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Novo Mundo vence Nova Orleans, garante classificação e emparelha com líder

Jogadores do Novo Mundo comemoram o gol de Caíque (10): Alvirrubro só está atrás do Vila Fanny no saldo de gols

Em um jogo nervoso e que precisou suportar a pressão do Nova Orleans até o fim, o Novo Mundo saiu com um importante resultado e garantiu com três rodadas de antecipação uma vaga no mata-mata da Suburbana. Na partida deste sábado (7), na Arena Vermelha, um gol chorado de Caíque aos 8 minutos de jogo bastou para o triunfo por 1 a 0. Rogério ainda perdeu um pênalti para o time da casa.

O resultado deixa o Novo Mundo com os mesmos 18 pontos do líder Vila Fanny, mas atrás no saldo de gols, 11 contra 5, e já garantido na próxima fase. O Nova Orleans é o décimo com 7 pontos, ameaçado pela zona de rebaixamento, que tem o arquirrival Imperial logo abaixo com 6 pontos, mas também com esperanças de classificação, pois está distante apenas dois pontos do oitavo colocado, o Uberlândia, o que significa que, nas duas rodadas que restam,  teremos times brigando ao mesmo tempo contra a degola e em busca da(s) última(s) vaga(s) no mata-mata.

“Tivemos  oportunidade, maior volume foi nosso e não tivemos capacidade de marcar. Tivemos posse e não conseguimos definir. Eles conseguiram em uma oportunidade e venceram o jogo”, disse o zagueiro Du do Nova Orleans. “Foi um jogo difícil e fui feliz por fazer gol da vitória. O time todo está de parabéns e vamos trabalhar mais nesta semana. E estamos aí, nosso objetivo é lutar pelo título”, disse o meia Caíque, autor do gol do Novo Mundo.

Os dois times voltam a campo no próximo sábado, dia 14, com juvenis em campo às 13h30 e adultos às 15h30, ambos fora de casa. O Nova Orleans encara o Capão Raso no José Carlos de Oliveira Sobrinho. O Novo Mundo pega o Imperial no Octávio Silvio Nicco.

O jogo

A partida começou movimentada e o Novo Mundo chegou cedo ao gol. Aos 8 minutos, Rodolfo Negueba cabeceou a bola no travessão. A redonda subiu e Caíque empurrou de cabeça para dentro das redes. Foi o necessário para o Novo Mundo ter alguma tranquilidade enquanto que o Nova Orleans tinha dificuldade para sair jogando, tentando ligação direta.

Tentando melhorar qualidade do passe e povoar o ataque, o técnico Rossano, que substitui Alexandre Oliveira, agora diretor, sacou o lateral Andrezinho com meia hora de jogo e colou o atacante Éderson, que vinha no banco. O time do Nova Orleans ganhou fluidez, mas seguiu sofrendo com o nervosismo e a falta de pontaria.

Aos 41 minutos do primeiro tempo, um toque de bola na área virou pênalti para o Novo Mundo. Rogério teve na marca da cal a chance de dar gordura ao time da casa e garantir um segundo tempo com menos sustos. No entanto, ele conseguiu até deslocar o goleiro Matheus, mas a bola foi caprichosamente no poste esquerdo.

Na segunda etapa, o Nova Orleans partiu deliberadamente para cima e parou na falta de pontaria e na boa colocação pelo alto do goleiro André. Por segunda advertência, o lateral Alex do Novo Mundo foi expulso aos 30 minutos.

O Nova Orleans ficou até o minuto final tentando chegar ao gol. Esteve perto com Molão de cabeça, Nathan com os pés e Wescley em cobranças de falta, mas não era o dia do campeão de 2014. Melhor para o Novo Mundo.

Nos juvenis, duas expulsões e nenhum gol

Preliminar foi bastante disputada na Arena Vermelha

Na preliminar juvenil entre Novo Mundo e Nova Orleans, 0 a 0 no placar e 1 a 1 em expulsões. O empate, combinado com os resultados da rodada, fez com que os dois times carimbassem com antecedência o passaporte para o mata-mata. O Novo Mundo é o terceiro com 17 pontos e o Nova Orleans é o quarto com 16.

Durante a maior parte do jogo, o time da casa apostou nas jogadas pela ponta e em tentativa de bolas paradas. Mais forte fisicamente, o Nova Orleans apostou nos laterais e nas esticadas em direção aos atacantes. Apesar do placar zerado, foi um jogo de bom nível técnico para a categoria juvenil e com uma expulsão para cada lado na metade da segunda etapa, ganhou em espaço e imprevisibilidade.

Ficha Técnica:

Novo Mundo 1 x 0 Nova Orleans

Estádio Arena Vermelha, Novo Mundo, Curitiba

Novo Mundo: André; Fabrício, Luis Maciel e Hudson; Gui, Gean (Guiga), Evandro, Caíque e Alex; Rogério (Fernandinho) e Rodolfo Negueba (Wesllen). Técnico: Altevir Sales.

Nova Orleans: Matheus; Andrezinho (Éderson, depois Dênis), Du, Márcio e Robinho (Renan); Gi, Thiago Oliveira, Molão e Ander (Wescley); Nathan e Leandrinho. Técnico: Rossano.

Arbitragem: Marcelo Sales Corrêa, Heitor Alex Eurich e Marco Antônio dos Santos Pepe.

Gol: Caíque (NMU, aos 8’/1.º)

Cartões Amarelos: André, Alex, Hudson, Caíque, Rodolfo Negueba (NMU); Márcio, Gi, Wescley (UNO).

Cartão Vermelho: Alex (NMU, aos 31/’2.º, dupla advertência).

Confira imagens das partidas:

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Bangu leva a Copa de Futebol Amador com retorno triunfal de artilheiro

O capitão Ricardo ergue a Copa de Futebol Amador da Capital: título veio em vitória com dez em campo e retorno de artilheiro

O Bangu conquistou pela primeira vez a Copa de Futebol Amador da Capital neste sábado (1.º) ao bater o Nova Orleans por 2 a 0 no Maurício Fruet. O título coroou uma campanha que começou bastante irregular, com algumas atuações irreconhecíveis, e culminou em uma arrancada nas rodadas finais com um futebol envolvente e de muita velocidade. Com cinco times podendo ser campeões na rodada final – o próprio Bangu, Uberlândia, Nova Orleans, Palmeirinha e Capão Raso – a taça teve apenas dois donos durante a tarde, com um período de aproximadamente uma hora entre o primeiro gol de Dinda sobre o Grêmio Ipiranga, que daria o título ao Uberlândia, vice pelo segundo ano consecutivo, e o primeiro gol de Luizinho para o Bangu.

Luizinho foi o herói da tarde. O atacante esteve de saída para o Operário Pilarzinho, chegando a treinar na equipe, deixando o time do Bangu sem sua presença nas últimas cinco partidas, ironicamente coincidindo com a reação da equipe na tabela. No entanto, voltou, ficou no banco e entrou no segundo tempo para mudar a partida com os dois gols, selando uma impressionante artilharia da competição com 11 gols em apenas cinco jogos disputados. No entanto, o reencontro com a camisa rubro-negra e as redes, no caso dele quase um sinônimo, pode ter sido uma despedida ou de repente um novo recomeço. “Nós vamos conversar com o presidente neste fim de semana e isso deve definir meu destino”, disse Luizinho após o jogo. “Eu tenho a felicidade com a camisa do Bangu. Joguei em 2013 e fui artilheiro da Série A com 19 gols, voltei em 2016 e fui vice-artilheiro da Série B com 21 gols e agora fui artilheiro desta competição com 11 gols sem jogar cinco jogos. Eu me sinto bem no Bangu, é o que dizem mesmo, chuto de qualquer jeito e a bola entra. Eu me sinto muito bem aqui e me sinto em casa e é o que importa”, afirmou. O avante terá de decidir entre disputar a Série A ou tentar mais uma vez o acesso pelo Rubro-Negro da Zona Oeste.

O título coloca o Bangu, única equipe de Série B da Suburbana que ficou na parte de cima da tabela da competição, como um dos favoritos ao acesso. “Na verdade, nosso objetivo era formar time forte pra a Suburbana. Todos aqui estão no time e temos mais um meia e um zagueiro por vir que não iremos revelar ainda porque tem outros clubes querendo. Nunca digo que somos os favoritos, mas é um bom time para subir. Sabemos que Série B precisa sempre de algo mais. Fizemos um bom elenco e vamos respeitando as outras equipes, pois cada jogo uma história diferente”, disse o técnico Jefferson.

O Bangu fechou a competição com 22 pontos, um a mais que o vice-campeão Uberlândia. O Palmeirinha terminou em terceiro com 20 pontos e 11 gols de saldo, seguido pelo Capão Raso, mesma pontuação e saldo 6. O Nova Orleans fechou em quinto com 17 pontos.

O jogo

Em campo por pouco mais de meia hora, Luizinho resolveu a partida com dois gols

A partida começou com um Nova Orleans ansioso, pois precisava vencer e ainda secar o Uberlândia, errando muitos passes no meio de campo e o Bangu, cuja vitória simples bastava, mas um empate ainda poderia dar o título caso o Uberlândia não vencesse, aproveitando muito bem o corredor esquerdo do ataque. Joãozinho foi o principal nome na criação do meio-campo e o time forçava jogo com o ala Binho Chuchu e o atacante Zanka, dando muito trabalho à defensiva do Orleans. No entanto, faltava alguma contundência para vazar a meta defendida por Yuri.

Nas poucas vezes que o penúltimo passe dava certo, o Nova Orleans esbarrava num trio de zaga bem postado com Diogo, Paulo Sérgio e Samuca, prontos para anular as tentativas de duplo-pivô de Igor e Éderson, um dos pontos fortes do time alviverde.

Numa altura que o Uberlândia já estava na frente do placar no Elba de Pádua Lima, as coisas pareciam se complicar para o Bangu. O empate já não bastava e o zagueiro Diogo foi expulso aos 41 minutos da etapa inicial após segunda falta para cartão amarelo. Com isso, a sobra na zaga do time rubro-negro acabou e os laterais, que faziam bom trabalho ofensivo, tiveram de se retrair, diminuindo o sufoco do Nova Orleans nos flancos de sua defesa.

Pouco mais de 6 km entre os dois estádios em que algum momento a taça teria de ir durante a tarde (Reprodução Google)

O técnico Jefferson colocou Romarinho na segunda etapa. O atacante passou a incomodar o miolo da zaga do Nova Orleans. No entanto, o time alviverde dominou o início da segunda etapa, dando trabalho para o goleiro Ricardo. Porém, a disputa por rebotes na meia-cancha parecia igual, não parecia um duelo de onze contra dez.

Aos 17 minutos, o treinador banguense colocou Luizinho em campo. A primeira bola que o artilheiro pegou foi um sempulo que obrigou o goleiro Yuri a se esticar todo no canto esquerdo para fazer importante defesa.

A segunda bola que Luizinho pegou balançou as redes. Aos 24 minutos, o avante recebeu passe, furou a defesa na velocidade e tocou mansamente com categoria na saída de Yuri. A taça estava voltando para o Bangu no Maurício Fruet.

Enquanto o Nova Orleans corria atrás do empate e desperdiçava muito, especialmente na bola parada, o trio de jogadores com nomes no diminutivo formado pelos velozes Joãozinho, Romarinho e Luizinho causava transtornos à retaguarda num jogo que ficou bastante aberto.

O segundo gol saiu em mais uma das investidas do Bangu em velocidade pelo miolo da zaga do Nova Orleans. Aos 37 minutos, Luizinho arrancou e parou em pênalti cometido pelo goleiro Yuri. O camisa 20 bateu forte e ampliou o placar ao mesmo tempo que chegavam notícias de que Dinda fazia o segundo gol do Uberlândia sobre o Grêmio Ipiranga.

Mesmo com alguma pressão no fim da partida, o Nova Orleans não conseguiu chegar ao gol de honra. Restou o apito final e a festa do Bangu, primeiro time fora do bairro do Novo Mundo a vencer a competição (Capão Raso duas vezes e Novo Mundo já haviam erguido a taça).

Em comum, mas de saída

Entre aquela partida final em dezembro que o Bangu venceu a Suburbana Juvenil Série B e a partida que o time adulto conquistou a Copa de Futebol Amador um personagem em comum. O atacante Neguinho, que naquela partida fez três gols, atuou na primeira etapa da partida deste sábado, sendo substituído no intervalo. O jovem jogador está de saída para o futebol profissional: irá defender as equipes sub-19 e sub-23 do Rio Branco de Paranaguá, devendo disputar a Copa FPF, competição sub-23 que vale vaga na Série D do Brasileirão 2018 e que será disputada neste segundo semestre.

Ficha Técnica:

Nova Orleans 0 x 2 Bangu

Estádio Maurício Fruet, Santa Quitéria, Curitiba

Nova Orleans: Yuri; Leonardo, Du, Márcio e Victor Tilly; Erick (Ricardinho), Wescley (Fininho), Thiago Oliveira e Leomar; Igor e Éderson. Técnico: Alexandre Oliveira.

Bangu: Ricardo; Diogo, Paulo Sérgio e Samuca; Diego, Valdir (Elton), Juninho (Thiago), Joãozinho e Binho Chuchu; Neguinho (Romarinho) e Zanka (Luizinho). Técnico: Jefferson.

Arbitragem: José Mendonça da Silva Jr., Diego Grubba Schitkovski e Eduardo Luis Teixeira Furiatti.

Gols: Luizinho (BAN, aos 24’/2.º, aos 37’/2.º).

Cartões Amarelos: Leonardo, Leomar (UNO); Diego, Diogo, Valdir (BAN).

Cartão Vermelho: Diogo (BAN, aos 41’/1.º, dupla advertência).

Confira as imagens da partida:

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Rodada Final – O que cada um precisa

Quando se anunciou que seria um turno único de pontos corridos e só, imaginou-se o risco da Copa de Futebol Amador da Capital ser decidida antes da rodada final. Ledo engano: a última rodada, neste sábado (1.º) às 15h30, chega com quatro jogos com cinco time podendo erguer a taça. Confira o que cada um precisa para chegar ao feito:

1.º Bangu – 19 pts – 6 vitórias – saldo +13 – 24 gols pró

Enfrenta: Nova Orleans no Maurício Fruet

Combinações para o título: O Bangu é o único que depende de si mesmo. Uma vitória simples garante o título. Em caso de empate, terá de torcer para o Uberlândia não vencer o Grêmio Ipiranga (superaria o Uber no número de vitórias no caso de um empate), e também contra vitórias de Palmeirinha e Capão Raso.

2.º Uberlândia – 18 pts – 5 vitórias – saldo +10 – 27 gols pró

Enfrenta: Grêmio Ipiranga no Elba de Pádua Lima

Combinações para o título: Precisa vencer e torcer para o Bangu não vencer o Nova Orleans.

3.º Nova Orleans – 17 pontos – 5 vitórias – saldo +9 – 22 gols pró

Enfrenta: Bangu no Maurício Fruet

Combinações para o título: Precisa vencer o Bangu e torcer contra vitória do Uberlândia. Além disso, terá de torcer por tropeços de Palmeirinha e Capão Raso ou para que eles simplesmente não façam mais saldo ou superem os gols marcados.

4.º Palmeirinha – 17 pontos – 5 vitórias – saldo +8 – 21 gols pró

Enfrenta: Nacional no XV de Agosto

Combinações para o título: Precisa vencer o Nacional, torcer por tropeço do Bangu e do Uberlândia e para que o Capão Raso não o supere em saldo e gols marcados, caso este também vença. Em caso de empate entre Bangu e Nova Orleans, terá de superar o saldo do Bangu. Em caso de vitória do Nova Orleans sobre o Bangu, terá de superar o saldo do Nova Orleans.

5.º Capão Raso – 17 pontos – 5 vitórias – saldo +5 – 17 gols pró

Enfrenta: Imperial no José Carlos de Oliveira Sobrinho

Combinações para o título: Precisa vencer o Imperial, torcer por tropeços de Bangu e Uberlândia e superar o Palmeirinha no saldo, caso este também vença. Em caso de empate entre Bangu e Nova Orleans, terá de superar o saldo do Bangu. Em caso de vitória do Nova Orleans sobre o Bangu, terá de superar o saldo do Nova Orleans.

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Bangu tira invencibilidade do Uberlândia e entra na briga; Nova Orleans bate União Ahu e segue sonhando

À esquerda, Joãozinho comemora o terceiro gol do Bangu, que cresceu na tabela na reta final; À direita, o Nova Orleans teve muito trabalho diante de um União Ahu bastante brioso

A rodada Copa de Futebol Amador da Capital neste sábado (10) no José Drulla Sobrinho teve a quebra de invencibilidade do Uberlândia diante de um Bangu comandado pelo meia Joãozinho, autor de dois gols num 3 a 0 em que o adversário perdeu muitos gols, e uma vitória duríssima do Nova Orleans sobre o União Ahu por 2 a 1 em que o adversário, com oito desfalques, improvisou goleiros na linha na etapa final mas mesmo assim vendeu bem caro o resultado.

Das quatro equipes que estiveram em campo, apenas o União Ahu não tem chances matemáticas de título, estando na vice-lanterna com apenas 4 pontos. O Nova Orleans é o vice-líder com 16 pontos, um a menos que o líder Capão Raso, este podendo perder pontos por escalação irregular. Os dois ponteiros são os únicos dos times na briga que ainda não folgaram na competição, isto é, jogarão apenas mais duas vezes. O Bangu assumiu a quarta colocação com 13 pontos e o Uberlândia está logo atrás com 12 pontos. Os sete primeiros seguem com chances matemáticas de título.

O Nova Orleans folga na próxima rodada. Os demais times envolvidos na jornada que cobrimos voltam a jogar no próximo sábado (17) às 15h30. O Uberlândia recebe o Nacional no Manoel Gustavo Schier, o União Ahu recebe o Palmeirinha no Ricardo Halick, e o Bangu faz duelo praticamente direto contra o Capão Raso no José Carlos de Oliveira Sobrinho.

Joãozinho comanda Bangu em arrancada

O Uberlândia entrou em campo no José Drulla Sobrinho como o último dos invictos na Copinha. No entanto, no primeiro minuto de jogo começou seu calvário. Joãozinho bateu escanteio na esquerda e a bola entrou direto superando o goleiro Gaúcho. Gol olímpico.

O gol fez o Bangu começar em alta rotação. Com o tempo passando, o Uberlândia primeiro equilibrou as ações e depois passou a comandar o jogo.

Assim seguiu no começo do segundo tempo. No entanto, Ricardo estava na meta rubro-negra, barrando várias tentativas do Uber.

Em processo de renovação, o Bangu lançou no time adulto o atacante Neguinho, aquele que foi vice-artilheiro da última Série B da Suburbana Juvenil encerrada há quase 6 meses e que foi conquistada pelo Bangu. Apesar de jovem, 18 anos, o camisa 15 acabou cumprindo um velho ditado do futebol: “quem não faz toma”. Aos 31 minutos, ele arrancou pela esquerda, livrou-se da marcação e bateu cruzado para fazer o seu primeiro gol na categoria adulta e dar mais tranquilidade ao Bangu.

O gol deixou as ações do jogo equilibradas. Mais eficiente, o time do Bangu chegou ao terceiro gol. Joãozinho encerrou o jogo em seu último lance, aos 50 minutos, fazendo o que fez no primeiro minuto: gol. Desta vez recebendo lançamento e finalizando com qualidade. Placar final de 3 a 0.

“Nossa partida. Acabamos tomando gol cedo, tendo de ir para cima com tudo. Temos de continuar jogando. Poderíamos ter ganhado uns pontinhos, mas faz parte”, disse após o jogo o lateral Luan Santos do Uberlândia.

“Tive uma tarde feliz. Escanteio que bati eu queria cruzar, mas peguei de três dedos. Os meninos se dedicaram. O Uberlândia é uma grande equipe e agora vamos ver o que conseguimos pela frente”, disse Joãozinho, autor de dois gols do Bangu.

União Ahu vende caro a derrota frente ao Nova Orleans

No jogo de fundo, o Nova Orleans veio praticamente completo, pois o julgamento que poderia suspender o meia Leomar e o atacante Ederson foi adiado pela ausência do árbitro da partida no TJD nesta semana. Do outro lado, o União Ahu contou com seis desfalques por lesão e dois por suspensão, contando com algumas estreias e com apenas quatro jogadores no banco, sendo três goleiros de origem, dois deles improvisados como jogadores de linha.

Mesmo assim, o time visitante não se intimidou e deu algum trabalho ao goleiro Yuri. Do outro lado, o goleiro Lucas teve bastante trabalho, assim como muitas chances do Orleans foram desperdiçadas. Na primeira etapa, o União Ahu teve um pênalti não marcado em um empurrão na área.

Aos 32 minutos da etapa inicial, o árbitro Diego Bonfim marcou pênalti de Guilherme Ribeiro. Ederson acabou chutando por cima do gol.

Com o gol não saindo, o time do Nova Orleans começou a demonstrar nervosismo para finalizar, o que se estendeu por boa parte da segunda etapa. O União Ahu seguia se defendendo bem e tentando levar vantagem em suas estocadas.

O zero do placar acabou saindo em um lance chorado. A bola foi cruzada baixa na área aos 24 minutos e Igor completou para o alívio do time da casa.

O segundo gol do Nova Orleans saiu em trama pela direita. Leonardo acionou Fininho na passagem. O meia cruzou e Jorge empurrou para as redes dividindo com a zaga.

O que parecia virar tranquilidade para o time da casa, virou suspense nos minutos finais. Mesmo improvisando os goleiros Maba, como lateral, e Joe, como atacante, depois de tomar o segundo gol, o Tricolor do Parque São Lourenço teve seu esforço recompensado diminuindo o placar. Em cobrança de pênalti aos 42 minutos, Gui, que estava sendo chamado de Guilherme até a rodada passada, mas agora tem homônimos na equipe, bateu com força no meio do gol, sacramentando o placar em 2 a 1.

“Graças a Deus pudemos sair com vitória e avançar com três pontos. Jogo foi um tanto duro e tivemos a felicidade de conseguir furar a defesa deles”, disse Igor do Nova Orleans.

“Agradecer pela oportunidade de estar reestreando. A gente lutou, não deu, mas fizemos uma grande partida. Equipe toda de parabéns, não faltou garra e nem determinação e vamos trabalhar forte no próximo jogo”, analisou Guilherme Ribeiro do União Ahu após o jogo.

Bangu fica sem seu artilheiro

O Bangu não conta mais com o atacante Luizinho, artilheiro da equipe na última temporada. O atacante jogará a Série A da Suburbana pelo Operário Pilarzinho e já começou a sua preparação com a nova equipe.

Ficha Técnica das Partidas:

Rodada dupla no Estádio José Drulla Sobrinho, Orleans, Curitiba

Bangu 3 x 0 Uberlândia

Bangu: Ricardo; Ronan, Bruno, Paulo Sérgio e Diogo; Samuca, Diego, Betinho (Thiago), Joãozinho; Gilson Fumaça (Delson) e Juninho (Neguinho). Técnico: Jefferson.

Uberlândia: Gaúcho; Luan Santos, Dênis, Alex Paiva e Allan; Nepo (Luizinho), Mineiro, Juliano (Baiano) e Luanzinho; Kiki (Paulinho) e Dinda. Técnico: Joãozinho Ribeiro.

Arbitragem: Gustavo Nogas, Deniel Carvalho, Reube Dobrychlop dos Reis.

Gols: Joãozinho (BAN, aos 1’/1.º, aos 50’/2.º), Neguinho (BAN, aos 31’/2.º).

Cartões Amarelos: Allan (UBE); Diogo, Diego, Neguinho (BAN)

Nova Orleans 2 x 1 União Ahu

Nova Orleans: Yuri; Leonardo, Nathan, Du e Dega (Fininho); Erick, Molão, Leomar (Peteca) e Victor Tilly; Ederson (Jorge) e Igor (Ricardinho). Técnico: Alexandre Oliveira.

União Ahu: Lucas; Castelli (Maba), Thiago, Fábio e Vivi; Guilherme Ribeiro, Lucas Siqueira (Joe), Luciano e Gui; Stanley e Binho (Carlos). Técnico: Marcelo Leôncio.

Arbitragem: Diego Bonfim, Deniel Carvalho, Reube Dobrychlop dos Reis.

Gols: Igor (UNO, aos 24’/2.º), Jorge (UNO, aos 33’/2.º), Gui (AHU, aos 42’/2.º).

Cartões Amarelos: Nathan, Erick, Victor Tilly, Ederson (UNO). Guilherme Ribeiro (AHU).

Confira imagens das partidas:

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Nova Orleans goleia Shabureya e escala tabela; Grêmio Ipiranga ultrapassa União Ahu

À esquerda, o Grêmio Ipiranga ganhou uma posição e se aproximou do meio da tabela; À direita, o Nova Orleans contou com rodada favorável e assumiu a vice-liderança

Quem trocou a Liga dos Campeões e o Atletiba pelo José Drulla Sobrinho neste sábado (3) pôde conferir duas partidas de uma rodada da Copa de Futebol Amador da Capital que teve como grande favorecido o Nova Orleans. O time da casa venceu sua partida, a de fundo, com um convincente 5 a 0 sobre o lanterna Shabureya e viu vários rivais pelo título enroscarem durante a tarde. Na preliminar, o Grêmio Ipiranga venceu o União Ahu e por 3 a 2 e ultrapassou o adversário na tabela.

A briga pelo título ganhou novos ingredientes nesta rodada. Agora com 13 pontos, o Nova Orleans é o vice líder, atrás apenas do Capão Raso, que estacionou nos 14 pontos e tem o risco de perda de pontos no TJD. O Imperial vem logo atrás, estacionou com 12, mesma pontuação do Uberlândia, que empatou, um a mais que o Palmeirinha, 11 pontos. Chegando aos 10 pontos, o Bangu entrou na briga e vê o Santíssima Trindade no retrovisor com nove. É a promessa de um final de competição emocionante. Deste populoso grupo da dianteira, Palmeirinha, Capão Raso, Nova Orleans e Santíssima Trindade ainda não folgaram na tabela. O Grêmio Ipiranga chegou aos sete pontos, ultrapassando o União Ahu, que ficou com quatro, e atrás do Nacional nos critérios de desempate. O Shabureya segue na lanterna sem pontuar.

Das equipes que entraram em campo nos jogos que acompanhamos, todos voltam a campo na semana que vem no sábado (10). O Shabureya enfrenta o Imperial às 13h30 no XV de Agosto. Às 15h30, o Grêmio Ipiranga faz confronto direto com o Santíssima Trindade no Parque Linear. No mesmo horário, novamente no José Drulla Sobrinho, Nova Orleans e União Ahu se enfrentam.

Grêmio Ipiranga abre vantagem, mas deixa União Ahu encostar

O primeiro tempo de partida parecia anunciar uma jornada tranquila para o Grêmio Ipiranga, que abriu 2 a 0 no placar. Mas a segunda etapa e o placar final de 3 a 2 deixou um gosto de que daria para buscar o empate por parte do União Ahu.

O time da Zona Sul saiu na frente logo aos 5 minutos de jogo com gol de Matheus e ampliou aos 15 minutos quando o mesmo Matheus chutou e contou com o desvio do Matheus do time adversário para ampliar. Gol contra anotado.

No segundo tempo, o Grêmio Ipiranga ampliou no começo, logo aos 4 minutos, com o zagueiro Maranhão aparecendo de elemento surpresa na área.

Depois disso, começou uma reação do União Ahu. Aos 16 minutos, Guilherme bateu falta com perfeição.

Logo depois, aos 19 minutos, o goleiro Osni cometeu pênalti em jogada pelo alto. A cobrança foi executada por Bigu.

O jogo esquentou, mas não do jeito que se esperava. Aos 20 minutos, após entrada mais forte, começou uma confusão, com empurra-empurra e tudo. O árbitro José Ricardo de Souza Costa acabou expulsando um de cada lado: Alex do Grêmio Ipiranga e Betinho do União Ahu. E o placar ficou no 3 a 2.

“A gente teve desfalques. Contusões no começo. A competição é longa, assim como a Suburbana e nosso objetivo é chegar forte até lá”, disse Guilherme do União Ahu.

“Estamos aí. Jogo fácil, dois a zero no começo e depois complicou. Juizão foi bem, mas complicou no pênalti. Vamos ainda em busca do título que nosso time é bom e não tem nada decidido”, afirmou Matheus do Grêmio Ipiranga.

Nova Orleans goleia Shabureya ao natural

No jogo de fundo, o Nova Orleans fez valer o seu favoritismo e goleou o Shabureya por 5 a 0. O destaque da partida foi Leomar, autor de dois gols e que pode desfalcar a equipe por bastante tempo, pois irá a julgamento nesta semana pela expulsão contra o Imperial. Ederson, autor de um gol, também será julgado e poderá virar desfalque, mas dentro de artigos teoricamente menos graves que o do colega de time.

O Shabureya tentou jogar de maneira menos aberta que nas demais partidas, mas não foi páreo para as arrancadas de Ederson. Aos 25 minutos, o baixinho da camisa 11 arrancou pela esquerda e bateu para a defesa de Homero. A bola subiu e encontrou a cabeça de Igor, que cabeceou com estilo para as redes.

A segunda arrancada que virou gol foi aos 28 minutos. Ederson deixou a zaga na saudade e foi parado com pênalti pelo goleiro Homero. Na cobrança, bateu sem chances para o camisa 1.

Na segunda etapa, o técnico Alexandre Oliveira começou a testar formações, poupando o lateral-esquerdo Dega, testando Nathan como lateral e promovendo o retorno aos gramados do meia Peteca, que ficou parado por cerca de um ano após uma ruptura de ligamento dos joelhos. Com elenco mais profundo, a vantagem física também ficou mais preponderante, enquanto o Shabureya tentou fazer seu jogo nas infiltrações com passes.

Leomar fez dois gols logo aos 6 minutos e aos 13, dando mais tranquilidade ainda para a equipe, que fez o jogo fluir e que poderia ter feito um resultado maior se não fosse pelo menos três defesas importantes de Homero.

Quem fechou o placar veio do banco, Ricardinho, em boa trama de ataque aos 31 minutos da etapa final. 5 a 0.

“Graças a deus boa partida. Time do Shabureya é bom e deu trabalho para a gente, mas fizemos um ótimo trabalho de equipe”, disse Ricardinho após a partida.

“O Shabu entrou com proposta mais recuada, trabalhar a bola. Tomamos gols em duas jogadas oportunas: uma falta não marcada, que o árbitro achou que não foi e um pênalti que foi realmente necessário. Agora é trabalharmos para tirarmos o time dessa situação incômoda da tabela”, analisou Vermelho do Shabureya.

Shabureya resgatará palco da Suburbana

Nesta semana, quinta-feira, haverá o julgamento dos recursos de Arbesc e Combate Barreirinha para participarem da Série B da Suburbana. O que é certo é que o Shabureya definiu uma nova velha casa para suas partidas: o Estádio Wilson Gomes Pereira, ou simplesmente Estádio dos Leões.

Existente desde os anos 80, quando foi cedido pela Prefeitura aos clubes do Sítio Cercado, Rio Negro e Olympique, a praça de esportes não foi utilizada na última temporada, pois o Olympique encontra-se inativo há alguns anos e o Rio Negro não disputa a Suburbana desde 2015. O Shabureya, quando entrou a Suburbana, tinha já como objetivo representar o Sítio Cercado, mas mandou seus jogos na temporada passada, a de estreia, no CT do Ganchinho.

No acordo feito com o poder público, o clube terá de fazer algumas melhorias no local como novas grades, pinturas e reformas nos bancos de reservas e vestiários.

Ficha Técnica das Partidas:

Rodada dupla no Estádio José Drulla Sobrinho, Nova Orleans, Curitiba

Grêmio Ipiranga 3 x 2 União Ahu

Grêmio Ipiranga: Osni; Giovani (Luan), Gamarra, Maranhão (Bruno)  e Moura; Marcelo, Gustavo, Lucas (Alex) e Matheus; Moraes (Carlinhos) e Juliano. Técnico: Márcio Victor.

União Ahu: Joe; Matheus, Thiago, Betinho e Maurício (Ewerton); Vivi, Luciano, Lucas e Guilherme; Stanley e Bigo. Técnico: Marcelo Leôncio.

Arbitragem: José Ricardo de Souza Costa, Ricardo Alexandre Santos e Maurício Costanaro Gonçalves.

Gols: Matheus (GRI, aos 5’/1.º), Matheus (contra, pró-GRI, os 15’/1.º), Maranhão (GRI, aos 4’/2.º), Guilherme (AHU, aos 16’/2.º), Bigo (AHU, os 19’/2º)

Cartões Amarelos: Vivi (AHU)

Cartões Vermelhos: Alex (GRI, os 21’/2.º) e Betinho (AHU, aos 21’/2.º), ambos após confusão no meio de campo.

Nova Orleans 5 x 0 Shabureya

Nova Orleans: Matheus; Leonardo, Nathan, Du (Luan) e Dega (João); Erick (Peteca), Molão, Fábio e Leomar (Fininho); Igor (Ricardinho) e Ederson (Jorge). Técnico: Alexandre Oliveira.

Shabureya: Homero; China, Gabba (Clézio), Bueno e Luiz; Vermelho, Murian (Harisson), Mateus (Bolinha) e Gibson (Vinícius); Neguinho (Felipe) e Wesley. Técnico: Resende.

Arbitragem: Marcos Antônio de Oliveira Junior, Ricardo Alexandre Santos e Maurício Costanaro Gonçalves.

Gols: Igor (UNO, aos 25’/1º), Ederson (UNO, aos 28’/1.º), Leomar (UNO, aos 6’/2.º, aos 13’/2.º), Ricardinho (UNO, aos 31’/2.º).

Cartões Amarelos: Ederson (UNO), Homero, Bueno, Luiz (SHA).

Confira imagens das partidas:

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Uberlândia vence Imperial e põe fogo na Copinha; Nova Orleans goleia Nacional e encosta

À esquerda, o Nova Orleans chegou aos 10 pontos e ainda sonha com título; À direita, o Uberlândia tirou a invencibilidade do Imperial e disse “temos um campeonato”

A rodada deste sábado (27) da Copa de Futebol Amador da Capital serviu para botar fogo na competição. Abrindo a segunda metade da corrida pela taça, a vantagem que o Imperial tinha como líder foi quase toda embora e vários times chegaram para a disputa. Nos jogos acompanhados pela reportagem do Futebol Metrópole, no Manoel Gustavo Schier, o Nova Orleans se reabilitou e goleou de virada o Nacional por 4 a 1, mantendo ainda o sonho do título, torcendo por tropeços dos demais. Já no jogo de fundo, o duelo mais esperado da rodada teve um desfecho emocionante com o Uberlândia tirando a invencibilidade do Imperial ao vencer por 3 a 2 com gol da vitória marcado aos 48 minutos após ceder empate aos 40.

Quem assumiu a liderança foi o Capão Raso, que chegou a 14 pontos e tem um jogo a mais que três de seus principais concorrentes. Além disso, o Tricolor de Aço deverá ter problemas com o TJD-PR devido à escalação de jogadores sob identidade falsa. O Imperial vem logo atrás com 12 pontos e tem agora o Uberlândia no cangote com 11. O Palmeirinha, vindo pelas beiradas, chegou aos 10 pontos, mesmo número de pontos do Nova Orleans, que vem logo atrás, mas ainda não folgou na tabela. O Nacional, que atuou em jogos que acompanhamos nesta jornada é o oitavo colocado com quatro pontos.

O Nacional fará um jogo atrasado nesta quarta-feira (31), contra o lanterna Shabureya no Elba de Pádua Lima, às 19h30, jornada que terá o clássico Palmeirinha x Grêmio Ipiranga como partida de fundo às 21h30. No próximo sábado (3), o Nacional folgará na rodada. Os demais times jogarão em lugares distintos às 15h30. O Uberlândia encara um confronto direto contra o Palmeirinha no Elba de Pádua Lima, o Nova Orleans recebe o Shabureya no José Drulla Sobrinho, e o Imperial faz um clássico de bairro contra o Bangu.

Virada em jogo de desfalcados

Na preliminar, tanto Nacional quanto Nova Orleans vieram bem desfalcados. Os dois times vieram de jornadas em que tiveram muitos jogadores expulsos, obrigando os treinadores a mexer radicalmente na estrutura das equipes. Melhor para o Nova Orleans, que venceu por 4 a 1.

Quem começou melhor foi o Nacional, que abriu o placar logo aos 2 minutos com Fernandinho concluindo de cabeça jogada de lado de campo de Nycollas.

A resposta do Nova Orleans, mais experiente, foi rápida com o lateral-direito Leonardo, uma das novidades da equipe, costurando pela direita e batendo cruzado aos 5 minutos.

A virada do Verdão da Zona Oeste veio aos 31 minutos em cobrança de pênalti de Erick defendida por Ricardo, mas convertida por ele mesmo no rebote.

Na segunda etapa, o Nova Orleans aumentou em mais uma arrancada que o lateral Leonardo fez pelo flanco, costurando e batendo cruzado. O relógio marcava 15 minutos. A contenda foi encerrada com uma bela cobrança de falta de Fininho aos 41 minutos.

“A gente começou bem o jogo e entramos bem, saímos ganhando, mas o que aconteceu nos últimos jogos: perdemos a intensidade. É o que falta para o time, manter a intensidade o jogo inteiro”, disse Fernandinho do Nacional. “Muito feliz, porque jogamos bem, pela vitória, pelos dois gols e espero ajudar mais para conquistar mais vitórias”, afirmou Leonardo do Nova Orleans.

Jogo de fundo teve clima de final

O duelo entre Uberlândia e Imperial foi encarado praticamente como uma decisão. Uma vitória do Imperial faria o Trem Bala Tricolor colocar uma mão na taça, abrindo vantagem confortável para seus adversários. Por outro lado, um triunfo do Uberlândia deixaria tudo em aberto. Foi o que aconteceu com a vitória Uber por 3 a 2.

O Imperial apostou no bom trabalho dos meias, enquanto que o Uberlândia teve como principal atração as escapadas dos ponteiros e as tentativas na direção do centroavante Dinda.

E foi o camisa 9 que abriu o marcador. Após cobrança de escanteio aos 16 minutos, o zagueiro Alex Paiva viu a cabeçada ser defendida por Júlio, mas o rebote de Dinda ir para as redes.

A primeira etapa seguiu com o Imperial perdendo muitas chances e o Uberlândia levando perigo em um jogo aberto.

Na segunda etapa, o Imperial chegou ao empate em uma de suas jogadas fortes. Aos 6 minutos, Adson subiu pela ala esquerda e colocou na cabeça de Caíque.

As coisas pareciam que iam tomar os rumos na direção do Imperial. Aos 10 minutos, Luanzinho perdeu o controle e acertou uma cabeçada em Caíque, levando cartão vermelho e deixando o Uberlândia com um a menos em campo. No entanto, a superioridade numérica foi efêmera, pois aos 18, Caíque, que tinha levado amarelo pela provocação no lance anterior, levou o segundo amarelo após entrada mais forte, deixando o duelo com dez para cada lado.

A sorte virou rápido, pois Edson marcou gol contra aos 21 minutos do segundo tempo, deixando o Uberlândia novamente em vantagem.

Os dois times seguiram atrás de mais gols. Aos 40 minutos, o Imperial conseguiu pênalti após mais uma entrada na área. Arroz bateu com segurança e reempatou a peleja, que poderia ser definida se Japa não tivesse parado em Giraia aos 43 minutos.

Quem não faz toma e o Imperial acabou tomando um castigo nos acréscimos ao cometer um pênalti em uma jogada em que deixou a zaga mano a mano com o ataque do time da casa. Juliano converteu o pênalti aos 48 minutos e deu a vitória ao Uberlândia.

“Nossa equipe acho que não jogou. Tentamos fazer no segundo tempo o que costumamos: girar a bola e chegarmos ao empate. Mas cometemos um pênalti infantil. Foi nossa primeira derrota, mas estamos na ponta, pois parece que o Capão Raso teve jogador irregular. E vamos seguir trabalhando, pois só depende da gente e semana que vem tem mais”, disse Arroz do Imperial após a partida.

“Fizemos um bom jogo, conseguimos sair com vitória e encostar no Imperial, e no Capão. Temos que pensar na gente. Saímos na frente e tomamos empate. Tivemos expulsão e destaco que o árbitro foi muito bem, expulsou quando tinha que expulsar, foi perfeito. E eu aqui dou carrinho, não é minha característica, mas tudo para ajudar o Uberlândia e essa camisa que me ajuda”, analisou Juliano do Uberlândia.

Nota triste

Pela segunda vez no ano, o Uberlândia teve sua sede invadida e teve roubados seus cabos de energia que permitiriam o uso da iluminação do Estádio Manoel Gustavo Schier, algo que faz diferença nesta época de ano, em que as partidas fatalmente terminam ao anoitecer. Pelo método utilizado, que não vamos explicar aqui, pois facilitaria roubos de mesmo tipo, os ladrões possuem algum conhecimento de instalações elétricas, por saber exatamente onde extrair o cobre, material valorizado no mercado de reciclagem.

Ficha Técnica das Partidas:

Rodada dupla no Manoel Gustavo Schier, Vila Uberlândia, Novo Mundo, Curitiba

Nacional 1 x 4 Nova Orleans

Nacional: Ricardo; Bruninho, Guilherme Fontelli, Patrick (Barney, depois Victor) e Evandro; Jeferson (Cristian), Douglas e Fernandinho (Guilherme Santini); Luis Matheus, Nycollas e Luquinhas (Lucas). Técnico: Alemão.

Nova Orleans: Mateus (Thiago); Leonardo, Nathan (João), Márcio e Dega (Diego); Erick, Moisés (Fininho), Fábio e Victor Tilly; Igor e Ricardinho (Jorge). Técnico: Márcio Ponce (interino, substituiu o suspenso Alexandre Oliveira)

Arbitragem: Rafael Vinícius Moura de Oliveira, Fernando César Tobias e André Assunção Estevan.

Gols: Fernandinho (NAC, aos 2’/1.º), Leonardo (UNO, aos 5’/1.º, aos 15’/2.º), Erick (UNO, os 31’/2), Fininho (UNO, aos 41’/2.º).

Cartões Amarelos: Guilherme Pontelli, Nycollas, Victor (NAC).

Uberlândia 3 x 2 Imperial

Uberlândia: Giraia; Luan Santos (Luizinho), Dênis (Thiagão), Alex Paiva e Allan; Nepo (Radamés), Mineiro (Iza), Juliano e Luanzinho; Kiki e Dinda (Paulinho). Técnico: Joãozinho Ribeiro.

Imperial: Júlio; Galo (Arroz), Leonardo, Edson e Adson; Zeti (Juliano), Lelê (Johnny), Giovani e Douglas (Dennis); Caíque e Fernandinho (Japa). Técnico: Pastor Serafim.

Arbitragem: Robson Toloczko Coutinho, Fernando César Tobias, André Assunção Estevan.

Gols: Dinda (UBE, aos 16’/1.º), Caíque (IMP, aos 6’/2º), Edson (contra, a favor do UBE, aos 21’/2º), Arroz (IMP, aos 40’/2.º), Juliano (UBE, aos 48’/2º).

Cartões Amarelos: Dênis, Nepo (UBE), Adson, Giovani, Caíque (IMP).

Cartões Vermelhos: Luanzinho (UBE, aos 10’/2.°, por cabeçada em adversário); Caíque (IMP, aos 18’/2.º, dupla advertência).

Confira imagens das partidas:

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Imperial vira clássico tumultuado sobre Nova Orleans e segue na ponta

Jogadores do Imperial comemoram o segundo gol de Caíque, o último do jogo. Clássico teve invasão de campo e muita reclamação, ofuscando o bom futebol das duas equipes

Quem foi ao Octávio Silvio Nicco acompanhar o clássico entre Imperial e Nova Orleans na tarde deste sábado (20) pôde acompanhar uma boa partida de futebol na mesma medida que muita confusão. Com a bola no pé, os dois arquirrivais da Zona Oeste de Curitiba promoveram um emocionante 4 a 2 pela Copa de Futebol Amador da Capital com os dois ataques jogando no alto nível que era esperado antes do apito inicial. Mateus, Arroz e Caíque, duas vezes, fizeram os gols tricolores. Leomar e Igor fizeram os gols esmeraldinos.

Quando a bola não rolou, muita confusão. O árbitro Felipe Kirchner Bello teve a atuação muito questionada e em três momentos viu sua atuação fugir de controle. A primeira na expulsão de Leomar, a segunda na expulsão de Ederson e a terceira na invasão de campo por parte de membros da comissão técnica do Nova Orleans que por pouco não terminou em agressão.  Infelizmente, a partida tenderá a ter desdobramentos fora do campo nos tribunais.

Com o resultado, o Imperial segue na liderança isolada, agora com 12 pontos marcados em quatro jogos disputados. O Nova Orleans é o sexto colocado com sete pontos em cinco jogos. Na próxima rodada, os dois times voltam a campo no mesmo local, o Manoel Gustavo Schier. O Nova Orleans enfrenta o Nacional às 13h30 e o Imperial defende a liderança contra o Uberlândia às 15h30.

“Ficamos atrás no placar duas vezes e conseguimos empatar e virar. Nosso time tá de parabéns e é para chegar”, disse Caíque, autor de dois gols do Imperial.

“Uma vergonha que tudo isso aconteceu. Isso prejudica todos os times. Fizemos muitas faltas bestas, é verdade. Chegamos no nosso auge no primeiro tempo, quando fizemos 2 a 1. Jogar no segundo tempo contra o time do Imperial e contra o árbitro é complicado”, disse Du, capitão do Nova Orleans após o jogo.

A partida

O Nova Orleans apresentou uma equipe apostando na boa qualidade do meio de campo, agora com Victor Tilly deslocado da lateral para a armação, e do ataque acima da média formado por Igor e Ederson. Do outro lado, o Imperial mostrou o porquê de estar na liderança: uma equipe que cria bastantes chances de gol e deixa seus atacantes com facilidade para concluir, mesmo contra defesas fortes, caso de seu arquirrival.

No entanto, marcando a saída de bola, o Nova Orleans conseguiu forçar erros do Imperial. Assim, saiu na frente aos 4 minutos do primeiro tempo. O goleiro Júlio teve de rifar bola recuada, que sobrou para Ederson, que chutou  contou com a defesa do goleiro. Victor Tilly chutou, a zaga salvou e Leomar empurrou para dentro.

Depois do gol, o Nova Orleans mudou de postura e passou a apostar nos contra-ataques. O Imperial empilhou chances perdidas. Aos 35 minutos, Mateus recebeu perto da área, limpou a marcação duas vezes até ver uma brecha e chutar rasteiro no canto de Yuri, empatando a partida.

A igualdade durou muito pouco tempo. Aos 40 minutos, Igor recebeu lançamento, dominou com categoria e chutou no canto com qualidade, recolocando o Nova Orleans na frente.

A segunda etapa foi quente além da bola. Os dois times seguiram empilhando chances e dando trabalho aos dois goleiros. Mas tudo parecia se encaminhar para a perda dos 100% de aproveitamento do Imperial quando as coisas começaram a desandar do ponto de vista disciplinar.

Aos 15 minutos, após reclamar da não marcação de uma falta a favor e da marcação de uma falta contra, Leomar acertou o árbitro Felipe Kirchner Bello. Expulso, deixou o Nova Orleans com dez em campo e teve início a primeira confusão em campo.

Com os ânimos parcialmente amansados, o técnico Oliveira recuou Igor e apostou na velocidade e determinação de Ederson como único atacante. Ao mesmo tempo, o técnico Pastor povoou o ataque de sua equipe. Deu certo para o Imperial, embora o Nova Orleans seguisse levando perigo e tivesse um esquema de jogo funcional.

Aos 31 minutos, Adson subiu pela esquerda e cruzou na medida para Arroz, soltinho, cabecear com consciência para o gol sem precisar sequer sair do chão. Estava empatada a peleja, que poderia ser virada logo em seguida se o mesmo Arroz tivesse chutado a gol em uma jogada com a meta livre.

A virada acabou vindo aos 36 minutos com Caíque, em mais uma boa estocada da dianteira do Imperial, que passou a administrar o tempo após conseguir estar na frente do placar pela primeira vez no clássico.

O Nova Orleans reclamou pênalti de Leonardo em Igor, mas a arbitragem mandou seguir. Aos 45 minutos, depois de sofrer uma falta, Ederson reclamou com o árbitro com xingamentos e foi expulso sem que o cartão vermelho fosse mostrado. Seguiu-se uma confusão com direito a cobertura policial. O árbitro Felipe Kirchner Bello alegou que tinha receio de ser agredido ao mostrar o cartão.

O jogo ficou paralisado por três minutos até os ânimos aparentemente serenarem e a bola voltar a rolar. No retorno, em um contra-ataque, com o relógio marcando 49 minutos, Caíque aproveitou e deu números finais à partida: 4 a 2.

Fim de papo? Não. Ao apito final, dois membros da comissão técnica do Nova Orleans entraram em campo perseguiram o árbitro, que por pouco não acabou sendo agredido. Vários atletas partiram para a reclamação. O reforço policial, que havia chegado na metade do segundo tempo, ficou maior, chegando a um contingente de sete policiais militares, que precisaram escoltar  o árbitro e até mostrar que tinham balas de borracha caso alguém se exaltasse mais.

Ficha Técnica:

Imperial 4 x 2 Nova Orleans

Estádio Octávio Silvio Nicco, Mossunguê, Curitiba

Imperial: Júlio; Galo (Caíque), Edson, Lelê e Adson; Zeti, Giovani, Mateus (Leonardo) e Douglas; Dennis (Arroz) e Fernandinho. Técnico: Pastor Serafim.

Nova Orleans: Yuri; Gi (João), Du, Márcio e Dega (Fininho); Erick, Molão (Luan), Leomar e Victor Tilly; Igor e Ederson. Técnico: Alexandre Oliveira.

Arbitragem: Felipe Kirchner Bello, Heitor Alex Eurich e Luiz Henrique Campanhoni Amadori.

Gols: Leomar (UNO, aos 4’/1.º), Mateus (IMP, aos 35’/1.º), Igor (UNO, aos 40’/1.º), Arroz (IMP, aos 31’/2.º), Caíque (IMP, aos 36’/2.º, aos 49’/2.º).

Cartões Amarelos: Galo, Zeti, Mateus, Fernandinho (IMP). Gi, Márcio, Erick, Molão, Leomar (UNO).

Cartões Vermelhos: Leomar (UNO, aos 15’/2.º, agressão); Ederson (UNO, aos 45’/2.º, reclamação. O árbitro não mostrou o cartão, apenas informou que o atleta estava expulso).

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Capão Raso vence Shabureya; Uberlândia e Nova Orleans ficam no empate

Na esquerda, Bruninho comemora o segundo gol na vitória do Capão Raso sobre o Shabureya; Na direita, disputa de bola em ótimo jogo entre Uberlândia e Nova Orleans

Na rodada dupla da Copa de Futebol Amador da Capital, neste sábado (29), no Manoel Gustavo Schier, o Capão Raso levou a melhor ao vencer o Shabureya na partida de abertura por 3 a 1, enquanto que no esperado duelo de favoritos entre Uberlândia e Nova Orleans o placar terminou empatado em 1 a 1.

Os resultados tiraram o Nova Orleans da liderança, agora é o segundo com quatro pontos e três gols de saldo, atrás do arquirrival Imperial, este com 100% de aproveitamento e seis pontos. O Capão Raso é o terceiro, também com quatro pontos mas saldo +2. O Uberlândia agora é o oitavo com dois pontos. O Shabureya, com a derrota, despencou para a lanterna, com nenhum ponto e -3 gols de saldo.

Capão Raso e Nova Orleans se enfrentam na próxima rodada, próximo sábado (6), em “jogo solteiro” no José Carlos de Oliveira Sobrinho. No mesmo dia, às 13h30, o Shabureya visita o Palmeirinha, quarto colocado, no Elba de Pádua Lima. No mesmo horário, no Ricardo Halick, o Uberlândia enfrenta o Santíssima Trindade, sétimo colocado.

Gol cedo e adversário nervoso ajudam o Capão Raso

Antes mesmo que nossa equipe chegasse ao local do jogo (ossos do ofício), o Capão Raso abriu o placar. Aos 16 minutos, China errou uma inversão de bola e ela parou no peito de Lipe, que tirou um zagueiro da jogada e bateu na saída de Homero.

O time do Capão Raso teve chances de aumentar aproveitando erros de passe do Shabureya, que por sua vez tinha alguns momentos de lucidez no ataque. Pouco experiente em partidas federadas, disputou apenas a Série B da Suburbana do ano passado, o time citroalvinegro acabou abusando de reclamações e assim ficou carregado de cartões amarelos.

O Shabureya ficou com um homem a menos após pênalti cometido por Bueno, aos 14 minutos da etapa final. A arbitragem alegou reclamação acintosa para a expulsão direta. Aos 16 minutos, Bruninho cobrou e aumentou o marcador.

Mesmo com um a menos, o Shabureya não se intimidou e seguiu jogando como se tivesse 11, apesar do espaço maior para o time do Capão Raso. O gol de honra veio em um lance inusitado. Após reclamações, o árbitro Luciano de Pinho Tavares Filho consultou os dois auxiliares. Tom Gomes Rocha relatou que o goleiro Gênesis empurrou o atacante Júnior, que tinha acabado de entrar, e este revidou o empurrão. Logo, foi marcado pênalti e os dois atletas advertidos. Aos 22 minutos, Tchesco cobrou com força e diminuiu para o Shabu.

O gol animou o Shabureya, mas a equipe acabou tendo mais um jogador expulso: Neguinho, aos 24 minutos, também por reclamação. Mesmo com nove contra onze, a equipe seguiu dando algum trabalho ao Tricolor de Aço. Porém, a maior experiência e categoria pesou a favor do Capão Raso, que fechou o placar aos 38 minutos em uma excelente finalização de Jackson.

“Depois do empate com o Uberlândia, hoje fomos muito bem e graças a Deus saímos com a vitória”, disse o atacante Jackson, do Capão Raso, após o jogo.

“Nosso time foi bem, tivemos jogadores expulsos. Méritos para o Capão Raso, time que toca muito bem a bola, mas nosso time ainda irá incomodar muito neste ano”, disse Tchesco, zagueiro e volante do Shabureya, que fez seu primeiro gol em competições federadas.

Repercussão da semana

Após toda a confusão da semana passada, o delegado Francis Bacon colocou na súmula do Clássico UberRaso que não teria havido qualquer irregularidade na escalação do Capão Raso, diferentemente do que levou a crer suas suspeitas durante o duelo. Relembre como foi a partida.

Empate em alto nível

Se o resultado não foi bom para as duas equipes, deixando o Nova Orleans fora da liderança e o Uberlândia na parte inferior da tabela, o mesmo não se pode dizer da partida, um jogo em alto nível e cheio de chances para as duas equipes.

O Nova Orleans avançou bastante, especialmente pelo seu lado direito e perdeu várias chances, principalmente devido a uma atuação bastante consistente do goleiro Jiraya, do Uberlândia. Do outro lado, o Uberlândia explorou ambos os lados e também parou em boa atuação do goleiro Hiury.

Quem acabou saindo na frente foi o Nova Orleans, aos 26 minutos da etapa inicial, em trama encerrada com a finalização de Leomar.

No segundo tempo, o Nova Orleans aproveitou mais ainda seu lado direito do ataque e, após chances perdidas por Luanzinho e Kiki, foi a vez de Kiki cruzar e Luanzinho escorar de cabeça para igualar ao marcados aos 14 minutos.

A partir daí, a tática do Uber foi colocar para estrear o experiente centroavante Dinda e apostar principalmente na qualidade do centroavante como pivô. No entanto, aos 25 minutos, o volante Nepo recebeu o segundo amarelo, indo mais cedo para o chuveiro.

Quem esperava que o bom time do Nova Orleans fosse se aproveitar da superioridade numérica se enganou. O Uberlândia esteve mais próximo da virada nos minutos finais que o Nova Orleans de garantir a vitória. Ambos times tiveram chances de garantir os três pontos, numa partida franca, mas o placar terminou no 1 a 1 num espetáculo agradável para quem se dividiu entre o vento frio e o sol quente da primeira massa de ar polar do ano em Curitiba.

“Jogo bem disputado. Jogo aqui bem truncado. Tivemos chance de sair com a vitória, mas perdemos a chance, mas o empate acabou sendo bom pelo gol que consegui fazer e não ter saído com a derrota”, afirmou Leomar após o jogo.

“Jogo hoje muito forte. A gente soube se defender. Foi um jogo bom de muita intensidade. A gente se soltou depois da expulsão. Atacamos bastante e conseguimos segurar. Agradecer a todos do time pela força e pela vontade e que um ponto é melhor do que nada”, Disse Luanzinho.

Ficha Técnica:

Rodada dupla no Estádio Manoel Gustavo Schier, Vila Uberlândia, Novo Mundo, Curitiba

Shabureya 1 x 3 Capão Raso

Shabureya: Homero; Vermelho, Gabba, Bueno e China; Tchesco (Cléber), Murian (Clésio), Matheus (Guto) e Gibson; Wesley (Júnior) e Felipe (Neguinho). Técnico: Pepe.

Capão Raso: Gênesis; Polaco, Diego Couto, Gustavo e Cléverson; Cairo, Thiaguinho, Bruninho e Lipe; Jackson e Élder (Luan). Técnico: Júnior Saurim.

Arbitragem: Luciano de Pinho Tavares Filho, Tom Gomes Rocha, Andrey Valenga Guimarães.

Gols: Lipe (CRA, aos 16’/1.º), Bruninho (CRA, aos 9’/2.º), Tchesco (SHA, aos 22’/2.º), Jackson (CRA, aos 38’/2.º)

Cartões Amarelos: Romero, Gabba, China, Wesley, Júnior (SHA); Gênesis, Diego Couto, Bruninho (CRA).

Cartões Vermelhos: Bueno (SHA, aos 14’/2.º, reclamação), Neguinho (SHA, aos 24’/2.º, reclamação)

Uberlândia 1 x 1 Nova Orleans

Uberlândia: Jiraya; Luizinho (Juliano), Luan, Alex Paiva e Alan (Marlon); Nepo, Caíque (Dênis), Mineiro e Luanzinho; Paulinho (Dinda) e Kiki. Técnico: Joãozinho Ribeiro.

Nova Orleans: Hiury; Márcio (João), Nathan, Du e Victor Tilly; Erick (Everton), Molão, Thiago Oliveira e Leomar (Moisés); Ricardinho e Igor. Técnico: Bruno Garcia (interino, pois Alexandre Oliveira não pôde comparecer devido a compromissos particulares)

Arbitragem: Cristiano Antônio Teixeira, Tom Gomes Rocha, Andrey Valenga Guimarães.

Gols: Leomar (UNO, aos 26’/2.º), Luanzinho (UBE, aos 14’/2.º)

Cartões Amarelos: Luizinho, Alex Paiva, Nepo (UBE); Du, Nathan, Molão, Thiago Oliveira, Leomar Ricardinho, Jorge (UNO).

Cartão Vermelho: Nepo (UBE, aos 25’/2.º, dupla advertência)

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Nova Orleans vence Iguaçu em grande partida e está a um empate da final

Jogadores do Nova Orleans comemoram o gol de Bitoca: camisa 10 foi o destaque da partida com dois gols

Jogadores do Nova Orleans comemoram o gol de Bitoca: camisa 10 foi o destaque da partida com dois gols

Em um jogo em alta rotação e com muitas alternativas, o Nova Orleans fez diferente da fase anterior e venceu o Iguaçu por 3 a 2. O jogo de sábado (29) valeu pela ida das semifinais da Suburbana. O destaque do jogo foi o meia Bitoca, autor de dois gols para o Alviverde, campeão de 2014. Pablo e Marcelo Tamandaré fizeram os gols do Alvinegro.

O resultado faz com que o Nova Orleans jogue pelo empate no próximo sábado no Egydio Ricardo Pietrobelli (juvenis em campo às 14h30 e adultos às 16h30) para se classificar. O Iguaçu, atual vice-campeão, precisa vencer por qualquer resultado para levar a decisão para os pênaltis.

“Graças a Deus foi um grande jogo vitorioso contra equipe muito qualificada. Deus me abençoou por fazer dois gols, um na troca de passe com o Bruninho, que jogamos desde pequenos juntos, na troca de passe. Temos de jogar com a mesma raça e a mesma união, com pé no chão para fazer bom jogo e segurar resultado”, disse Bitoca após a partida.

“Nossa equipe é forte em casa e temos de trabalhar para conseguir levar para os pênaltis. Eles são uma grande equipe e estão de parabéns. Vamos com tudo”, disse Zé Nunes do Iguaçu.

O jogo

Os times vieram a campo bem desfalcados. O Iguaçu não tinha Luisinho Netto, lesionado, mesmo motivo da ausência de Leomar por parte do Nova Orleans. Éderson cumpriu suspensão pelo terceiro amarelo.

O Nova Orleans começou melhor e chegou ao primeiro gol em jogada de escanteio que Molão completou de cabeça logo aos 14 minutos de partida.

A resposta do Iguaçu foi rápida. Aos 16 minutos, Pablo completou jogada de contra-ataque. O lance gerou reclamação do time do Nova Orleans, que pediu falta em Juliano no começo do lance.

O Nova Orleans voltou a pontear o placar com um golaço aos 34 minutos em jogada familiar. Bruninho recebeu a bola na meia-direita e encontrou o primo e companheiro de time Bitoca, que levantou a cabeça, viu uma fresta, e mandou uma bomba de longe no ângulo direito do goleiro Rodrigo.

Lesão

Num jogo de bastante contato físico, os jogadores ficaram propensos a lesões. Vários deles saíram sentindo. A lesão que mais chamou a atenção foi a do atacante Pablo do Iguaçu. A reportagem não recebeu informações se algo mais grave aconteceu com o atleta, que precisou de atendimento no tornozelo por muitos minutos após lance mais forte e foi substituído os 4 da etapa final.

Bola parada segue decidindo

O Iguaçu chegou ao novo empate aos 9 minutos da etapa final. A equipe alvinegra teve uma falta a favor quase do círculo central. Léo Gago bateu com muita força, Rogério deu rebote e Marcelo Tamandaré empurrou para as redes. Na comemoração, o atacante do Iguaçu mostrou a barriga para a torcida adversária que o provocava chamando de ‘gordo’.

Aos 25, o Nova Orleans teve pênalti a seu favor. A cobrança foi bem executada por Bitoca, garantindo a vitória e a oportunidade de jogar por um empate.

Nos juvenis, Trieste na frente de virada

Na preliminar de juvenis, o Trieste largou com vantagem sobre o Renovicente e agora joga por um empate na volta após vencer por 2 a 1 de virada.

O Renovicente saiu na frente com Guilherme Morais completando jogada de velocidade aos 4 minutos de jogo.

O empate do Trieste veio com Thiago, aos 19 minutos, aproveitando rebote do goleiro.

O time de Santa Felicidade chegou à vitória nos acréscimos, 41 minutos do segundo tempo, após Alexandre completar boa jogada de Ruan.

Ficha Técnica:

Nova Orleans 3 x 2 Iguaçu

Estádio José Drulla Sobrinho, Orleans, Curitiba

Nova Orleans: Rogério; Buiú, Du, Thiago Gbur e Victor Tilly; Erick, Molão (Pikachu), Bruninho (Bambu) e Bitoca; Igor (Marcio) e Juliano. Técnico: Alexandre Oliveira.

Iguaçu: Rodrigo; Glauco (Zé Nunes), Douglas, Emerson e Aderaldo; Adam (Romário), Léo Gago e Marcelo Moscatelli (Rogério); Hideo, Marcelo Tamandaré e Pablo (Thiaguinho). Técnico: Juninho.

Arbitragem: Diego Bonfim, Eduardo Luis Teixeira Furiatti e Tom Gomes Rocha.

Gols: Molão (UNO, aos 14’/1.º), Pablo (IGU, aos 16’/1.º), Bitoca (UNO, aos 34’/1.°, aos 25’/2.º), Marcelo Tamandaré (IGU, aos 9’/2.º).

Cartões Amarelos: Juliano, Pikachu (UNO); Léo Gago, Thiaguinho (IGU).

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Nova Orleans vence Imperial no ImperiOrleans do Século e avança para mata-mata

Com dois gols marcados, Ederson foi o nome do jogo no Octávio Silvio Nicco

Com dois gols marcados, Ederson foi o nome do jogo no Octávio Silvio Nicco

Arquirrivais, Imperial e Nova Orleans estiveram muitos anos separados de divisões na Suburbana. O Tricolor não frequentava a elite desde o ano de 2000. Por isso, o clássico ImperiOrleans deste sábado (8), no Octávio Silvio Nicco, confronto direto por uma vaga no mata-mata da Suburbana na última rodada, pode ser considerado o duelo do século. E no ImperiOrleans do Século deu Nova Orleans, classificado, por 3 a 1. Ederson foi o nome do jogo, marcando duas vezes para o Nova Orleans, ambas com assistências de Leomar. Igor também marcou para o UNO, enquanto que o gol do time da casa foi feito pelo zagueiro Flamarion.

Com a vitória,  o Nova Orleans chega aos 16 pontos e quatro vitórias, atingindo a sétima posição. O Alviverde terá pela frente no mata-mata o time do Novo Mundo com a ida no José Drulla Sobrinho e a volta na Arena Vermelha. “Suburbana é isso aí. O que vier pela frente, a gente tem de jogar para passar, sem escolher adversário. Neste clássico, fez diferença temos feito dois gols no primeiro tempo, pois aí no segundo pudemos dosar o físico e fecharmos a casinha, só saindo na boa”, disse Ederson, autor de dois gols do Nova Orleans.

 

O Imperial terminou a Suburbana em décimo lugar, com dez pontos, cinco atrás do último classificado e quatro na frente do último rebaixado. Positivo pelo fato do time ter sido confirmado em cima da hora devido à desistência do Combate Barreirinha, mas com o gosto amargo de que poderia ter passado de fase por chances perdidas em partidas que poderiam ter sido ganhas. “O objetivo inicial era nos manter e quase passamos de fase. Agora vamos ver no ano que vem. Pior que dava para passar, mas foi vacilo nosso em perder jogos não tão difíceis que tivemos. Hoje [sábado] o time entrou perdido, um tanto de cabeça baixa achando que ia resolver em casa. Os caras jogaram mais que a gente e tiveram mais oportunidades e nós não aproveitamos as nossas”, analisou o goleiro Julio, um dos destaques da campanha do Imperial na temporada.

 

O jogo

Precisando mais do resultado, o Imperial começou a partida rifando a bola e tentando subir ao ataque de maneira desordenada. O Nova Orleans apostou em um ataque veloz e de explosão. E foi assim aos 9 minutos que o primeiro gol saiu. Leomar recebeu lançamento na ponta direita, ganhou de Haroldo na velocidade, foi ao fundo e cruzou rasteiro para Ederson completar.

O resultado já colocava o Nova Orleans no mata-mata. Com 10 minutos, o Imperial teve a baixa de Dione, lesionado. A equipe da casa insistiu na ligação direta e parava no bom posicionamento da defesa comandada pelo goleiro Rogério. O Nova Orleans colocou mais a bola no chão e levou perigo com as chegas principalmente de Bitoca, Juliano, Ederson e Leomar, o quarteto ofensivo.

A ampliação do placar veio justamente em nova jogada pela direita com Leomar. O grandalhão da camisa 7 ganhou a jogada na ponta e cruzou para o baixinho Ederson, livre de marcação, cabecear para as redes aos 37 minutos da etapa inicial.

O técnico Pastor Serafim mudou o Imperial em dose tripla no intervalo para tentar reverter a desvantagem no clássico e buscar a classificação. As mexidas trouxeram fôlego novo ao Tricolor, que foi superior a maior parte da segunda etapa. O gol de Flamarion, de cabeça, aos 19 minutos, deixou o jogo aberto. Assim como aberta também ficou a possibilidade de contra-ataque para o time do Nova Orleans, transformando o clássico em um duelo franco.

No entanto, após um bate e rebate na área, Igor, que havia entrado no lugar de Ederson, desviou de cabeça e deu números finais ao duelo aos 40 minutos do segundo tempo. O ImperiOrleans do Século é do Nova Orleans, que carimbou a vaga para o mata-mata.

O furo da nossa matemática

No início do campeonato, acreditávamos que 12 ou 13 pontos classificariam para o mata-mata e nove pontos bastariam para não cair. Além disso, arriscávamos que o líder terminaria com 21 a 23 pontos. Erramos. Nacional e Renovicente foram bastante abaixo da média na parte de baixo da tabela, assim como Santa Quitéria e Novo Mundo sobraram na parte de cima. Assim, os pontos ficaram menos distribuídos e o último classificado foi o Operário Pilarzinho, com 15 pontos, com o primeiro salvo, Imperial tendo 10 (se tivesse 7, estaria salvo do mesmo jeito) e o líder Santa Quitéria batendo em 26. Você confere a classificação e os duelos da próxima fase no nosso próximo post, o Placar da Rodada – Suburbana.

Nova Orleans vence nos juvenis e regulamento colocará líder para enfrentar o vice-líder

Na preliminar de juvenis, o Nova Orleans, que já entrou em campo como primeiro da fase, chegou aos 29 pontos de 33 possíveis ao bater o Imperial por 3 a 0. O time da casa terminou como lanterna da competição com apenas dois pontos.

O artilheiro Jhony marcou de pênalti o primeiro aos oito minutos. Logo depois, aos nove, fez um gol típico de centroavante ao girar sobre a defesa adversária. O placar foi fechado aos seis do segundo tempo por Otávio.

Como o regulamento da Suburbana Juvenil ordena que a tabela do time de baixo acompanhe sempre que possível a do time de cima, o “destino” pregou uma peça na competição. Líder da primeira fase, o Nova Orleans encarará o segundo colocado, Novo Mundo, com a decisão na casa do alvirrubro.

Ficha Técnica:

Imperial 1 x 3 Nova Orleans

Estádio Octávio Silvio Nicco, Mossunguê, Curitiba

Imperial: Julio; Abimael (Lelê), Flamarion, Haroldo e Lima (Dega); Zeti, Dênis (Ricardinho), Dione (Caíque) e Nene (Toby); Dinei e Samuel. Técnico: Pastor Serafim.

Nova Orleans: Rogério; Buiú, Du, Thiago Gbur e Victor Tilly; Erick, Molão, Bitoca e Juliano (Leonardo); Leomar (Moisés) e Ederson (Igor). Técnico: Alexandre Oliveira.

Arbitragem: Cristian Eduardo Gorski da Luz, Fabricio da Silva Martins e Michael Fossa da Silva.

Gols: Ederson (UNO, aos 9’/1.º, aos 37’/1.º), Flamarion (IMP, aos 19’/2.º), Igor (UNO, aos 40’/2.°).

Cartões Amarelos: Haroldo, Caíque (IMP); Leomar (UNO).

Confira imagens das partidas:

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