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Editorial: Vale a pena vencer a qualquer custo?

Quando disse a frase que virou lugar comum, “o importante é competir”, o Barão Pierre de Coubertin provavelmente não teria ideia do tamanho que o esporte seria como indústria mundial. Era uma época de profissionalismo incipiente e de um amadorismo considerado por muitos romântico. Pouco antes de sua morte, em 1937, Coubertin viu o esporte virar propaganda ideológica nos Jogos de Berlim, 1936, e um mito, Jesse Owens, derrubar a tese dos nazistas alemães. Mas não é disso que falaremos exatamente e sim dos problemas de querer vencer a qualquer custo.

O profissionalismo no esporte ajudou a deselitizá-lo. Atletas talentosos passaram a poder viver disso. Antes, era algo restrito a uma elite ou a alguém que levasse um estilo de vida naturalmente propício a alguma modalidade, como o polivalente Jim Torphe, descendente de indígenas americanos (que por décadas foi ostracizado por receber trocados para jogar beisebol e futebol americano semiprofissionalmente), ou o pastor-maratonista grego Spiridon Louis.

Por outro lado, onde entra dinheiro, entra outros interesses, sejam puramente financeiros ou políticos. Infelizmente não são raros os casos de atletas que cruzaram a fronteira do lícito e do ilícito para vencer a qualquer custo e ganhar dinheiro e fama, logrando os que competiram honestamente e pararam na limitação de seus corpos ou equipamentos.

Aí lembramos os casos do jamaicano naturalizado canadense Ben Johnson e o primeiro grande escândalo de doping, da também velocista norte-americana Marion Jones, banida e com várias medalhas devolvidas após confessar doping contumaz durante a carreira. E lembramos o impressionante caso de dopings em massa no esporte russo antes dos Jogos do Rio, 2016, e o caso de Lance Armstrong, que de ídolo do esporte, terminou desmoralizado ao ter estado dopado em seus sete títulos, todos cassados da Volta da França. A verdade nestes casos vieram à tona, seja por testes feitos na competição ou feitos anos depois com amostras congeladas, medida importante, pois houve em certo momento a humildade das autoridades de esporte em admitir que o doping está uma geração na frente do antidoping, sendo assim, é sempre preciso, depois de certo tempo, reanalisar as amostras com as novas tecnologias existentes.

E a imprensa onde entra nisso?

Os limites da licitude no esporte não são extrapolados apenas quimicamente com o doping. Muito do que foge nos laboratórios, pode ser descoberto pela imprensa, como a “Fábrica de Gatos” de Marabá, descoberta pelo jornalista André Rizek, na Revista Placar em 2007, em que descobriram-se nove jogadores com idade adulterada na base corintiana, devidamente afastados, vindos todo de um mesmo empresário e todos registrados no interior do Pará com documentação que os rejuvenesceram. Idade no futebol de base faz muita diferença, principalmente física.

Mais ousada foi a história do jornalista espanhol Carlos Ribagorda que, diante da suspeita de atletas sem deficiência intelectual no basquete paralímpico para deficientes intelectuais da Espanha, conseguiu se infiltrar na equipe, disputar as Paralimpíadas de Sydney, em 2000, e desmascarar o esquema na Revista Capital: dos doze demais atletas, outros dois não tinham deficiência alguma. Ribagorda conseguiu entrar na equipe apenas com exames físicos e sem passar por análise classificatória séria que seria capaz de identificar que não tinha deficiência alguma. Depois de ser campeã, a Espanha teve de devolver as medalhas e o desporto para pessoas com deficiência intelectual precisou ser completamente reformado para evitar novas fraudes.

Se não fosse a imprensa e o faro de repórteres, essas coisas estariam acontecendo com maior frequência (não tenho a utopia de acreditar que tenham cessado completamente). Por isso é importante termos gente cobrindo eventos, envolvidos em maior número de eventos e modalidades possíveis, realidade que, infelizmente ao menos no Brasil, tem ficado cada vez mais improvável, com o sucateamento dos nossa imprensa, que passa por uma encruzilhada do ponto de vista financeiro de modelo de negócio. Não é fácil ser jornalista hoje no Brasil e jornalista desempregado virou quase uma redundância.

Onde queremos chegar com isso?

Mesmo no esporte não estritamente profissional, fraudes podem acontecer.

Primeiro é preciso explicar que, apesar do nome e das tags “Futebol Amador”, o que cobrimos in loco, poderia ser classificado mais precisamente como semiprofissional ou apenas não-profissional. Em boa parte dos clubes, os atletas recebem um ajuda de custo por partida. Alguns clubes pagam até muito bem e conseguem assim atrair atletas com nível de futebol profissional e alguns ex-profissionais que querem estender a vida útil jogando futebol. Esse universo também é muito útil para atletas que buscam profissionalização tardia, seja por falta de chances nas bases de clubes maiores ou por simplesmente estarem longe dos radares dessas equipes, ou ainda para jogadores e técnicos que buscam uma segunda (ou até terceira) chance. Não há nada ilícito nas ajudas de custo e isso é inclusive permitido nas leis esportivas brasileiras que caracterizam o esporte amador (a lei brasileira não dá muito meio-termo entre o profissional de fato e o amador completo, diferente de muitos países que a lei caracteriza contratos part-time ou ainda permitem mescla de jogadores de diferentes status contratuais num mesmo time ou campeonato).

Sendo assim, por menores que sejam as cifras, pode acontecer de gente que transgrida as regras para levar vantagem e vencer a qualquer custo. É missão da imprensa, por menor que seja, caso deste Futebol Metrópole, um exército de um homem só, ao detectar as suspeitas e ter possibilidade de provas, investigar e, caso realmente exista alguma irregularidade, e esta bem documentada e com provas contundentes, denunciar. Foi assim na última semana com o caso dos jogadores com identidade falsa do Capão Raso. E espero que assim seja com os diversos veículos que cobrem as competições como os jovens do Do Rico Ao Pobre e do Gol de Pauta, os mais experientes do Balançando a Rede, da Rolando a Bola, Talentos na Bola, Amador Esportivo, J Maia, Levi Mulford (nosso digníssimo decano) e das rádios Capital Sul FM, Cultura, Barigui e demais que aparecerão por aí (e outros que eu tenha esquecido nesta segunda-feira cefaleica).

A suspeita começou junto com a suspeita levantada pelo delegado daquela partida no Parque Linear, Francis Bacon. Ela casou com a bizarra relutância da equipe do Capão Raso em tirar foto posada e no estranho procedimento de atrasar o máximo possível a entrada em campo no primeiro tempo. Quando a foto saiu no intervalo, ao editar em casa, e todo o episódio decorrido daquela tarde, a suspeita ficou maior com a foto posada com vários atletas de cabeça baixa, como se estivessem escondendo algo. Detalhe que o jogo estava sendo vencido de virada pelo Capão por 2 a 1 (o placar final foi de 3 a 3). Um time vencendo de cabeça baixa? Outro episódio suspeito foi a presença do (bom) volante Kairo nas duas partidas, mas na primeira sob o nome de Carlos Eduardo. Este último foi o estopim de que era necessário ir a fundo na história que depois ganhou a informação de que o Wagner Holanda Martins na artilharia era o famoso Sabonete, que está com braço quebrado, e não o rapaz que bateu bem na bola e fez dois gols lá na borda extrema do Cajuru.

É um vespeiro? Com certeza. Pode ter acontecido com outros clubes e em outras categorias? Bem provável, pois na base e em jogos de Segunda Divisão Amadora poucos atletas são conhecidos. Pode voltar a acontecer? Não duvido, porém, agora, esperamos que utiliza desta manobra pense duas vezes, pois as chances de serem pegos é maior, pois acredito que mais gente fique de olho.

O triste é que uma manobra dessas irá manchar o nome de uma agremiação vitoriosa e com história como é o Capão Raso, o Tricolor de Aço, para muitos sinônimo de time amador de Curitiba no bom sentido, no sentido de tradicional, uma marca registrada de sua região, casa de craques do passado e do presente. Mas a tristeza deve ser pelos torcedores do clube, que estão entre os maiores prejudicados, junto com as demais equipes que tomaram parte da Copa de Futebol Amador, e do desporto como um todo.

Alguns irracionais poderão até culpar a imprensa, mas a culpa não é do mensageiro. A culpa é de quem teve a ideia de colocar jogadores não registrados sob a identidade de registrados, de quem executou e de quem se sujeitou a entrar em campo, por mais que tivesse a ajuda de custo envolvida. São pelo menos três atletas de boa qualidade técnica que podem ter algumas portas fechadas por toparem entrar nesta barca.

Sinceramente, o Capão Raso poderia ter tido uma de duas atitudes que poderiam trazer menos transtornos futuros para o clube, diretoria, comissão técnica e os atletas. A primeira seria escalar os donos dos cartões ou pelo menos oito deles e jogar. Caso não tivesse condições físicas, era só comunicar depois de um saída de bola e o jogo terminaria, caso não terminasse no tempo regulamentar, com 3 a 0 para o adversário, sem problema de pontos perdidos depois. Soa feio um cai-cai? Soa, mas seria transparente mostrar que não tinha a combinação de atletas em condições e registrados e tecnicamente evitaria o WO. A outra seria entrar com todos os atletas com nomes verdadeiros, podendo usar o RG no lugar dos cartões, já ciente que iria perder pontos. Evitaria o WO, não evitaria perda de pontos, mas não teria chances de problemas futuros de suspensão de atletas, dirigentes e membros de comissão técnica. No entanto, o clube resolveu fazer as coisas do jeito mais perigoso para a instituição, talvez acreditando que nada pudesse acontecer. Uma lástima.

Por outro lado, é a prova inconteste de que a presença de imprensa, além de ajudar a trazer público e renda aos clubes (gente que consome nas lanchonetes, gente que quer camisa ou que vai na reta final quando pode haver cobrança de algum ingresso), pode ajudar a fazer que o esporte tenha mais lisura, por mais que o processo de depuração possa ser por muitas vezes doloroso. Por isso a pergunta-título: “Vale a pena vencer a qualquer custo?” A resposta é de vocês, é minha e é de todos.

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Carta aos leitores

Repetindo frase de um ano atrás: como percebem, este blog é tocado por uma pessoa apenas. Desta vez, esta pessoa passou por uma pneumonia e ficou cinco dias internado em um hospital, o primeiro deles na UTI. Já restabelecendo-se a normalidade, este blog volta aos poucos ao normal.

Nosso último post foi um vídeo que deu para notar até a dificuldade de falar. Saiu no dia da internação e foi gravado e editado na véspera. Sendo assim, perdemos a cobertura in loco da decisão da Série A da Suburbana – Adultos. Nos próximos posts, recuperaremos algumas informações com Placar da Rodada. Na quarta-feira, teremos um presente para o torcedor do Iguaçu. Esta semana teremos novo vídeo, mas não faremos o #BrasileirãoFreak.

Seguimos então em frente aqui no Futebol Metrópole, prometendo uma boa cobertura das decisões que ainda restam no Futebol Amador curitibano nesta temporada. Muito obrigado!

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O dia em que o rock and roll morreu

(Imagem: AP Photo/File/Wikimedia Commons)

(Imagem: AP Photo/File/Wikimedia Commons)

Muhammad Ali era o rock feito gente, vencia, sofria, provocava e engajava. Foi um bailarino com punhos de uma tonelada. Peso e melodia. E como se deduz isso? Deduz-se pela trajetória e pela personalidade do grande lutador, ativista político, símbolo de uma era.

Muhammad Ali nasceu Cassius Marcellus Clay Jr. em 1942, mesma época em que a maravilhosa Sister Rosetta Tharpe, que não recebeu os devidos louros por isso, criava a linguagem do que viria a ser o rock and roll, com solos de guitarra. Mais que coincidência, pois ambos, Ali e o rock, viriam a ter a grande notoriedade nos anos 60.

Mas podemos ver que são a mesma essência. O rock foi a voz da juventude contra a Guerra do Vietnã, como Muhammad Ali também foi. São de uma geração que não quis ser igual aos pais, que quis ter voz.

Ali afirmava ser o maior, o rock também teve seus momentos assim. Mas também teve momentos que mostrou não ser indestrutível, como todas as injustiças que o boxeador sofreu por seu posicionamento, as pancadas que tomou, as hematomas e fraturas. E também momentos doces, como canções de amor.

Voar como uma borboleta são as notas da psicodelia do experimentalismo. Picar como uma abelha o peso. O jogo de pernas embalado como o piano frenético de um Little Richard. A esquiva com um suíngue de Mick Jagger. Os punhos pesados como os riffs de um Jimi Hendrix e de um Jimmy Page. A língua afiada como a dos Sex Pìstols, criativa como Frank Zappa, em busca de um mundo melhor como John Lennon e The Clash, apesar de toda a discriminação e massacre que o povo negro sofria (e ainda sofre, veja as notícias de genocídio em nossos jornais). E a revolta de sentir que tudo que conquistou é inútil quando viu seu povo ser massacrado, como todo o desencantamento pós-punk e do grunge. É o que eu disse ali em cima: Muhammad Ali era o rock feito gente.

Don McLean, em seu clássico “American Pie”, contou, em 1971, sobre “o dia que a música morreu” com a queda do avião que deu nome à canção e vitimou Buddy Holly, Ritchie Vallens e The Big Popper, além do piloto. Porém, o estilo continuou e se reinventou diversas vezes e várias vezes foi dado como morto. Em suas últimas décadas, Muhammad Ali conviveu com o terrível Mal de Parkinson, doença degenerativa que retira a força e a coordenação motora ao afetar o sistema nervoso central. Foi a luta mais dura do homem que fez Nelson Mandela se sentir livre antes da libertação.

Na noite do dia 3 de junho, podemos dizer que o rock and roll morreu com Muhammad Ali. Mas já tinha dito Neil Young que o rock and roll nunca morrerá e mitos nunca morrem. Se não mais no plano físico se encontra, o peso e a melodia do grande campeão está em todos. O mundo não foi o mesmo desde seus primeiros acordes. Vá em paz, guri!

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Retroperspectiva (IV) – Futebol Amador (e especialmente a Suburbana)

Na quarta e última parte de nossa Retroperspectiva, falamos de Futebol Amador, o que acompanhamos mais de perto no ano.

 

No ínício, uma Taça e uma Copa

A temporada do futebol amador paranaense começou com a Taça Paraná, o estadual da categoria. Os representantes da Suburbana, Nova Orleans (campeão da Série A de 2014) e Nacional (campeão da Série B de 2014), ficaram na primeira fase, em terceiro lugar em suas chaves. A taça ficou com o Fanático de Campo Largo. Os curitibanos de 2016 na competição serão Santa Quitéria e Combate Barreirinha (falaremos deles depois). Fanático e o vice Bandeirantes desistiram do Sul-Brasileiro, jogado em novembro, aí quem foi disputar e sediar foi o Danúbio, de Guarapuava, o terceiro. O título do Sul-Brasileiro ficou com o Rui Barbosa-SC.

Enquanto da Taça Paraná era jogada, alguns clubes que não teriam calendário no primeiro semestre jogaram a Copa de Futebol Amador da Capital. O título ficou com o Capão Raso, que venceu nos pênaltis o Vila Sandra na decisão.

 

A Suburbana do equilíbrio

 

No fim de junho, a Suburbana começou. Um pouco antes, acompanhamos a preparação do Urano em uma série especial. A equipe da Vila São Pedro passou de fase, mas foi eliminada na 2.ª Fase, ficando com a oitava posição.

Foi uma edição marcado pelo equilíbrio. Em uma das chaves das 2.ª Fase, todos os times podiam ter se classificado e o primeiro lugar da chave ficou com o Santa Quitéria, que entrou em quarto na rodada decisiva. Já é clichê dizer que são coisas do futebol que o time que parecia que ia ficar pelo caminho arrancou para o título. Foi isso que o Santa Quitéria fez ao chegar à decisão e bater o Iguaçu, dono da melhor campanha e que liderava o certame quase de ponta a ponta, na decisão com um 1 a 0 em casa e um 0 a 0 movimentado fora.

Na Série B, o Combate Barreirinha se sagrou campeão ao vencer o Uberlândia na ida por 4 a 0 e empatar por 3 a 3 na volta. Os dois estão promovidos à Série A, tomando o lugar dos rebaixados Bangu e Vila Hauer.

Nos juvenis, o Trieste venceu a Série A ao superar o Novo Mundo e o Caxias venceu a Série B ao superar o São Braz.

Para o próximo ano, uma novidade: o técnico Leandro Chibior, campeão pelo Santa Quitéria, anunciou no último sábado a saída do clube. Interessante ver se o clube manterá-se forte na defesa do título e quem serão os desafiantes. Porém, tem muita água para rolar.

Voltando a 2015, aqui no Futebol Metrópole, cobrimos a competição in loco, ausentando-se de apenas quatro rodadas, duas por compromissos, mas que tinham matérias relacionadas no dia, e duas por problemas de saúde. Contando apenas a categoria adulta, fizemos pelo menos um jogo de cada um dos 12 times da Série A e jogos de outras seis equipes da Série B. Esperamos que tenham curtido.

Bônus: cards dos times que cobrimos pelo menos uma partida no Adulto

Série A

A 01 Santa Quiteria

A 02 Iguaçu

A 03 Vila Fanny

A 04 Novo Mundo

A 05 Trieste

A 06 Renovicente

A 07 Nacional

A 08 Urano

A 09 Operario Pilarzinho

A 10 Nova Orleans

A 11 Bangu

A 12 Vila Hauer

Série B

B 01 Combate Barreirinha

B 02 Uberlândia

B 03 Imperial

B 05 Vasco

B 14 Caxias

E assim terminamos nosso 2015. Estaremos em recesso até o começo de 2016. Talvez daremos um post com aquelas estatísticas de acesso que o WordPress manda todo ano. Sendo assim, Boas Festas e feliz 2016 para todos!

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Retroperspectiva (III) – Ano olímpico a proa

 

Em nossa terceira parte da Retroperspectiva, falaremos sobre os Jogos Olímpicos e alguns esportes que vieram à mente algumas questões.

Ano olímpico

É uma das grandes expectativas do ano esportivo. Alguns candidatos a herói olímpico são o remador Isaquias Queiroz, a maratonista aquática Ana Marcela Cunha e os experientes duplistas de tênis Marcelo Melo e Bruno Soares. Neymar terá a dura missão de capitanear uma seleção cheia de pressão na busca pela obsessão do ouro olímpico, único título que falta. Ele deverá ser um dos três jogadores acima de 23 anos do Brasil na disputa.

A Mercedes será batida?

Eis uma das grandes dúvidas da próxima temporada da Fórmula 1, pois as Mercedes sobraram mais uma vez, com o tri de Lewis Hamilton. Quem tem mais potencial de fazê-lo, caso alguém consiga, parece ser a Ferrari, equipe que se aproximou muito no fim de temporada. Será interessante o duelo entre a Renault, que recomprou a Lotus, e será equipe de fábrica e a Red Bull, que insatisfeita com os propulsores franceses, deixará a preparação a cargo da Ilmor e renomeará o motor.

O fim do AIC?

Uma notícia bombástica para o automobilismo paranaense circula neste fim de ano: o fim do Autódromo Internacional de Curitiba. Não é um autódromo público e existe desde 1967. Não dá prejuízo, inclusive lucrou R$ 8 milhões em 2014. É um dos melhores do país, ao ponto de ter sediado WTCC e FIA GT, duas categorias de turismo da FIA em anos recentes. Defensores do local tentam últimas cartadas para o salvar e evitar que o combalido automobilismo brasileiro perca um de seus lugares.

Um dos principais motivos para o fim do autódromo é um dos sócios querer capitalizar todos os investimentos que fez de uma vez só e entregá-lo ao mercado imobiliário. É realmente uma área com potencial de valorização, pois Pinhais, município onde fica o autódromo, é bastante próximo do Centro de Curitiba e extremamente bem servido de transporte coletivo. Este foi o autódromo que serviu de casa para pelo menos quatro brasileiros que chegaram à Fórmula 1: Maurício Gugelmin, Tarso Marques, Ricardo Zonta e Enrique Bernoldi. Será uma pena.

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Retroperspectiva (II) – Futebol profissional no interior do Paraná

Na segunda parte de nossa Retroperspectiva, iremos falar de alguns clubes profissionais do interior do Paraná. Iremos tentar girar no sentido anti-horário.

Operário: um ano (quase) perfeito

O ano de 2015 foi o ano do maior título da história do Operário: o Paranaense. Ajudou também a apagar a incômoda pecha de Centenário Sem Título que assombrava o Fantasma. Na Série D, o acesso fugiu por pouco, frente a um qualificado time do Remo. Prova também que o hiato que houve entre o Estadual e a Série D foi prejudicial ao time, que perdeu atletas, mas que a montagem foi relativamente competente. Em 2016, porém, terá de pegar vaga na D na unha, pois será apenas uma via Estadual. Será uma interessante defesa de título de um dos dois clubes do estado que podem ser considerados os grandes vencedores da temporada que se encerrou.

Londrina: voltando a ter o mínimo do tamanho real

O outro grande vencedor foi o Londrina. O Bi no Paranaense não veio, mas na Série C pintou um acesso consecutivo com o vice-campeonato. Agora, o Londrina está numa divisão nacional que é o mínimo que se espera para um clube do porte em uma cidade do porte de Londrina. Agora é manter um time que permita uma temporada sem sustos e que permita assaltos ao céu.

PSTC: a novidade na elite

O PSTC foi campeão da Segundona Paranaense e estreará na elite em 2016. Será uma situação bem curiosa para um time conhecido por ser revelador de talentos e que vivia apenas de parceria, sem campeonatos profissionais. Há alguns anos, todos os clubes filiados profissionais ativos passaram a ser obrigados a jogar o Estadual adulto. Dos clubes com este perfil, o antigo parceiro do Atlético é o primeiro a alcançar a divisão mais alta. Será um  time cheio de jovens, virará um time gangorra ou o PSTC, que manda jogos em Cornélio Procópio, veio para ficar?

Maringá: calendário definido

O Maringá é um caso raro no interior paranaense. Só ele e o Londrina têm calendário definido para 2016. Por vencer a Copa FPF, a Zebra garantiu vaga na Série D. Bom para um time que fez um Paranaense mediano e apostou certo na competição sub-23.

Toledo: dois vices, um acesso, nenhuma vaga

O Toledo foi vice. O Toledo foi vice. Assim resume-se 2015, com vice na Segundona, que valeu acesso, e um vice na Copa FPF, que não valeu a vaga na D, que agora tem de ser buscada na briga de foice (sete times de doze brigando por uma vaga) no Paranaense.

Foz do Iguaçu: sustos caros

O Foz do Iguaçu jogou o Paranaense 2015 meio que no susto ao herdar a vaga do Arapongas, que se licenciou. Mesmo assim, conseguiu montar time para ser o segundo melhor dos sem divisão e aí faturar uma vaga na D. Porém, a campanha não foi boa, muito pelo hiato entre as competições e a falta de fundos. Em 2016, parece que a luta será pela sobrevivência na elite, mas como quem reage bem a sustos…

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Retroperspectiva (I) – O futebol profissional no DDD 41

No nosso encerramento de ano, vamos fazer uma Retroperspectiva em quatro partes. Mas o que é Retroperspectiva? É um  resumo do ano passado, retrospectiva, e uma pincelada sobre possibilidades para o futuro, perspectiva. Neste primeiro capítulo, o futebol profissional no DDD 41 (Curitiba, Região Metropolitana e Litoral), com os clubes dispostos por ordem de fundação.

Coritiba: um quase bom e um quase ruim

O ano de 2015 deixou o Coritiba perto de duas marcas. O ruim é que ficou no vice-campeonato paranaense. O bom é que se livrou do rebaixamento no Brasileiro, mesmo que tenha sido na última rodada. Foi um ano que se repetiram alguns erros dos anos anteriores com algumas contratações caras e desnecessárias, além de bastidores efervescentes.

A primeira contratação para 2016 é uma boa: Ceará, ex-lateral do Cruzeiro e que despontou para o futebol no próprio Coxa. Resta saber se o time seguirá brigando por títulos no regional e deixará de dar sustos em seu torcedor no nacional, pois esse negócio de sempre lutar contra a degola é perigoso e nem sempre pode-se se salvar.

Rio Branco: imortalidade à prova

Em 2015, o Rio Branco teve mais uma de suas temporadas típicas desde que trocou o mando de jogo na Estradinha pelo Gigante do Itiberê: um quase rebaixamento com salvação na bacia das almas, neste caso o torneio da morte. De olho em ser como 2014 (fez um bom Estadual), o Leão da Estradinha já começou a se mexer trazendo o ícone Ratinho (estava no Remo). É um bom ponto de partida um jogador identificado com o clube.

Atlético: o ano do futebol é sempre o ano que vem?

É costume neste últimos anos que a diretoria do Atlético sempre diz que o tal do “Ano do Futebol” é o seguinte. E pelo jeito não foi 2015, com o time brigando para não cair no Estadual, indo mal na Copa do Brasil e decepcionando na Sul-Americana. O mais positivo foi o Brasileirão, em que conseguiu uma posição tranquila no meio da tabela, a despeito dos prognósticos de briga com a degola, com direito a frequentar o G4 por um tempo. Outro aspecto positivo foi a grande adesão de sócios nas eleições do clube. Resta saber se 2016 será realmente o “Ano do Futebol” ou será uma promessa que ficará para 2017.

Paraná: lado de fora reflete dentro

O lado de fora de campo refletiu dentro no Paraná. Toda a turbulência que resultou na renúncia de Rubens Bohlen pode ser refletida na campanha irregular no Paranaense, em que foi eliminado pelo campeão Operário. Passado o processo, teve diretor dizendo que o clube subiria com três rodadas de antecipação. O que aconteceu foi um time brigando para não cair até perto desse deadline. Com nova diretoria eleita, espera-se criatividade para receitas e reforma da equipe e pelo menos o mínimo de calmaria administrativa para um ano com menos sustos para a torcida.

J. Malucelli: outro ano qualquer?

O J. Malucelli montou uma equipe competitiva para o Estadual em 2015 e chegou perto das semifinais. Sempre vem a dúvida de quando que voltará às competições nacionais e principalmente se as disputará. O time de 2016 com certeza terá algumas caras conhecidas e deverá dar algum trabalho aos adversários. O passo adiante é que é uma incógnita.

Andraus: sobe, desce ou fica

O ano de 2015 foi um ano de afirmação para o Andraus na Segundona. Não voltando para a Terceira e jogando o ano inteiro (participou da Copa FPF), a missão foi cumprida. Resta saber se será apenas um figurante na Segundona ou se tem potencial para seguir os passos do PSTC (ambos surgiram como clubes focados em categorias de base) e pintar na elite estadual.

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Carta aos leitores

Como percebem, este blog é tocado por uma pessoa apenas. Esta única pessoa teve um problema de saúde no último dia 16 de novembro, em que ficou pelo menos seis dias sem andar direito e agora segue em recuperação. Por isso, estamos nos manifestando agora para ao menos tranquilizar nossos leitores e que tenham ciência do que se passa.

O autor do site segue se recuperando, fazendo exames  e consultas e retomando a vida aos poucos. Tão logo tenha condições e liberação média, retomará este espaço e continuará com a cobertura que vinha fazendo.

Peçamos desculpas pelos transtornos e pela interrupção repentina de nosso trabalho. E pedimos a torcida de todos para que voltemos logo a campo e em perfeitas condições de saúde. Obrigado!

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Modelo atual da CBF dificulta renovação de verdade

A crise que abateu a Fifa e causou a renúncia de Joseph Blatter após a prisão de vários dirigentes também pegou a CBF em cheio. Além de ter o vice-presidente e último ex-presidente José Maria Marin preso, o atual, Marco Polo Del Nero, está certamente preparando a renúncia após ter saído praticamente fugido da Suíça e depois ver o nome ligado em esquema de propinas em troca de direitos de transmissão de competições e de venda de votos para escolha de sedes. Por mais que pareça um sinal de mudança, ela não deverá vir de verdade, justamente pelo modelo político da entidade, altamente concentrador de poder e que retroalimenta uma estrutura que inclui as federações estaduais.

Veja a estrutura da parte de cima da confederação: um presidente e cinco vices regionais, estes geralmente ligados às federações estaduais. Na vacância do presidente, quem assume é o vice mais velho, como foi com Marin quando da renúncia de Ricardo Teixeira, este envolvido em caso de propinas para a ISL, empresa que cuidava de marketing da Fifa, e que recentemente é investigado por movimentações suspeitas na época em que comandou a organização da Copa de 2014. Com Marin afastado, o sucessor seria Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense e apoiador da direção.

Curiosamente, especula-se que, no congresso extraordinário marcado para o dia 12 de junho, Del Nero conspira para mudar o estatuto e colocar o deputado Marcus Vicente (PP) como presidente. Ele é o vice da Região Centro-Oeste. O que mudaria na prática sendo um ou outro? Nada e dificilmente mudaria também se houvesse uma nova eleição, pois o eleitorado é muito restrito.

Até poucos anos atrás, votavam apenas os presidentes da federações estaduais. Mais recentemente, o eleitorado aumentou para os 20 clubes da Série A junto com os presidentes de federações. É pouco e tende a manter o cargo dentro de uma mesma oligarquia. Nunca houve uma grande ruptura desde que a CBF foi desmembrada da CBD em 1979. O mais perto disto foi a chegada de Ricardo Teixeira, o que levou a turma de João Havelange, ex-presidente da CBD e então da Fifa (mandou entre 1974 a 1998), diretamente ao poder, pois Teixeira foi genro do quase centenário dirigente.

A CBF é hoje uma entidade que arrecada muito, principalmente com a seleção, mesmo a terceirizando. Por outro lado, os clubes enfrentam dificuldades financeiras e o esporte estagnou tecnicamente, se não regrediu. Poucos têm calendário decente e, longe da elite, atletas vivem rotina de trabalhadores volantes, jogando três meses aqui, três acolá, sem saber onde estará no próximo ciclo.

O jeito mais correto de melhorar a CBF e quem sabe mudar quem está no poder é aumentar o eleitorado de suas eleições (daria poder de voto a 47 delegados eleitos por jogadores e jogadoras e 47 delegados eleitos por treinadores e treinadoras, fazendo um colégio eleitoral tripartite e reproduziria o modelo nas federações estaduais) e abrir suas contas. Eu não acredito que isto vá acontecer sem algum grande choque exógeno e, por mais que o atual seja grande, não creio que seja o suficiente, ainda mais lidando com gente que tem entre uma das maiores características o apego pelo poder. Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

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Seleção em Curitiba virou lenda urbana

Arena da Baixada em Honduras x Equador pela Copa de 2014: estádio fica em Curitiba, cidade que não recebe a seleção desde 2003

Arena da Baixada em Honduras x Equador pela Copa de 2014: estádio fica em Curitiba, cidade que não recebe a seleção desde 2003

O mais recente escândalo da CBF, a revelação de um contrato que terceiriza a organização de amistosos, inclusive submetendo convocações ao crivos de patrocinadores, devia servir para uma reflexão do quanto a seleção brasileira está distante do país. A terceirização imposta por um contrato com uma empresa ligada a um grupo do Oriente Médio pode até não ser ilegal, mas é extremamente imoral e alija várias cidades de receber o time nacional em amistosos, jogando a agenda da equipe que representa o país a interesses comerciais que nem sempre coincidem com os objetivos técnicos.

Caso bem notório é o de Curitiba. A última das oito vezes que a capital paranaense, oitava maior cidade do país, com dois times na Série A, dois times que venceram o Brasileiro, dois que chegaram à decisão da Copa do Brasil, três que jogaram Libertadores nos últimos dez anos, viu a seleção jogando em seus domínios foi em 2003. De lá para cá, por exemplo, a seleção jogou doze amistosos em Londres, mais que a Cidade Sorriso em sua história. Enquanto isso só promessas. Se não houvesse o contrato, este jogo já teria acontecido algumas vezes? O mesmo vale para várias cidades que agora têm estádios de  bom nível, mesmo as fora da Copa, mas que ainda vislumbram a seleção “playing in foreign fields”, diriam os ingleses.

Desde os tempos de Ricardo Teixeira à frente da CBF há uma promessa de que a seleção jogue ao menos um jogo em Curitiba. A última passagem da equipe foi para treinamento antes da Copa de 2010, mas sem amistoso algum. O tal amistoso prometido várias vezes, ainda mais como maneira da CBF dar aval à Federação Paranaense, que havia passado por um longo e desastroso domínio de Onaireves Moura, foi sendo protelado seguidamente, até Teixeira pedir renúncia após envolvimento em denúncias de pagamento de propinas na Suíça dentro da Fifa. Depois, não se falou mais nisso e o tal amistoso, pois a seleção só fez jogos oficiais nas Copas América, das Confederações e do Mundo, virou uma lenda urbana do padrão do metrô de Curitiba e da conclusão da Linha Verde. Não será surpresa se ficar de fora de um dos nove jogos do país como mandante nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 que será disputada entre outubro de 2015 e outubro de 2017.

Algumas causas para isso, além da ingerência da empresa que a CBF terceirizou a seleção, estão na pouca força política do estado, se comparado a outros de mesmo peso esportivo e econômico. Isso fruto de um estado com cidades relativamente jovens no interior e com uma capital que olhava muito pouco para lá.

Estádio não é problema. Foram três estádios no Século XXI que receberam a seleção: Pinheirão, Couto Pereira e Arena da Baixada, sendo que apenas o primeiro não teria condições de receber futebol novamente. Os outros dois passaram por melhorias nestes 12 anos de ausência. Estrutura para treinamento não é problema também, pois os clubes locais têm instalações bem acima da média nacional, sem falar que a cidade abrigou a Espanha na Copa além de quatro partidas. Será que agora vai ou teremos um novo item, um jogo da seleção, na anedota curitibana de que o avesso escritor Dalton Trevisan irá dar uma entrevista coletiva na inauguração do metrô?

As oito vezes em Curitiba

21/06/1984 – Amistoso – Couto Pereira – Brasil 1 x 0 Uruguai – Gol: Arhurzinho (BRA).

07/05/1986 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 1 x 1 Chile. Gols: Mariano Puyol (CHI), Casagrande (BRA)

27/06/1991 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 1 x 1 Argentina. Gols: Claudio Caniggia (ARG), Neto (BRA)

13/11/1996 – Amistoso – Pinheirão – Brasil 2 x 0 Camarões: Gols: Giovanni (BRA), Djalminha (BRA)

26/06/1999 – Amistoso – Arena da Baixada – Brasil 3 x 0 Letônia. Gols: Alex (BRA), Roberto Carlos (BRA), Ronaldo (BRA)

09/08/2001 – Amistoso – Arena da Baixada – Brasil 5 x 0 Panamá. Gols: Edílson (BRA), Alex (BRA), Euller (BRA), Juninho Paulista (BRA), Roberto Carlos (BRA).

07/10/2001 – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 – Couto Pereira – Brasil 2 x 0 Chile. Gols: Rivaldo (BRA), Edílson (BRA).

19/11/2003 – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 – Pinheirão – Brasil 3 x 3 Uruguai. Gols: Kaká (BRA), Ronaldo (BRA), Diego Forlán (URU), Diego Forlán (URU), Gilberto Silva (contra pró-URU), Ronaldo (BRA).

Por onde andam os personagens da última vez?

Pinheirão (estádio) – Projeto megalômano da FPF que ajudou a causar a ruína financeira da entidade, foi fechado em 2007 por falta de condições de segurança, sendo lacrado pela Justiça. Devido às dívidas da FPF, foi leiloado em 2012 por R$ 57.2 milhões. O dono, João Destro, empresário atacadista, ainda não deu um destino ao local.

Horácio Elizondo (árbitro) – atingiu seu auge logo em 2006, apitando abertura e final da Copa. Mundial este marcado pela cabeçada de Zidane em Materazzi na decisão. Trabalha como comentarista de arbitragem na televisão argentina. Tem 51 anos.

Dida – Goleiro do Brasil defendia o Milan e foi titular da seleção em 2006. Depois da saída do time italiano, em 2010, ficou quase dois anos parado até assinar com a Portuguesa. Depois defendeu o Grêmio e atualmente é reserva do Internacional. Tem 41 anos e é também um dos líderes do Bom Senso FC.

Cafu – O capitão da seleção atuou até 2008 no Milan, encerrando a carreira. Tem 44 anos.

Lúcio – O zagueiro tem 37 anos e tenta encontrar um novo clube após rescindir em janeiro com o Palmeiras, onde teve passagem apagada.

Roque Júnior – O zagueiro se aposentou em 2010 no Ituano e tentou primeiro carreira como dirigente, primeiro do Primeira Camisa, time que fundou, depois do Ituano, sendo gerente de futebol do Paraná. Seu último trabalho foi como técnico do XV de Piracicaba, durando seis jogos no Paulistão 2015. Tem 38 anos.

Júnior – O lateral-esquerdo encerrou a carreira em 2010 no Goiás. Tem 41 anos.

Gilberto Silva – O volante ainda está na ativa, porém se recupera de grave lesão. Está no América-MG, clube que o revelou, e tem 38 anos.

Renato – O meio-campista é um dos veteranos do time do Santos, justamente o clube onde teve mais destaque no Brasil. Tem 36 anos.

Juninho Pernambucano – O meia se aposentou no começo de 2014 no Vasco, depois de lesões seguidas. Tem 40 anos e é comentarista esportivo de rádio e televisão.

Kaká – O meia de 33 anos está na ativa, inclusive fazendo parte da lista de espera da seleção na Copa América. Atua pelo Orlando City da MLS.

Alex – Após longa passagem pelo futebol turco, o meia paranaense jogou suas duas últimas temporadas como profissional no time de coração, o Coritiba, parando no fim de 2014. É um dos líderes do Bom Senso FC e aos 37 anos é comentarista de televisão.

Zé Roberto – O meia e lateral-esquerdo tem 40 anos e ainda joga. Defende atualmente o Palmeiras.

Ronaldo – O Fenômeno encerrou a carreira em 2011 no Corinthians, com problemas para manter o peso e sucessivas lesões. Atualmente é dono do Fort Lauderdale Strikers, da NASL, e está inscrito para jogar pela equipe com o número 9. Tem 38 anos.

Rivaldo – O meia-atacante tem 43 anos e é presidente do Mogi-Mirim, clube em que fez suas últimas partidas como profissional em 2014.

Luís Fabiano – O centroavante de 34 anos defende o São Paulo, clube em que viveu os melhores momentos da carreira no Brasil.

Carlos Alberto Parreira – O técnico do Tetra em 1994 esteve como coordenador técnico da seleção na Copa de 2014 e ficou marcado nesta campanha pelas frases extremamente otimistas, até arrogantes, e pelo ridículo episódio da Carta da Dona Lúcia após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha.

Gustavo Munúa – O goleiro uruguaio tem 37 anos e defende o Nacional de Montevidéu.

Adrián Romero – O defensor uruguaio tem também 37 anos e se aposentou no fim da última temporada jogando pelo Miramar Missiones.

Álvaro Recoba – El Chino, uma lenda do futebol uruguaio, tem 39 anos e vive seus últimos lances como jogador do Nacional. Para nesta  temporada.

Joe Bizera – O zagueiro de 35 anos defende atualmente o Peñarol.

Diego López – O defensor de 40 anos é hoje treinador.Foi demitido recentemente do Bologna, da Série B Italiana.

Alejandro Lago – O defensor de 35 anos atua pelo Cerro do Urtuguai.

Marcelo “Pato” Sosa – O meia de 36 anos encerrou carreira em 2013 no Danúbio.

Nelson Abeijón – O meia parou de jogar em 2008 pelo River Plate-URU. Tem 41 anos.

Richard Núñez – O ponteiro de 39 anos defende o Rampla Juniors.

Martín Ligüera – O meia de 34 anos veio morar em Curitiba anos depois. Jogou no Atlético Paranaense em 2012 e 2013 e depois foi um pouco mais a o sul defender o Joinville. Atualmente joga no Fénix.

Germán Hornos – O centroavante teve uma carreira complicada nos anos que seguiram, com acidente automobilístico no Natal de 2004 o deixando parado por um ano. Tem apenas 32 anos e sua última passagem como jogador foi em 2012 pelo Ñublense do Chile.

Ernesto Javier Chevantón – O atacante de 34 anos está sem clube após o rebaixamento do Liverpool no Campeonato Uruguaio. Cogita aposentadoria.

Marcelo Zalayeta – O atacante de 36 anos defende o Peñarol.

Diego Forlán – O atacante brilhou no Pinheirão e anos depois foi eleito o melhor jogador da Copa de 2010. Atualmente, aos 36 anos, defende o Cerezo Osaka do Japão.

Juan Ramón Carrasco – O técnico teve uma passagem pelo Atlético Paranaense em 2012, sendo marcado pelas improvisações pouco ortodoxas de jogadores e um estilo extremamente ofensivo, beirando às vezes o irresponsável. Está sem clube desde 2012, quando treinou o Danúbio.

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