Estádio Municipal Luiz Perissinotto, em Paulínia. Sede do Grupo M

O Coritiba encaminhou a classificação ao se manter com 100% de aproveitamento na Copinha. A vitória nesta quarta-feira foi de 8 a 0 sobre o São José-AP. Os gols do Coxa foram marcados por Luccas Barreto (duas vezes), Kady (três vezes), Raphael Veiga (duas vezes) e Juninho (apenas uma). Na preliminar, Paulínia e Red Bull não fizeram os gols que abundaram na partida de fundo e ficaram no 0 a 0. Com isso, o Alviverde é líder isolado do Grupo M com seis pontos, contra quatro do Paulínia, um do Red Bull e nenhum do São José-AP.

Para se classificar, o Coritiba precisa de apenas um empate contra o Paulínia na última rodada da fase, também sábado (10). A partida é às 16 horas, logo após o cumprimento de tabela entre Red Bull e São José-AP.

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Comemoração de gol do Coritiba: a coisa que mais aconteceu nesta quarta-feira em Paulínia (Foto: Site Oficial do Coritiba)

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Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos. Sede do Grupo Y

Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos. Sede do Grupo Y

Em Guarulhos, debaixo de chuva, o Atlético atropelou o Palmeira-RN por 6 a 2. Os nomes da tarde foram Crysan e Chico, cada um com três gols. Os potiguares descontaram com dois gols de Lucas. A preliminar disputada entre Flamengo-SP e São Caetano terminou com vantagem de 3 a 2 para o Azulão. O Atlético lidera pelo saldo de gols de quatro, contra um do São Caetano, ambos com quatro pontos. O Flamengo-SP tem três e o Palmeira-RN tem nenhum.

Para se classificar, o Furacão precisa vencer o Flamengo-SP na última rodada e manter a vantagem no saldo. A partida entre as duas equipes é domingo (11), às 11 horas. Caso a preliminar entre São Caetano e Palmeira-RN, às 9 horas, termine empatada, um empate garante o Furacão no mata-mata, o mesmo valendo para uma vitória potiguar no confronto.

 

Time do Atlético posado antes de golear o Palmeira-RN (Foto: Marco Oliveira / Site Oficial do CAP)

Time do Atlético posado antes de golear o Palmeira-RN (Foto: Marco Oliveira / Site Oficial do CAP)

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Coisas simples (ou o fluxograma de contratações paranistas)

Luciano Gusso é o técnico que começa a temporada no Paraná Clube (Foto: Site oficial do Paraná)

Luciano Gusso é o técnico que começa a temporada no Paraná Clube (Foto: Site oficial do Paraná)

O Paraná Clube chegou a ameaçar uma engrenada no fim da temporada passada. A equipe era uma mescla de alguns jovens, com contratações que viraram apostas e jogadores que integram a equipe há algumas temporadas. Porém, das contratações da última temporada, um índice baixo teve o impacto necessário no time principal, diferente por exemplo da Série B de 2013 em que quase subiu e tinha reforços bem colocados no time. Claro que o acerto não é de 100%, mas é preferível cautela num clube sem tanto dinheiro e que luta para deixar de ser deficitário e passar a honrar todos os compromissos em dia. É um pouco óbvio, mas o Futebol Metrópole dá uma dica de fluxograma para contratações para que os responsáveis por montar a equipe não cometam os mesmos erros da temporada passada, ainda mais com um orçamento longe dos sonhos. Na real, o funcionamento é teoricamente simples, mas distante da baciada de atletas que vieram e foram embora durante 2014:

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Em tempo

O Paraná se reapresentou nesta segunda-feira (5) com elenco bastante reduzido. Total de 14 jogadores do elenco principal, mais cinco em transição para o elenco de cima. Dos 14, cinco são contratações. Lúcio Flávio negocia para ficar e ser o 20.º elemento. Sendo assim, caso não aproveite ninguém da Copinha, precisará de pelo menos mais umas cinco contratações. Segue pequena análise do perfil dos cinco jogadores que chegaram, a maioria claramente reposição de jogadores que saíram:

Marcos Paulo – Volante – Nascido em 1990 – Ex-Coritiba, perfil de substituto de Edson Sitta, que saiu do clube. Tende a dar certo e se firmar.

Paulo Henrique – Centroavante – Nascido em 1993 – Revelado pelo Atlético-MG, mas estava no Caxias – Pelo porte físico, é aposta para ocupar a função que era de Giancarlo e de Adaílton. É isso mesmo: aposta.

Bruninho – Lateral-esquerdo – Nascido em 1993 – Estava no Bragantino – Deve recompor numericamente a lateral-esquerda e disputar posição com o jovem Yan.

Adriano – Lateral-direito – Nascido em 1987 – Passagens por Atlético e Atlético-GO – Claramente contratado para repor a saída de Auremir, mas precisa mostrar mais do que mostrou no time da Baixada.

Rodrigo Tosi – Meia – Nascido em 1983 – Revelado pelo Jotinha nos tempos que era Malutrom, rodou por Suíça, Grécia, Irã e estava no DPMM de Brunei, que disputa a Liga de Cingapura – Se der certo, tem de se bater palmas para quem o encontrou, embora seja natural de Curitiba. A seu favor, foi eleito o melhor jogador da última liga pela revista Four-Four-Two. Pela posição e porte, foi contratado para dividir o protagonismo no meio de campo com Lúcio Flávio ou assumi-lo, caso o Tricolor não possa contar com seu ídolo.

 

 

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Futebol paranaense começa a Copinha com uma vitória e dois empates

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A participação do futebol paranaense na Copa São Paulo começou neste domingo  (4) com uma vitória e dois empates na rodada de abertura da competição, que é sub-20. Quem fez o melhor papel foi o Coritiba, que bateu o Red Bull por 2 a 1. O Atlético ficou no 0 a 0 com o São Caetano, enquanto que o Paraná tomou o gol de empate nos acréscimos em jogo contra o Mirassol encerrado com placar de 1 a 1.

Perrengues em Tanabi

Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo, Tanabi. Sede do Grupo A

Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo, Tanabi. Sede do Grupo A

Antes da bola rolar em Tanabi, sede do Grupo A, Paraná e Mirassol sofreram com a falta de estrutura do Estádio Municipal Prefeito Alberto Victolo. Sem vestiários suficientes para uma rodada dupla, a partida teve de ser atrasada em meia-hora até que a arbitragem da primeira partida e os atletas de Atlético Itapemirim e Tanabi desocupassem as instalações, mostrando o peso político das escolhas de sedes em detrimento de locais que poderiam ter espaço adequado.

Com a bola rolando, as equipes ficaram no 1 a 1, com Gustavo do Mirassol marcando contra para o Paraná e Pedro Neto empatando aos 46 do segundo tempo para os paulistas. Como Tanabi e Atlético Itapemirim empataram pelo mesmo placar, 1 a 1, a chave ficou completamente imprevisível com todos os times empatados. Para se classificar em primeiro do grupo, o Tricolor precisará vencer os dois jogos que restam e torcer para o Mirassol empatar ao menos uma das partidas ou não fazer saldo maior caso vença duas vezes. O próximo jogo do Paraná é quarta-feira (7), 16 horas, contra o Atlético Itapemirim.

Time do Paraná posado antes da partida contra o Mirassol (Foto: Luíza Montigelli / Paraná Clube)

Time do Paraná posado antes da partida contra o Mirassol (Foto: Luíza Montigelli / Paraná Clube)

Boa largada alviverde

Estádio Municipal Luiz Perissinotto, em Paulínia. Sede do Grupo M

Estádio Municipal Luiz Perissinotto, em Paulínia. Sede do Grupo M

O Coritiba estreou bem pelo Grupo M, em Paulínia, ao vencer o Red Bull Brasil por 2 a 1. O Coxa abriu vantagem no primeiro tempo ao marcar com o zagueiro Fernando Dinis e com o atacante Douglas. Na segunda etapa o Touro Louco descontou com Jhonny.

No outro jogo da chave, o Paulínia estreou goleando o São José-AP por 4 a 0, assumindo a liderança da chave pelo critério de saldo de gols. Atropelado na estreia, o time do Amapá é justamente o próximo adversário do Coritiba, quarta-feira (7), às 16 horas. Uma vitória deixa o time do Alto da Glória dependente apenas de suas próprias forças para ser o primeiro do grupo e conquistar classificação direta para a fase 32 avos de final.

Coritiba conquistou importante vitória na estreia da Copinha (Foto: Site Oficial do Coritiba)

Coritiba conquistou importante vitória na estreia da Copinha (Foto: Site Oficial do Coritiba)

Gols em Guarulhos fechados para pousos e decolagens

Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos. Sede do Grupo Y

Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos. Sede do Grupo Y

Em Guarulhos, cidade do aeroporto mais movimentado do Brasil e sede do Grupo Y, Atlético e São Caetano reeditaram a final do Brasileirão de 2001. Mas, diferente dos sete gols em duas partidas daquela oportunidade, os radares do Estádio Antônio Soares de Oliveira não registraram gol no duelo entre as equipes.

O outro jogo da chave teve vitória do Flamengo-SP sobre o Palmeira-RN por 2 a 1, colocando o time da casa na liderança da chave. Sendo assim, o placar de 0 a 0 obrigará o Atlético a vencer as duas próximas partidas e, caso o São Caetano vença também as duas partidas seguintes, terá de fazer maior saldo. Caso o Flamengo-SP vença o Azulão na próxima rodada, o Furacão, precisará vencer as duas partidas e tirar saldo do time da casa na última rodada. Assim como seus coirmãos, o Furacão também jogará quarta-feira (7), às 16 horas. O adversário é o Palmeira-RN.

Atlético e São Caetano jogaram em Guarulhos (Foto: Marco Oliveira / Site Oficial do CAP)

Atlético e São Caetano jogaram em Guarulhos (Foto: Marco Oliveira / Site Oficial do CAP)

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Reinícios, continuidades e recomeços (parte 1)

Claudinei Oliveira, Marquinhos Santos e Luciano Gusso (Sites oficiais de Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná, respectivamente)

Claudinei Oliveira, Marquinhos Santos e Luciano Gusso (Sites oficiais de Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná, respectivamente)

O futebol de 2014 no Brasil acabou e os clubes profissionais já estão de olho em 2015. O Trio de Ferro de Curitiba começou, no meu ver, bem sua transição de temporada, dentro de suas possibilidades e ambições. Com isso, todo o percurso até a virada de janeiro para fevereiro, quando o Paranaense começa, parece estar traçado.

Quem mudou menos, a princípio, foi o Atlético. Mesma diretoria, mesmo treinador, Claudinei Oliveira. O desafio do técnico é sobreviver À rotatividade do cargo — pelo menos desde 1992, nunca um mesmo treinador começa e encerra a temporada no clube sem ser demitido. Para isso, precisa de material humano para encarar a temporada. O bom fim de Brasileirão serve como ponto de partida, quando o time arrancou para uma oitava posição ligeiramente acima das expectativas criadas para um time extremamente jovem e em processo de amadurecimento. Resta apenas repor algumas saídas, reforçar laterais, especialmente a direita, a zaga, e adicionar profundidade ao elenco, podendo ser com jovens que se destacarem no Estadual pelo sub-23. Aliás, algo bastante positivo tem sido a transição base-profissional do Furacão, que encurtou o caminho dos garotos para o time principal, dando um pouco de cancha, permitindo encontrar caras novas e mais baratas já dentro do CT do Caju.

O Coritiba mudou de diretoria após eleições movimentadas. Saiu Vilson Ribeiro de Andrade e entrou Rogério Bacellar. Uma medida bastante acertada foi manter Marquinhos Santos, que salvou a equipe do rebaixamento e esteve perto de ir para o Vasco. O clube tem uma dívida de mais de R$ 200 milhões, segundo os novos comandantes, e isso deve influenciar na montagem do grupo. O ideal é montar uma equipe mais em conta, sem salários inflacionados, principalmente de jogadores que acabaram encostados. Um desafio da reforma da equipe é achar formas de suprir a liderança técnica e de vestiário do agora aposentado Alex. Além disso, urge reforços especialmente para o ataque, até porque o melhor atacante do segundo semestre, Joel, que pertencia ao Londrina, foi para o Cruzeiro, e sem ele o Coxa penou para encontrar alternativas confiáveis dentro do elenco. Outra urgência é melhorar a transição base-profissionais num clube com bons resultados recentes entre os jovens, mas que tem dificuldades de aproveitá-los com mais eficiência no time principal.

Sem Ricardinho, que não entrou em acordo com a diretoria e saiu para o Santa Cruz, o Paraná tomou a medida mais sensata ao efetivar o auxiliar Luciano Gusso. Por conhecer a base e o elenco principal, torna-se um atalho para que não se contrate além das necessidades, um problema que apareceu principalmente no começo da temporada passada, com pacotão de jogadores chegando e apenas alguns se criando na Vila Capanema. Vale lembrar que a situação financeira paranista não é das melhores e isso tem sim influenciado o clube em campo, por mais que o jogador consiga se desvincular dos atrasos quando a bola rola, por isso Gusso é uma alternativa também mais em conta que buscar professores no mercado, que redunda em apostas que no passado não deram certo, como Milton Mendes. A exemplo das últimas temporadas, é salutar aproveitar alguns bons jovens da base, assim como tentar a continuidade de Lúcio Flávio e Marcos, os dois jogadores mais experientes do elenco, líderes do vestiário, identificados com o clube, e que podem dar atalhos para os garotos. O Paranaense tem de ser novamente um laboratório, mas desta vez com mais sensatez na hora de ir ao mercado e de olho em alguns destaques que devem surgir num Campeonato Paranaense que se aproxima com alguns nomes interessantes.

 

Na segunda parte desta análise perspectiva, daremos uma olhada no interior do Paraná.

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