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Iguaçu bate Santa Quitéria nos pênaltis e fará clássico contra Trieste na final

O goleiro Rodrigo, de verde, foi o herói da decisão ao pegar dois pênaltis, incluindo a decisiva cobrança de Badé

Em duelo bem disputado no Egydio Ricardo Pietrobelli, na tarde deste sábado (18), o Iguaçu reverteu a vantagem do Santa Quitéria ao vencer no tempo normal por 2 a 0 e garantiu vaga na decisão da Suburbana, contra o arquirrival Trieste, ao vencer nos pênaltis por 3 a 1, quando brilhou a estrela do goleiro Rodrigo defendendo duas cobranças. No tempo normal, os gols foram de Alex Pinhais e Hideo.

“A gente fez uma boa partida, mas infelizmente caímos nos pênaltis e isso é o futebol”, disse o técnico Ary Marques do Santa Quitéria. “a gente merece isso aqui. Jogo dificílimo. Tive felicidade de pegar dois e outro acertei o canto e foi para fora. Para o goleiro, isso dos pênaltis é bom, pois tira toda uma pressão”, disse o goleiro Rodrigo do Iguaçu após o jogo.

O jogo de ida será no próprio Egydio Ricardo Pietrobelli, no próximo sábado (25), às 16h30. A preliminar de juvenis será entre Vila Sandra, que você confere ainda neste texto como se classificou, e o próprio Trieste.

O jogo

Com as equipes entrando em campo, um episódio lamentável. Após uma bateria de fogos de artifício no terreno vizinho saudar a entrada do time do Iguaçu em campo, uma segunda bateria estourou inadvertidamente, provavelmente por erro de armazenamento, causando correria nas bancadas. Vários sinalizadores voaram em direção ao campo e um acertou o nariz do atleta Lucas do Santa Quitéria, cerca de 120 metros do local da detonação. O atleta teve corte no local e entrou no segundo tempo, era reserva, com um curativo.

Com a bola rolando, muito equilíbrio e boas chances dos dois lados. O Santa Quitéria havia vencido a ida por 1 a 0 e um empate era o que bastava. Para o Iguaçu, qualquer vitória levaria para os pênaltis, já que a Série A não tem saldo de gols no mata-mata.

Sem um 9 de ofício, pois quem vestia a camisa era Juliano, um meia-atacante de chegada, o Quitéria apostava também nas jogadas de ponta de Luan e Gustavo Amaral e também nas infiltrações de Massai, utilizado como meia-ofensivo,  a despeito de render melhor como segundo volante.

Massai tinha ido para o jogo sem estar 100% fisicamente, pois havia se lesionado na partida de ida. O camisa 10 tinha amarelo por reclamação quando entrou mais forte em Helton aos 46 minutos da  etapa inicial, deixando o Quitéria com dez em campo.

Nos primeiros minutos da etapa final, a equipe visitante seguiu equilibrando a contenda, mesmo com um a menos. Mas a conta física chegou rápido em um lance discutível. Aos 9 minutos, Luisinho Netto cruzou da direita, a bola passou por Marcelo Tamandaré e chegou a Alex Pinhais, completar. Para muitos que estavam atrás do gol, a finalização teria sido com a mão e não com a cabeça.

Após o gol, o Santa Quitéria partiu para a pressão, mas as boas atuações de Helton e do experiente Aderaldo serviram para arrefecer um pouco os ânimos visitantes.

Se um gol para o Quitéria bastava, a definição de que teríamos pênaltis veio aos 45 minutos. Feijão, com uma bela finta na meia-esquerda, livrou-se de dois adversário de uma vez só e encontrou Marcelo Tamandaré pelo meio. O camisa 20 levantou a cabeça e viu a passagem de Hideo pela direita. O Japonês Voador, que completará 40 anos em dezembro, ignorou os mais de 90 minutos de jogo acumulado e arrancou como um jovem para tocar na saída de Jonas e fechar o placar no tempo normal em 2 a 0.

Nos pênaltis, o Santa Quitéria começou a bater com o goleiro Jonas. Ele foi o único a converter de sua equipe, enquanto que o Iguaçu conseguiu marcar com Emerson, Tonton e Luisinho Netto. Baloy chutou para fora pelo Santa Quitéria e Carlinhos e Badé pararam no goleiro Rodrigo, que garantiu o Alvinegro na terceira decisão consecutiva, na tentativa do bicampeonato consecutivo.

Nos juvenis, goleiro vai de vilão a herói

O goleiro Alex pegou dois pênaltis na decisão entre Vila Sandra e Operário Pilarzinho por uma vaga na final

Na preliminar de juvenis, teve goleiro brilhando nas penalidades. Alex do Vila Sandra pegou duas cobranças e seu time irá à decisão contra o Trieste ao vencer na decisão por pênaltis por 3 a 2, após vitória emocionante por 4 a 3 no tempo normal.

No tempo normal, Alexsandro abriu o placar para o Vila Sandra aos 9 minutos. A resposta do Operário Pilarzinho veio com Léo aos 12 minutos. Alexsandro recolocou o Alvinegro na frente aos 39 minutos.

Na etapa final, o Vila Sandra acumulou gordura com dois gols relâmpago de Gustavo aos 2 minutos e de Willian aos 3 minutos. Brayan diminuiu para o Operário em um chute de longe que contou com um vacilo de Alex e Lucas encostou perigosamente no placar com um gol aos 11.

Como o Operário tinha vencido a ida por 1 a 0. Pênaltis. Aí, na marca da cal, Alex se redimiu do erro no tempo normal ao defender duas cobranças. O time do Operário Pilarzinho ainda acertou uma no travessão e teve seu goleiro pegando uma cobrança. Placar de 3 a 2.

Ficha Técnica:

Iguaçu 2 x 0 Santa Quitéria (agg 3 pts – 3  pts) (PK 3-1)

Estádio Egydio Ricardo Pietrobelli, Butiatuvinha, Curitiba

Iguaçu: Rodrigo; Luisinho Netto, Dudu, Emerson e Aderaldo; Douglão (Marcelo Tamandaré), Helton, Bruninho (Herick) e Hideo; Leonardo (Tonton) e Alex Pinhais (Feijão). Técnico: Juninho.

Santa Quitéria: Jonas; Alex (Djonatan), Carlinhos, Baloy e Badé; Edinaldo Pedra, Russo, Luan (Jean Eduardo) e Massai; Juliano (Pequi) e Gustavo Amaral (Lucas). Técnico: Ary Marques.

Arbitragem: Rafael Traci, Bruno Boschillia, Heitor Alex Eurich.

Gols: Alex Pinhais (IGU, aos 9’/2°), Hideo (IGU, aos 45’/2.º).

Cartões Amarelos: Dudu, Aderaldo, Alex Pinhais (IGU); Massai (SQT).

Cartão Vermelho: Massai (SQT, aos 46’/1.º, dupla advertência)

Confira imagens das partidas:

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Uberlândia e Santa Quitéria empatam em jogo de três expulsões

Jogo no Manoel Gustavo Schier foi extremamente extenuante para as duas equipes, que seguem no G8

Quem foi conferir o jogo dos adultos entre Uberlândia e Santa Quitéria não viu gols, mas viu um jogo que começou nervoso e terminou no limite físico dos atletas. A partida de sábado (16), no Manoel Gustavo Schier,  teve três expulsões, muitos atendimentos médicos, duas bolas na trave e dois goleiros na conta dos lances mais belos do jogo. O placar de 0 a 0 serviu para que o Uberlândia e Santa Quitéria estacionassem nas mesmas posições que começaram a rodada: oitavo e sexto, respectivamente.

“Foi um jogo equilibrado. Eles como favoritos. Todos sabem qualidade deles e as nossas. As expulsões prejudicaram as duas equipes e mesmo com um jogador a mais não conseguimos fazer nossa vantagem”, disse o goleiro Giraia do Uberlândia. “Atrapalhou um pouco nossa equipe. Campo pequeno, mas bom de jogar. Fiz duas bolas na trave que o goleiro iria pegar. A primeira expulsão, acho que o árbitro errou, pois foi mão no peito e simulação. A segunda foi uma discussão boba de lance que tinha parado. Neste calor, com um a mais, ficou difícil correr atrás do resultado”, disse o goleiro Jonas do Uberlândia.

Os dois times voltam a campo no próximo sábado (23), com os juvenis em campo às 13h30 e os adultos às 15h30. O Santa Quitéria recebe o Nova Orleans no Maurício Fruet. O Uberlândia viaja até o Francisco Muraro para enfrentar o Trieste.

O jogo

O primeiro susto do jogo foi no primeiro lance. Em jogada de escanteio, o goleiro Giraia, ao sair do gol, acertou o próprio companheiro Dinda, que precisou receber atendimento nas costas. Apesar do susto, o artilheiro do Uberlândia seguiu em campo.

Os primeiros minutos mostraram um Santa Quitéria mais articulado. Curiosamente, as duas equipe usaram bem os goleiros como último jogador de defesa. Jonas e Giraia são os dois goleiros da Suburbana que melhor utilizam o pé para jogar.

Aos 18 minutos, o primeiro lance de polêmica. Em uma disputa no ataque, o atacante Piter do Santa Quitéria acertou a mão no meito de Kaíke do Uberlândia. O árbitro Cristian Eduardo Gorski da Luz deu vermelho direto para o 9 do time visitante. Mesmo com um a menos, o time do Quitéria manteve um jogo fluido, agora baseado na ação de seus pontas. O Uberlândia apostou principalmente nas tramas entre o voluntarioso Kiki e Dinda.

Aos 31 minutos, em falta de média distância, Jonas acertou o travessão pela primeira vez.

Aos 43 minutos, falta distante um passo da área gerou discussão em que Baloy, do Santa Quitéria, e Luan Helias, do Uberlândia, foram expulsos. No lance seguinte, Jonas acertou mais uma vez o travessão.

Com dez contra nove, o jogo ganhou espaço, mas com a temperatura batendo nos 30 graus, no atípico fim de inverno curitibano, a conta foi chegando aos poucos no físico dos jogadores.

Na segunda etapa, num lance de plasticidade, o goleiro Giraia aplicou uma finta quando pressionado por Juliano, levando a torcida local ao delírio. “O lance do drible é que eu fui por muitos anos jogador de linha e uso isso como recurso”, explicou Giraia.

Apesar de ter um jogador a mais, o Uberlândia penou com o aspecto físico, pois tinha apenas seis jogadores no banco e utilizou três. Para quem viu o jogo, isso acabou equilibrando o número de atletas em campo. Kiki foi substituído sentindo a panturrilha. Quando todas as substituições foram feitas, Dinda teve câimbras, e teve de jogar os últimos minutos no sacrifício, com dificuldades de chutar e arrancar. Pelo lado do Quitéria, as principais chances foram com Jacaré, enquanto que Marlon e Nepo foram os que mais se aproximaram de abrir o placar para o time da casa. Todos sem sucesso.

Nos juvenis, melhor para o Uberlândia

Jogadores do Uberlândia comemoram o gol de Igor, o terceiro da equipe

Nos juvenis, o Uberlândia fez valer o fator casa e venceu o Santa Quitéria por 3 a 2 em duelo bastante equilibrado. O resultado colocou o time da casa na vice-liderança, enquanto que o Quitéria é o quarto colocado.

Erick, pegando rebote de cabeça, abriu o placar para o Uberlândia aos 2 minutos de jogo. Vinícius empatou para o Santa Quitéria aos 8 minutos.

O Uberlândia praticamente matou o jogo em dois minutos. Douglas marcou aos 18 e Igor aos 19 do primeiro tempo.

O Santa Quitéria teve um atleta expulso no começo do segundo tempo, mas mesmo assim não abdicou do jogo, chegando ao segundo gol com Pedrinho aos 28 minutos da etapa final.

Ficha Técnica:

Uberlândia 0 x 0 Santa Quitéria

Estádio Manoel Gustavo Schier, Vila Uberlândia, Novo Mundo, Curitiba

Uberlândia: Giraia; Charles (Baiano), Cabeça, Alex Paiva e Jadson; Nepo, Kaíke (Radamés), Juliano e Luan Helias; Kiki (Marlon) e Dinda. Técnico: Joãozinho Ribeiro.

Santa Quitéria: Jonas; Everton, Gustavo, Baloy e Lima (Gean); Russo, Luan (Jacaré), Massai e Juliano (Gustavinho); Djonatan (Edinaldo Pedra) e Piter. Técnico: Roberto Costa.

Arbitragem: Cristian Eduardo Gorski da Luz, Ivan Carlos Bohn e Marco Antonio dos Santos Pepe.

Cartões Amarelos: Cabeça, Juliano (UBE); Lima, Gean (SQT).

Cartões Vermelhos: Piter (SQT, aos 18/1.º, por acertar adversário no peito), Luan Helias (UBE) e Baloy (SQT) (Ambos aos 43’/1.º, em discussão).

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Iguaçu vence Santa Quitéria e está a um empate do título

Marcelo Tamandaré comemora gol do Iguaçu: time de Santa Felicidade fez a lição de casa e pode conquistar taça na próxima semana

Marcelo Tamandaré comemora gol do Iguaçu: time de Santa Felicidade fez a lição de casa e pode conquistar taça na próxima semana

Com um gol de Marcelo Tamandaré, o Iguaçu venceu o Santa Quitéria por 1 a 0 na partida de ida da decisão da Série A da Suburbana. O resultado deste sábado (12) no Egydio Ricardo Pietrobelli deixa o time de Santa Felicidade a um empate do título que não vem desde 2012. O Santa Quitéria precisa vencer por qualquer resultado no sábado que vem, dia 19, no Maurício Fruet, com a bola para os adultos rolando às 16h30 (deverá ter uma partida juvenil de preliminar a confirmar às 14h30), para forçar a realização da terceira partida em campo neutro a ser decidido.

Esta situação é curiosamente a mesma que o Santa Quitéria levou do primeiro jogo no ano passado, quando na casa do adversário fez uma partida de espera e poucos erros e conquistou o título com um 0 a 0. “Exatamente, é resultado invertido do ano passado e temos de fazer a mesma coisa que o Quitéria ano passado: fechar time, sair na boa, e marcar bem o meio deles que tem muita qualidade. Quitéria estava com posse e com nosso gol, que foi bem trabalhdo, dispersaram. Não há nada ganho ainda e no jogo de volta temos de manter mesmo foco”, disse o volante Adam do Iguaçu.

“A gente buscou o gol a todo momento e com esse negócio de não ter saldo, a gente tentou o empate. Agora vamos pensar no sábado para buscar o terceiro jogo. Precisamos jogar mais e ter cuidado com a bola no Tamandaré, pois o gol foi erro nosso e isso deu na nossa derrota”, disse Lito, lateral do Santa Quitéria.

O jogo

Os primeiros minutos de jogo apresentaram o Santa Quitéria melhor em campo, dominando o meio de campo, ganhando rebotes e muitas vezes roubando a bola na pressão sobre a defesa do Iguaçu. O time auriverde teve a chance de abrir o marcador com Robson e com Jônatas Omelete, mas parou na trave e na falta de pontaria.

Aos 26 minutos do primeiro tempo, a bola foi lançada ao ataque do Iguaçu, após um bate e rebate, a bola sobrou rolada para Marcelo Tamandaré escolher o canto e ir para o abraço, abrindo o marcador diante de um ótimo público que enfrentou uma tarde cinzenta e surpreendentemente fria para ver a primeira perna da decisão.

O gol fez o time do Santa Quitéria perder o ímpeto e a passar a ser dominado. Os visitantes demonstraram nervosismo especialmente na hora do passe para o ataque e com o passar do tempo passaram a abusar das verticalizações e obtiveram mais perigo em uma blitz no começo da etapa final e também no abafa dos acréscimos. Melhor para o Iguaçu, que, numa boa jornada decisiva, vê a Taça Mário Lipinski se aproximar de sua sala de troféus.

Desentendimento na mudança

Perto dos acréscimos da partida, quando o Santa Quitéria pressionava, o técnico Juninho chamou inicialmente dois jogadores para o terceiro movimento perdido e depois mais um para completar suas alterações previstas. Porém, por uma falha de comunicação, Tomate acabou entrando antes de ficar sabendo que era para esperar e deixou dois companheiros irritados sem poder entrar. O Iguaçu não pôde mudar porque não poderia mais parar a partida para isso.

Nos juvenis, Novo Mundo larga com vantagem sobre o Vila Fanny

Na preliminar de juvenis, ainda pela ida das semifinais, o Novo Mundo fez valer o favoritismo e venceu o Vila Fanny, que herdou a vaga do Capão Raso, eliminado por escalação irregular no TJD, por 2 a 1.

Depois de um primeiro tempo muito truncado, o Novo Mundo saiu na frente aos 18 minutos do segundo tempo. Bruno Viana marcou um gol olímpico do lado direito. Logo aos 22 minutos, cobrando pênalti, Mateus ampliou para o atual vice-campeão da Suburbana Juvenil.

O Vila Fanny diminuiu também na bola parada com Tiago, de falta, aos 36 minutos. Um empate classifica o Novo Mundo para a final e o Capão Raso precisa vencer a partida de volta, inicialmente marcada para dia 19, mas sem local definido, para levar para os pênaltis.

Ficha Técnica:

Iguaçu 1 x 0 Santa Quitéria

Estádio Egydio Ricardo Pietrobelli, Santa Felicidade, Curitiba

Iguaçu: Rodrigo; Luisinho Netto, Dudu, Aderaldo e Emerson; Adam, Léo Gago (Tomate), Marcelo Moscatelli e Hideo; Pablo (Romário) e Marcelo Tamandaré (Thiaguinho). Técnico: Juninho.

Santa Quitéria: Jonas; Lito, Baloy, Jair e Marabá; Aroldo, Edson Grilo (Luan), Orlei (Jean) e Massai; Robson (Ratinho) e Jônatas Omelete (Dinda). Técnico: Valmir Constantino.

Arbitragem: Rodolpho Toski Marques, Ivan Carlos Bohn e Heitor Alex Eurich.

Gol: Marcelo Tamandaré (IGU, aos 26’/1.º).

Cartões Amarelos: Emerson (IGU), Jair, Edson Grilo (SQT).

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Santa Quitéria ultrapassa Capão Raso e reedita final de 2015 contra Iguaçu

Jogadores do Santa Quitéria comemoram o gol de Massai. Decisão será a revanche do ano passado

Jogadores do Santa Quitéria comemoram o gol de Massai. Decisão será a revanche do ano passado

Com um gol solitário de Massai, o Santa Quitéria confirmou seu favoritismo e bateu o Capão Raso por 1 a 0 na partida de volta das semifinais da Suburbana. O resultado da tarde deste sábado (5) no Maurício Fruet colocou o atual campeão na decisão da Suburbana, que havia vencido a ida por 2 a 1, defronte o Iguaçu, que foi buscar a vaga nos pênaltis, numa reedição da decisão de 2015. Desta vez, a ida será no Egydio Ricardo Pietrobelli e a volta no Maurício Fruet, com possibilidade de terceiro jogo, com datas a definir pela FPF, provavelmente a partir do dia 19 de novembro.

“Se Deus quiser, será uma grande decisão. Será difícil e temos de continuar com o foco que temos desde o começo do campeonato, sem mudar a postura. É um adversário forte com excelentes jogadores. O foco nosso é o título”, disse Massai, autor do gol, logo após a partida.

Para o Capão Raso, fica o consolo de ter chego entre os quatro melhores em uma temporada em que foi confirmado na elite em cima da hora, surpreendendo vários times favoritos. “Infelizmente não deu. Nós lutamos e tentamos, mas perdemos a classificação nos detalhes, com três erros que viraram gol deles. Desejamos agora boa sorte para eles na decisão”, afirmou Flavinho do Capão Raso.

 

O jogo

A partida poderia ser o duelo entre os artilheiros do campeonato, Diego Armando do Capão Raso e Robson do Santa Quitéria, ambos com nove gols, mas bem marcados, não tiveram muito espaço para brilhar.

O Capão Raso apostou em bolas cruzadas e escanteios, enquanto Santa Quitéria usou muito o trabalho de seus meias para tentar furar a defesa do Tricolor de Aço.

O gol solitário da partida acabou saindo justamente da trama de dois meio-campistas. Aos 43 do primeiro tempo, o zagueiro Baloy sofreu uma falta perto do círculo central. O volante Aroldo tocou com bastante inteligência em profundidade para Massai, que pegou a defesa desprevenida e arrancou para bater na saída de Gênesis.

A segunda etapa teve boa participação dos goleiros, com direito a Jonas ficar a centímetros de anotar mais um gol de falta. Mas foi o suficiente para a festa da torcida do Santa Quitéria, presente em bom número em sua casa.

Ficha Técnica:

Santa Quitéria 1 x 0 Capão Raso

Estádio Maurício Fruet, Santa Quitéria, Curitiba

Santa Quitéria: Jonas; Lito, Baloy, Jair e Marabá (Jean); Aroldo (Edinaldo Pedra), Orlei, Edson Grilo e Massai (Luan); Robson (Luan) e Jônatas Ometele. Técnico: Valmir Constantino.

Capão Raso: Gênesis; Felipe, Couto (Jackson Laguna), Hudson e Go (Flavinho); Daniel, Piter (Sabonete), Feijão e Roney; Diego Armando e Giovane (John). Técnico: Junior Saurin.

Arbitragem: Leandro José Mendes, Alessandro Antônio Gonçalves e João Cleber Cecatto Wagner.

Gol: Massai (SQT, aos 43’/1.º)

Cartões Amarelos: Jair, Aroldo, Luan (SQT); Feijão, Roney, Flavinho (CPR).

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Santa Quitéria bate Operário Pilarzinho e começa mata-mata com vantagem

Jogadores do Santa Quitéria comemoram o gol de Robson, o segundo na vitória sobre o Operário Pilarzinho: um empate separa os atuais campeões de mais uma semifinal

Jogadores do Santa Quitéria comemoram o gol de Robson, o segundo na vitória sobre o Operário Pilarzinho: um empate separa os atuais campeões de mais uma semifinal

Jogando no Bôrtolo Gava, casa do adversário, o Santa Quitéria deu mais um importante passo em sua luta pelo bicampeonato ao vencer o Operário Pilarzinho por 3 a 0, na tarde deste sábado (15). O resultado deixa a equipe dependente de apenas um empate para chegar às semifinais. Os gols da partida foram marcados por Massai, Robson e Jonas.

Ao Operário Pilarzinho, resta vencer por qualquer placar, não há saldo de gols no mata-mata, para levar a decisão para os pênaltis. Os duelos de volta serão no próximo sábado (22), com os juvenis (Trieste x Operário Pilarzinho) em campo no Maurício Fruet às 13h30 e os adultos às 15h30. Os horários poderão ser alterados para mais tarde caso a FPF cumpra a tradição de adaptar sua tabela ao horário de verão (até o momento desta reportagem ainda não o havia feito).

“Quero agradecer a Deus. A primeira [cobrança de falta] não fez a curva, mas a segunda fez e pude ser feliz ao ajudar a equipe a conseguir vantagem. Não ganhamos nada, mas temos uma vantagem, que pena que não tem saldo, numa regra que ninguém entende. Vamos dentro de casa fazer o melhor. Mais uma vez a defesa começa na frente e se todo mundo ajudar a marcar e não dermos brecha, não tomaremos gol e sairemos classificados”, disse o goleiro-artilheiro Jonas, do Santa Quitéria, cuja invencibilidade no próximo duelo garantirá a vaga nas semifinais.

 

“Agora temos de jogar fora o que não jogamos hoje [sábado]. Eles vieram aqui, uma equipe forte, e jogaram melhor do que jogamos. Fizeram por merecer e ficamos vendo jogar. Somos fortes em casa, mas eles fizeram o que a gente faz e agora a gente vai ter de fazer o que não fez até agora no campeonato, que é ganhar fora de casa, para daí decidirmos nos pênaltis. O futebol é imprevisível, por isso é bom. Temos de trabalhar para fazermos algo que é difícil, mas não é impossível”, analisou após o jogo o meia Joãozinho Madureira do Operário Pilarzinho.

O jogo

A partida começou com muita disputa nas intermediárias, mas com o Santa Quitéria mais objetivo e usando bem os lados do campo. E foi assim que o gol saiu aos 27 minutos do primeiro tempo. Após cruzamento da direita, Massai apareceu para concluir no segundo pau.

Na primeira etapa, o Operário Pilarzinho teve chance de marcar com Wá com o gol praticamente aberto e na segunda etapa teve uma chance parecida com Ricardinho.

No entanto, o Santa Quitéria dominou as ações e foi mais eficiente. Aos 17 minutos da etapa final, Massai avançou pela ponta direita e cruzou rasteiro. Jônatas Omelete fez um corta-luz e Robson só concluiu para dentro das redes.

Para a vitória do Santa Quitéria ser completa, só faltava um gol do seu goleiro-artilheiro Jonas, que havia tentado uma fez e visto ela passar perto do gol. Na sua segunda tentativa, aos 36 minutos, o camisa 1 cobrou com perfeição no ângulo esquerdo de Evandro, fechando o marcador.

Nos juvenis, vantagem para o Trieste

Na preliminar de juvenis, vitória do Trieste sobre o Operário Pilarzinho por 1 a 0. O Tricolor da Colônia joga por um empate na partida de volta no Maurício Fruet, enquanto que o Pilarzinho precisará vencer para levar aos pênaltis.

O time da casa teve chances claras com Vítor e nas jogadas criadas pelo ponta Ramires, destaque do jogo. Porém, o Trieste foi eficiente na chance clara que teve. Aos 31 minutos do segundo tempo, Ruan dominou na entrada da área, cortou o zagueiro e bateu no canto do gol, garantindo a vantagem dos atuais campeões na busca por uma vaga nas semifinais.

Ficha Técnica:

Operário Pilarzinho 0 x 3 Santa Quitéria

Estádio Bôrtolo Gava, Pilarzinho, Curitiba

Operário Pilarzinho: Evandro; Cabeça (Cristian Neguinho), Rodrigão (Herlon), Willian Maluco (Diego) e Patrik; Kelvin, Robson Baroni, Joãozinho Madureira e Wá (Rodriguinho); Ricardinho (Cainan) e Adriano Sagui. Técnico: Peterson Freitas.

Santa Quitéria: Jonas; Lito (Alan), Baloy, Jair e Jean; Edson Grilo (Diego), Ednaldo Pedra, Orlei e Massai; Robson (Dinda) e Jônatas Omelete (Luan). Tècnico: Valmir Constantino.

Arbitragem: Cristian Eduardo Gorski da Luz, Heitor Alex Eurich e Tom Gomes Rocha.

Gols: Massai (SQT, aos 27’/1º), Robson (SQT, aos 17’/2.º), Jonas (SQT, aos 36’/2.º).

Cartões Amarelos: Patrik, Kelvin, Robson Baroni (OPP); Edson Grilo (SQT).

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Ídolo parnanguara busca título inédito na Suburbana

O Santa Quitéria de Ratinho, de amarelo à esquerda, já está classificado para o mata-mata da Suburbana

O Santa Quitéria de Ratinho, de amarelo à esquerda, já está classificado para o mata-mata da Suburbana

Uma das atrações do Santa Quitéria, equipe com passaporte carimbado para a segunda fase, nesta Suburbana é velho conhecido do torcedor paranaense, especialmente de Paranaguá. Se o Rio Branco local teve a precisão de Oromar e toda a magia de Mandrake no século XX, no século XXI, o clube parnanguara pode ser resumido na trajetória de Ratinho, 36 anos, 12 deles pelo Leão da Estradinha, agora de passagem pelo futebol amador em busca de um título que ainda não tem.

Ratinho já disputou duas Suburbanas, uma pelo Trieste e outra pelo Vila Fanny, outros dois pesos-pesados do certame. Nas duas oportunidades, nada de título. Pelo Santa Quitéria, atual campeão, a primeira parte da missão foi feita, com o time liderando o certame com 20 pontos, classificando e com as três rodadas que restam da fase de classificação sendo oportunidades de buscar o primeiro lugar e a vantagem de decidir em seus domínios começando pelo duelo direto contra o Iguaçu, terceiro colocado, neste sábado, no Egydio Ricardo Pietrobelli, justamente reedição da decisão passada.

O Futebol Metrópole falou com Ratinho ainda na estreia  da equipe, quando o camisa 10 fez os seus únicos dois gols até o momento em uma boa estreia contra o Imperial. No entanto, ele não aparece nas escalações desde a quarta rodada, muito devido a compromissos eleitorais em Paranaguá, mas é esperado que volte para os momentos decisivos.

“Vamos buscar sim o título. É bastante gratificante disputar pela equipe do Santa Quitéria com vários conhecidos de jogar junto e de jogar contra. Temos de trabalhar muito em busca dele”, afirmou.

Nesta temporada, o atleta disputou sua 12.ª temporada profissional pelo Rio Branco, sendo fundamental para o time parnanguara se salvar mais uma vez da degola. Uma próxima temporada ainda era tratada como incógnita pelo atleta, que não descarta uma aposentadoria dos gramados profissionais. “Vai depender muito do que acontecer até o final do ano. Pode ser que eu continue por lá ou então acabe parando com o futebol profissional neste ano”, disse.

Um fato bastante curioso, no caso uma coincidência da bola e que ressalta a idolatria pelo que fez como atleta no Litoral se reflete na categoria juvenil. O Santa Quitéria fez uma parceria com uma equipe de base que treina no campo da Brasil Foods, em Paranaguá. O Santa Quitéria juvenil ainda briga por uma vaga na próxima fase e pelo direito de acompanhar os adultos. Na primeira rodada, a entrada em campo do ídolo logo após a preliminar, deixou bastante garotos boquiabertos e muitos deles interessados em fotos e autógrafos com o herói local. “A gente acaba virando referência principalmente com a molecada sub-17 e os pequenos. Agradeço a Deus, pois é algo conquistado e é um grande prazer em estar com eles. Estou muito feliz de ter jogado 12 temporadas lá, de ser da cidade e também estou muito feliz com o carinho aqui do pessoal do Quitéria e também do Rio Branco lá”, completou.

Em 2015, Ratinho teve mais uma passagem pelo futebol do Pará, onde atuou por sete temporadas. No Remo, campeão estadual, passou por uma situação curiosa. Atuou ao lado de Flávio Caça-Rato. Ratinho e Caça-Rato, por mais que sejam apelidos antagônicos, acabaram por formar uma dupla. “Foi bastante gratificante. Foi um jogador campeão pelo Santa Cruz com torcida recebendo no aeroporto em Belém. Caça-Rato e Ratinho deu certo? Deu. Foi campeão em 2015. Agora, ele segue carreira em outro lugar e pessoal realmente brincava com isso dos apelidos”, relembrou após uma gargalhada por relembrar os apelidos da dupla.

 

Neste fim de semana, o Futebol Metrópole faz um pequeno recesso, mas volta na segunda-feira atualizando tudo que aconteceu na rodada da Suburbana, da Taça FPF e da Terceirona Paranaense. Voltaremos com coberturas in loco na próxima semana.

Confira aqui nosso mais recente Boletim da Suburbana em vídeo.

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Santa Quitéria inicia defesa de título goleando Imperial

Jogadores do Santa Quitéria comemoram o primeiro gol marcado por Ratinho: vantagem confortável foi construída na primeira etapa

Jogadores do Santa Quitéria comemoram o primeiro gol marcado por Ratinho: vantagem confortável foi construída na primeira etapa

O começo da defesa do título da Suburbana não poderia começar de melhor maneira para o Santa Quitéria. A equipe auriverde largou na competição de 2016 com uma expressiva goleada de 5 a 1 sobre o Imperial, na tarde deste sábado (23), no Manoel Gustavo Schier, onde mandou o jogo por motivo de interdição do Maurício Fruet. Ratinho e Lito foram os destaques da partida, marcando dois gols cada. Massai também marcou para o Quitéria, enquanto que Dênis fez o gol de honra do Imperial.

Na próxima rodada, próximo sábado (30), o Santa Quitéria volta à sua casa de fato, o Maurício Fruet, recebendo o Nacional. Já o Imperial joga mais uma fora, desta vez no Bôrtolo Gava, contra o Operário Pilarzinho. Os juvenis entram em campo às 13h30 e os adultos às 15h30.

O jogo

O Santa Quitéria começou dominando as ações. O time mandante controlava o jogo pelo meio com o tridente formado por Orlei, Massai e Ratinho e pelos lados com boas atuações dos laterais Lito e Marabá. O gol não tardou a sair. Aos 15 minutos, a bola foi cruzada na área e Ratinho apareceu como elemento surpresa se antecipando ao goleiro Júlio.

O Imperial, que veio com um time jovem e sem sete titulares que não saíram no BID, sentiu o baque. Aos 22 minutos, uma bola recuada para o goleiro Júlio virou gol. Usando de sua experiência, Ratinho pressionou o goleiro, que chutou a bola em cima do ídolo riobranquista. Segundo gol do ex-meia do Remo em sete minutos.

Bastou mais dez minutos, aos 32 minutos, para o Santa Quitéria ampliar. Nova bola cruzada na área e quem apareceu como elemento surpresa para cabecear foi Massai.

Sem passar por sufoco algum até então, o Santa Quitéria aumentou o placar aos 42 minutos. O lateral-direito Lito acertou um belo chute de fora da área no ângulo esquerdo do goleiro Júlio. Golaço indefensável.

Com a vantagem elástica no placar, o técnico Valmir Constantino mexeu três vezes já no intervalo colocando Diego, Baloy e Dinda, poupando o zagueiro Jair, que tinha cartão amarelo, e mudando a característica do ataque ao sacar Robson e Alan.

O Santa Quitéria diminuiu o ritmo nos primeiros minutos da etapa final e passou a investir mais na bola aérea. Foi em uma dessas jogadas que saiu o quinto gol. Aos 20 minutos, Dinda desviou bola de cabeça na área e Lito teve o trabalho de empurrar para dentro.

O jogo ficou mais aberto, com o Imperial indo atrás do gol de honra e com o Santa Quitéria perdendo oportunidades de fazer o sexto. A primeira hipótese, a do gol de honra, confirmou-se em grande estilo. Aos 39 minutos, Dênis recebeu pela esquerda e teve categoria suficiente para perceber a saída de Jonas e tocar por cobertura, fazendo um belo gol e fechando o placar.

Constantino afirma não se iludir com resultado

Após o jogo, o técnico do Santa Quitéria, Valmir Constantino, adotou um discurso cauteloso apesar da goleada. “O resultado se tornou elástico, até meio tranquilo, porque fomos três vezes rápido ao ataque e fizemos três gols. Depois coloquei jogadores que não treinamos coletivamente, pois nosso campo está interditado, e tivemos erros de posicionamento. Depois, assentamos e tivemos oportunidades claras que vou cobrar depois. Não me iludo com este resultado. Gostei de alguma coisas de parte tática, envolvimento e transição, mas placar deste não existe no amador, geralmente mais justo”, afirmou Constantino.

A formação da equipe do Santa Quitéria é ambiciosa, porém o novo regulamento deixou o treinador insatisfeito. “Este time está sendo preparado para chegar às finais, mas este regulamento novo é uma porcaria de trazer a mesma fórmula do Paranaense  para o Amador. O time pode ir bem na primeira fase e depois perder um jogo e cair fora. Eu, Valmir Constantino, prefiro a fórmula antiga”, lamentou.

Se agora treina um dos favoritos, Valmir Constantino teve na temporada passada no comando de outra equipe que começou defendendo o título, o Nova Orleans. No caso, a situação era bem diferente, pois o técnico assumiu a equipe na segunda metade da Primeira Fase tendo de lidar com a briga contra a degola. “São duas coisas bem distintas. Ano passado, com o Orleans, era quatro ou cinco jogos faltando e tabela desfavorável. Quase só jogos contra equipes de cima da tabela, com plantel abatido. Mas deu na gota e conseguimos livrar. Já tinha experiência tinha de ter salvado o Nova Orleans em duas vezes antes. Agora num elenco mais rodado é outra pressão, até mais gostosa. Como treinador, tive privilégio de estar dos dois lados. Quando se passa por ambas, fica uma pessoa pronta”, concluiu.

Desfalque de si mesmo, Pastor Serafim confia em reação nas próximas partidas

Do lado do Imperial, ficou a análise do treinador Pastor Serafim de que os vários desfalques, sete deles titulares, atrapalharam na estreia. “Estive sem sete titulares, praticamente um time reserva. Em três erros fatais, eles abriram 3 a 0 e tiveram domínio. O time deles [Santa Quitéria] é muito entrosado e competente”, disse o técnico após a partida.

Entre os desfalques titulares, os atacantes Jailton, que não obteve liberação do emprego, e Adriano Marmita, que não saiu do BID, contaram como baixas. Entre os não titulares, o técnico Pastor Serafim não pôde contar com o zagueiro… Pastor Serafim. Isso mesmo, o treinador não saiu no BID, deixando a equipe sem uma opção defensiva caso houvesse a necessidade.

Goleada a parte, o treinador confia que a equipe vá brigar por uma classificação para a próxima fase. “Vamos virar isso. Nós vamos passar de fase e vamos incomodar”, concluiu.

Matemática da classificação

Segundo nossa reportagem, será preciso 12 ou 13 pontos para passar de fase. O primeiro colocado deverá ficar na faixa dos 21 aos 23 pontos.

Saída precoce

Durante toda partida juvenil, o Imperial contou com uma barulhenta organizada. Pouco antes da partida adulta, a organizada do Santa Quitéria chegou. Tivemos cerca de 15 minutos com um interessante duelo de gritos e baterias. Porém, pouco depois de sofrer o primeiro gol, a organizada do Imperial surpreendentemente deixou o Manoel Gustavo Schier com sua faixa e seus instrumentos.

Com que roupa eu vou?

Perguntado sobre se o bonito uniforme usado na partida era novo, a reportagem ouviu uma curiosa resposta da diretoria do Imperial: “na verdade, temos 23 jogos de uniforme”. Isso significa que, se não fosse o regulamento pedindo o uso do uniforme 1 em casa, o Imperial poderia usar toda partida um uniforme diferente na Suburbana deste ano sem repetir camisa, mesmo que chegue na final e a final vá para o terceiro jogo.

Nos juvenis, bom jogo e empate no apagar das luzes

Na preliminar de juvenis, Santa Quitéria e Imperial ficaram no empate por 1 a 1. A equipe mandante veio com um time completamente diferente da temporada passada, pois trocou de parceria de categorias de base, agora formada por garotos do litoral paranaense, de Paranaguá a Guaratuba, que treinam no campo da Brasil Foods, próximo ao Porto de Paranaguá. Muitos ficaram maravilhados de ver após o jogo o ídolo local parnanguara Ratinho no aquecimento. O Imperial manteve a base que jogou a Série B da Suburbana Juvenil na temporada passada, apenas deixando de contar com atletas que estouraram a idade enquanto adicionou alguns de idade mínima para completar a equipe.

Foi um jogo bastante disputado. O Santa Quitéria mostrou uma equipe bastante forte fisicamente na defesa e com jogadores insinuantes no ataque. O Imperial mostrou bastante conjunto, mas abusou de perder gols, mostrando-se nervoso com a estreia. Na primeira etapa, a equipe do Mossunguê acertou a trave quatro vezes. Mesmo assim, quem saiu na frente foi o Santa Quitéria com gol de Gabriel Zanardi aos 34 minutos.

Na etapa final, o Imperial martelou atrás do gol de empate. A cada chance perdida, aumentava a certeza de que não iria acontecer. Até que, aos 43 minutos, em cima da marca que o árbitro Felipe Kirchner Bello apontou para os acréscimos, não custa lembrar que os jogos do juvenil têm dois tempos de 40 minutos, o meia Gérson cobrou escanteio na esquerda de pé trocado e a bola fez uma curva, morrendo no fundo das redes. Isso mesmo: um gol olímpico no último lance do jogo salvou o Imperial da derrota.

Ficha Técnica:

Santa Quitéria 5 x 1 Imperial

Estádio Manoel Gustavo Schier, Vila Uberlândia, Novo Mundo, Curitiba

Santa Quitéria: Jonas; Lito, Ednaldo Pedra, Jair (Baloy) e Marabá; Aroldo (Edson Grilo), Orlei, Massai e Ratinho (Tilico); Robson (Diego) e Alan (Dinda). Técnico: Valmir Constantino.

Imperial: Julio; Luciano, Diego, Aroldo e Deda; Abimael, Jhoni (Tobi), Caíque e Zeti (Dênis); Japa e Samuel. Técnico: Pastor Serafim.

Arbitragem: Cristian Eduardo Gorski da Luz, Ivan Carlos Bohn e Reube Dobrychlop dos Reis.

Gols: Ratinho (SQT, aos 15/1.º, e aos 22/1.º), Massai (SQT, aos 32/1.º), Lito (SQT, aos 42/1.º e 20/2.°); Dênis (IMP, aos 39/2.º)

Cartões Amarelos: Jair (SQT); Diego, Caíque (IMP).

Confira as imagens das partidas:

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Baixe pôster do Santa Quitéria, campeão da Suburbana 2015

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União após turbulências foi fundamental para título do Santa Quitéria, explica Chibior

Leandro Chibior, à esquerda, de branco, ao lado do microfone, comandou o Santa Quitéria rumo ao título da Suburbana de 2015

Leandro Chibior, ao centro/esquerda, de branco, ao lado do microfone, comandou o Santa Quitéria rumo ao título da Suburbana de 2015

A trajetória que levou o Santa Quitéria ao título da Suburbana após cinco anos de seca foi longe de ser linear. Por vários momentos, o fantasma da eliminação rondou o Maurício Fruet, como na derrota para Operário Pilarzinho na primeira fase e na derrota em casa para o Trieste na segunda, o que colocou o time do técnico Leandro Chibior na última colocação da chave antes da última rodada. Porém, depois daquele dia, foram quatro vitórias, um empate, um time renascido e campeão.

“Devemos à união deles. Quando a gente fechou o grupo e a comissão técnica na segunda fase, o time só veio a crescer. Esquecemos os problemas extracampo. Parabéns ao grupo que soube aceitar a proposta que a gente deu, de esquecer o extracampo e focar só no jogo”, afirmou o treinador Leandro Chibior após a partida no Egydio Ricardo Pietrobelli.

Agora, o atual elenco do Santa Quitéria entrou de vez na história do clube. “Foi raça, foco e principalmente humildade desses atletas que prevaleceu e os levou ao título. A gente até brincou na semifinal com o quadro de 2010 [último time campeão do Quitéria] que a gente tem de virar a página e estar na história. Agora, a gente está ‘enquadrado’ no clube”, disse Chibior.

Como campeão da Suburbana, o Santa Quitéria ganhou direito a disputar em 2016 a Taça Paraná, o estadual de futebol amador, competição que dá vaga para o Sul-Brasileiro, que no próximo ano será sediado no estado de São Paulo (a sede é transitória em formato de rodízio entre os quatro estados participantes). “Ainda vamos conversar. Temos de nos organizar bem para que não venha problemas extracampo. Se acontecer isso, deveremos segurar a maior parte do elenco”, contou o treinador.

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Torcida quase despe capitão do Santa Quitéria após título

Ao fim do jogo no Egydio Pietrobelli, Jônatas foi cercado por torcedores e ficou apenas de calção

Nos momentos que os colegas do finado site Impedimento classificariam como de loucura, psicopatia e caos, logo após o apito final do empate sem gols contra o Iguaçu que deu o título da Suburbana ao Santa Quitéria, no último sábado (5), o atacante Jônatas Omelete, capitão, autor do gol que deu o título (na vitória por 1 a 0 na ida) e artilheiro da equipe (com oito gols, sendo o quarto na classificação geral de artilheiros), foi cercado por torcedores do próprio Quitéria. Os adeptos, a fim de um souvenir do título histórico, levaram a a camisa 11, o par de meias amarelas e as chuteiras do ídolo. Em nome do decoro, o calção foi poupado pelos ensandecidos torcedores.

Vestindo apenas o calção e uma meia que usa por baixo do meião de jogo, Jônatas celebrou o título, mesmo sem a taça sendo entregue naquele momento. “Agora vale tudo. Olha essa torcida aqui, é muita emoção! Passamos por muitas dificuldades, mas está aqui a recompensa pelo título. Iremos ter a emoção de levantar a taça e quero agradecer a todo mundo”, disse o camisa 11.

No meio da comemoração, ainda sobrou uma alfinetada para os adversários da decisão, o Iguaçu. “Os caras do Iguaçu estavam falando demais que iam levar a decisão para o terceiro jogo e olha aí a festa nossa no campo deles”, concluiu o capitão auriverde.

 

Federação divulga nota sobre incidentes

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgou uma nota sobre a suspensão da premiação após os incidentes do fim da partida entre Iguaçu e Santa Quitéria. “Em função da falta de segurança no momento final do jogo, a premiação às equipes será feita posteriormente, em data e local que serão informados nos próximos dias pela Federação Paranaense de Futebol.”, diz a nota.

A FPF afirmou ainda na nota que ela e o mandante da partida, o Iguaçu, tomaram todas as medidas necessárias para a segurança do jogo e que tomará todas as medidas necessárias para punir os responsáveis pelos transtornos, que envolveu objetos atirados no gramado e brigas no entorno do campo.

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