Tag Archives: Rio Branco

Ídolo parnanguara busca título inédito na Suburbana

O Santa Quitéria de Ratinho, de amarelo à esquerda, já está classificado para o mata-mata da Suburbana

O Santa Quitéria de Ratinho, de amarelo à esquerda, já está classificado para o mata-mata da Suburbana

Uma das atrações do Santa Quitéria, equipe com passaporte carimbado para a segunda fase, nesta Suburbana é velho conhecido do torcedor paranaense, especialmente de Paranaguá. Se o Rio Branco local teve a precisão de Oromar e toda a magia de Mandrake no século XX, no século XXI, o clube parnanguara pode ser resumido na trajetória de Ratinho, 36 anos, 12 deles pelo Leão da Estradinha, agora de passagem pelo futebol amador em busca de um título que ainda não tem.

Ratinho já disputou duas Suburbanas, uma pelo Trieste e outra pelo Vila Fanny, outros dois pesos-pesados do certame. Nas duas oportunidades, nada de título. Pelo Santa Quitéria, atual campeão, a primeira parte da missão foi feita, com o time liderando o certame com 20 pontos, classificando e com as três rodadas que restam da fase de classificação sendo oportunidades de buscar o primeiro lugar e a vantagem de decidir em seus domínios começando pelo duelo direto contra o Iguaçu, terceiro colocado, neste sábado, no Egydio Ricardo Pietrobelli, justamente reedição da decisão passada.

O Futebol Metrópole falou com Ratinho ainda na estreia  da equipe, quando o camisa 10 fez os seus únicos dois gols até o momento em uma boa estreia contra o Imperial. No entanto, ele não aparece nas escalações desde a quarta rodada, muito devido a compromissos eleitorais em Paranaguá, mas é esperado que volte para os momentos decisivos.

“Vamos buscar sim o título. É bastante gratificante disputar pela equipe do Santa Quitéria com vários conhecidos de jogar junto e de jogar contra. Temos de trabalhar muito em busca dele”, afirmou.

Nesta temporada, o atleta disputou sua 12.ª temporada profissional pelo Rio Branco, sendo fundamental para o time parnanguara se salvar mais uma vez da degola. Uma próxima temporada ainda era tratada como incógnita pelo atleta, que não descarta uma aposentadoria dos gramados profissionais. “Vai depender muito do que acontecer até o final do ano. Pode ser que eu continue por lá ou então acabe parando com o futebol profissional neste ano”, disse.

Um fato bastante curioso, no caso uma coincidência da bola e que ressalta a idolatria pelo que fez como atleta no Litoral se reflete na categoria juvenil. O Santa Quitéria fez uma parceria com uma equipe de base que treina no campo da Brasil Foods, em Paranaguá. O Santa Quitéria juvenil ainda briga por uma vaga na próxima fase e pelo direito de acompanhar os adultos. Na primeira rodada, a entrada em campo do ídolo logo após a preliminar, deixou bastante garotos boquiabertos e muitos deles interessados em fotos e autógrafos com o herói local. “A gente acaba virando referência principalmente com a molecada sub-17 e os pequenos. Agradeço a Deus, pois é algo conquistado e é um grande prazer em estar com eles. Estou muito feliz de ter jogado 12 temporadas lá, de ser da cidade e também estou muito feliz com o carinho aqui do pessoal do Quitéria e também do Rio Branco lá”, completou.

Em 2015, Ratinho teve mais uma passagem pelo futebol do Pará, onde atuou por sete temporadas. No Remo, campeão estadual, passou por uma situação curiosa. Atuou ao lado de Flávio Caça-Rato. Ratinho e Caça-Rato, por mais que sejam apelidos antagônicos, acabaram por formar uma dupla. “Foi bastante gratificante. Foi um jogador campeão pelo Santa Cruz com torcida recebendo no aeroporto em Belém. Caça-Rato e Ratinho deu certo? Deu. Foi campeão em 2015. Agora, ele segue carreira em outro lugar e pessoal realmente brincava com isso dos apelidos”, relembrou após uma gargalhada por relembrar os apelidos da dupla.

 

Neste fim de semana, o Futebol Metrópole faz um pequeno recesso, mas volta na segunda-feira atualizando tudo que aconteceu na rodada da Suburbana, da Taça FPF e da Terceirona Paranaense. Voltaremos com coberturas in loco na próxima semana.

Confira aqui nosso mais recente Boletim da Suburbana em vídeo.

Leave a Comment

Filed under Futebol Alternativo, Metrópole adentro

Guia do Paranaense 2016 – O Paraná por telefone – Parte II: 041

O DDD 41 abrange Curitiba, Região Metropolitana, Vale do Ribeira, Litoral e restante do 1.º Planalto, exceto a cidade de Rio Negro (tem o 47 por causa da geminação com Mafra-SC, que gerou acordo entre os estados e suas então companhias telefônicas). É a região mais populosa e industrializada do estado e isso e isso reflete também na quantidade de times presentes. São cinco times na 1.ª Divisão e um na 2.ª Divisão. Total de seis dos 21 times abordados, quase um terço. Se na elite, é uma região com alguns dos favoritos, na Segundona é a região de um azarão, um clube de desempenho imprevisível, ainda mais numa divisão equilibrada. É também a região de ocupação mais antiga, tanto que Paranaguá, cidade do Rio Branco, é a cidade mais antiga do estado, que foi sendo colonizado do litoral para o interior. Por ser um estado com o interior ocupado tardiamente, temos nesta região os dois únicos remanescentes do primeiro Paranaense, o de 1915: Coritiba e Rio Branco. Vamos às equipes e como elas estão no momento:

pr20161adivisao

Rio Branco

O time de Paranaguá quer ir além de testar a imortalidade, como fez temporada passada ao se salvar na última rodada do Torneio da Morte.  Para isso, aposta em uma mescla de jogadores da base com alguns atletas mais rodados, como o volante Marcos Paulo (ex-Coritiba, Avaí e Paraná) e o retorno do ídolo Ratinho, que estava no Remo. O técnico é velho conhecido do clube, o ex-zagueiro Allan Aal. Estreia dia 31/01, às 17 horas, contra o Maringá em Maringá.

Coritiba

O Coritiba, atual vice-campeão, aposta na experiência do técnico Gilson Kleina. Para a temporada, além de um pacote com Leandro CNH, Amaral e Vinícius, do Palmeiras, repatriou o lateral-direito Ceará, que estava no Cruzeiro e havia vestido a camisa coxa-branca em 2002 e 2003, tendo sido campeão paranaense em 2003 e participado da ótima campanha que levou o clube à Libertadores. Estreia dia 30/01, às 19h30, contra o FC Cascavel no Couto Pereira.

Atlético

Pela primeira vez em muitos anos, o Atlético deve começar o Paranaense com uma equipe próxima da principal. Para isso, até o momento, além da manutenção do técnico Cristóvão Borges, trouxe Thiago Heleno e Paulo André (este um retorno) para a zaga, Vinícius para o meio e André Lima para o ataque. O Furacão não vence o Estadual desde 2009. Estreia dia 31/01, às 17 horas, contra o Operário em Ponta Grossa.

Paraná

O Paraná tem um tabu um tanto maior que seus rivais: não vence desde 2006. O Tricolor passa por uma transição com nova diretoria. O técnico é Claudinei de Oliveira que já tem ao seu dispor o retorno do zagueiro Alisson de empréstimo ao Botafogo e as contratações de Tony, Paulinho Guerreiro e Valber. O Tricolor agora tenta também trazer o atacante Keirrison, que rescindiu com o Coritiba e busca um novo clube. Será que consegue? Estreia dia 31/01, às 19h30, contra o J. Malucelli, na Vila Capanema.

J. Malucelli

O J. Malucelli vem para 2016 com o mesmo técnico de 2015: Ary Marques. A grande atração da equipe do Barigui é o meia Dinelson, ex-Corinthians. Junta-se a ele bons valores como o lateral-direito Cristovam, o zagueiro Leandro Silva, o meia Tomas e o atacante Edu Amparo. Estreia dia 31/01, às 19h30, contra o Paraná, na Vila Capanema.

pr20162adivisao

Andraus

O time de Campo Largo, cidade da Região Metropolitana de Curitiba, tem uma espécie de temporada de afirmação. Resta saber se a equipe brigará para não voltar à Terceirona, para se manter e se enraizar na Segundona ou seguir o exemplo do PSTC e bancar um assalto ao céu que se chama 1.ª Divisão. Estreia no dia 28/02, às 15h30, contra o Grêmio Maringá, no Atílio Gionédis.

Leave a Comment

Filed under Metrópole adentro

Guia das Cidades – Paranaense 2015 – Paranaguá

2-PGua

Hoje, no Futebol Metrópole, na primeira parte do nosso Guia das Cidades do Paranaense 2015, teremos Paranaguá, casa do Rio Branco, clube que já causou impacto no mercado ao trazer jogador de Eurocopa.

Paranaguá fica no litoral paranaense e é a principal cidade da região. Tem pouco mais de 148 mil habitantes segundo a projeção de 2013 do IBGE. Fundada em 29 de julho de 1648, é a cidade mais antiga do Paraná. Porém, em 1578 já se registravam assentamentos de colonizadores portugueses na área originalmente ocupada pelos índios carijós.

A cidade de Paranaguá é conhecida pelo seu porto, um dos principais do Brasil, pelo seu casario colonial, pelas paisagens naturais, como a Ilha do Mel e pelo fandango, manifestação musical da região compreendida entre a própria Paranaguá e as cidades paulistas  de Iguape e Cananeia.

Estádios notáveis

Estádio Nelson Medrado Dias, a Estradinha

Estádio Nelson Medrado Dias, a Estradinha

A Estradinha é o tradicional estádio do Rio Branco e já chegou a receber públicos na casa de 10 mil pessoas. O Leão da Estradinha não joga ali desde 2004, quando houve a inauguração do Gigante do Itiberê, municipal. Atualmente, é onde o time treina, mas há planos de, no futuro, voltar a mandar jogos ali. Recentemente, os planos tiveram de ser adiados, pois seriam necessários R$ 500 mil para adequar o campo aos novos regulamentos de segurança de estádios.

Estádio Professor Fernando Charbub Farah, o Gigante do Itiberê, ou ainda Caranguejão

Estádio Professor Fernando Charbub Farah, o Gigante do Itiberê, ou ainda Caranguejão

Como pode ser notado na foto, o Gigante do Itiberê fica às margens do Rio Itiberê, bem no Centro de Paranaguá, perto do encontro das águas do rio com a Baía de Paranaguá. O estádio foi construído em 2004 e teve o sérvio Dejan Petkovic como autor do primeiro gol pelo Vasco. Naquele jogo, o time cruzmaltino foi batido pelo Paraná por 2 a 1. Construído para abrigar 20 mil pessoas, tem atualmente liberada pelo Corpo de Bombeiros a presença de 8.132 torcedores (fonte: sessão de estádios do site da FPF).

O time da cidade

Rio Branco

O Rio Branco é o time que representa Paranaguá no Campeonato Paranaense. É conhecido pelas alcunhas de Leão da Estradinha e Alvirrubro. Fundado em 13/01/1913 é o terceiro clube de futebol profissional em atividade mais antigo do Paraná, atrás apenas de Coritiba e Operário. Divide com o Coritiba a marca de ser o único remanescente do primeiro Campeonato Paranaense, em 1915.

A grande atração até o momento do Rio Branco é a contratação de Roger Guerreiro, lateral-esquerdo e meia com passagens pelo Corinthians e Flamengo. O atleta se naturalizou polonês após atuar no país e chegou à seleção, marcando o único gol dela na Eurocopa de 2008. Na casamata, um velho conhecido do futebol paranaense: Amauri Knevitz, campeão dos Módulos Verde/Branco da Copa João Havelange (2000) pelo Malutrom e Campeão Paranaense de 2007 pelo Paranavaí.

O rival histórico do Rio Branco não tem mais futebol profissional. É o Seleto, vice-campeão paranaense de 1964, e que fazia com o Leão o Clássico Sele-Rio. A rivalidade em campo agora é nos bailes de carnaval. O Rio Branco promove o Baile do Vermelho e Branco e o Seleto faz o Baile do Vermelho e Preto.

Oromar e Mandrake, duas lendas do Rio Branco (foto: www.leaodaestradinha.com.br)

Oromar e Mandrake, duas lendas do Rio Branco (foto: www.leaodaestradinha.com.br)

Dos times dos anos 60 surgiram duas lendas do Rio Branco. Oromar, à esquerda, jogava na ponta-direita e depois foi parar no Coritiba, onde também foi ídolo e ganhou títulos. Jorge Mandrake, o da direita, tem a história mais fascinante: boêmio e de temperamento difícil, era conhecido pelas noitadas, mas também pela fantástica habilidade. Se em todo o mundo há dúvidas de quem são os maiores jogadores da história, em Paranaguá tem uma certeza: Mandrake, o Mago da Bola, é um deles. O apelido surgiu da capacidade de que o atacante tinha de esconder a bola dos adversários e fazer malabarismos com ela. Surgido na várzea santista, atuou em várias temporadas pelo Rio Branco, encantando torcedores, que lamentam o fim trágico que teve, assassinado em Santos.

Leave a Comment

Filed under Metrópole adentro

Reinícios, continuidades e recomeços (parte 2)

Claudio Tencatti, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Claudio Tencati, mas pode chamar de Alex Ferguson do Tubarão (Foto: Pedro A. Rampazzo / Site Oficial do Londrina)

Continuando com nossa perspectiva do futebol em 2015 com o futebol fora do Trio de Ferro da Capital. O Londrina tornou-se ao mesmo tempo exemplo e time a ser batido em 2015. A fórmula do Londrina, que rendeu em 2014 o Paranaense e o acesso para a Série C, já é aplicada há anos: base forte e garimpagem de alguns reforços emergentes ou de preço em conta. Tudo misturado com a longa manutenção de Claudio Tencati, como técnico, indo para sua quinta temporada seguida no Alviceleste. O Tubarão é um dos clubes que melhor faz a transição profissional-base no estado e tem em seu treinador alguém que já trabalhou com garotos num passado recente. Se no mínimo se mantiver na Série C do Brasileirão, tende a se fortalecer mais ainda, pois garantirá mais temporadas com calendário cheio.

Os desafiantes de fora do Trio de Ferro deste ano parecem estar mais fortes que no ano passado. Pela movimentação de mercado, o J. Malucelli, o Operário, o Rio Branco, o Foz e o estreante FC Cascavel apostaram em alguns nomes com certa grife no futebol do interior e até brasileiro.Por mais que a situação financeira do futebol brasileiro seja periclitante, a diminuição do número de times em uma década (chegamos a ter 16 times na elite estadual, mas agora temos 12) fez com que ficasse mais raro equipes sem competitividade na competição e fez com que subisse a força média das equipes além do trio Coritiba-Atlético-Paraná. Isso refletiu em quase acessos do Operário e do Cianorte e no acesso do Londrina.

Esta temporada é a última com o Paranaense valendo duas vagas para a Série D. A partir deste ano, haverá o Copa FPF, torneio de segundo semestre com equipes sub-23, valendo uma vaga para a partir de 2016. Um efeito colateral interessante serão times investindo mais em jovens e com calendário garantido. Provavelmente, os sub-23 terão contratos mais longos, servindo as clubes não apenas durante o Estadual. É algo que merece ser visto com atenção. Dará certo se os clubes sempre participarem e não esvaziarem a competição, como foram as tentativas anteriores da Copa Paraná.

Leave a Comment

Filed under Opinião